Animal Planet exibe o especial inédito O Bicho Tá Solto



O alce nadando na piscina de uma casa, um urso que revira a lixeira em bairro residencial, animais selvagens disputando a ração com cães; leopardos que caçam humanos – cenas como estas são cada vez mais comuns no mundo todo e motivam a zoóloga Lucy Cooke a procurar explicações.

Na quinta-feira, 9 de junho, às 18h50, o Animal Planet e Lucy investigam as origens do comportamento inesperado de animais que vivem em comunidades estabelecidas longe de seus habitats e invadem o território humano (ou seria o contrário?), no especial inédito O BICHO TÁ SOLTO (Animals Unexpected).

O documentário de uma hora mostra que, em geral, a chegada do mundo selvagem às cidades, grandes centros e vilarejos acontece em decorrência da ação humana, sendo ao mesmo tempo causa e consequência de processos de desiquilíbrio ambiental.

Lucy comenta as características desses animais e as adaptações que cada um deles desenvolve nos novos lares enquanto os biólogos e especialistas  que ela encontra nos diferentes países a ajudam a explicar o surgimento de novos comportamentos entre os bichos.

O BICHO TÁ SOLTO é divido em quatro grupos de animais: os “fugitivos”, que escaparam durante deslocamentos e estadas em países estrangeiros; os “nativos”, cujas populações avançam sobre as cidades; os “ocupadores”, que se apossam de estruturas humanas e as tomam como refúgio; e os “invasores alienígenas”, cujas populações causam grande desiquilíbrio em ecossistemas muito distantes de seus habitats originais.

Na primeira etapa do especial, Lucy mostra os “fugitivos” – eles foram deslocados de seus lares pelos humanos e arranjaram suas próprias maneiras de fugir e se adaptar a um novo lar.  O destino inicial é a Colômbia, onde a zoóloga encontra um ícone da fauna africana: os hipopótamos que descendem dos quatro animais trazidos ao país por Pablo Escobar. A ausência de predadores e o clima favorável fizeram da Colômbia um refúgio para eles. Lucy circula pela Hacienda Napoles, conhece as ruínas do que um dia foi o império do trafico, e ouve moradores da zona rural colombiana que convivem com esses hipopótamos selvagens radicados ali.

Na Ilha de Mann, Reino Unido, wallabys australianos vivem livres despois de uma fuga do zoológico local. Uma espécie de ave comum na Ásia e na África se prolifera na Inglaterra depois de utilizada nas filmagens de um filme e, na capital da Alemanha, os guaxinins originários dos Estados Unidos já foram vistos até dentro do metrô – importados para a indústria de peles, eles escaparam durante a II Guerra Mundial.

A segunda parte do documentário é dedicada aos animais nativos que invadem casas e bairros – vídeos caseiros popularizaram registros dessas novas interações ecológicas. Nos Estados Unidos, o urso negro vem se revelando um vizinho ousado: filhotes entram em lojas, adultos abrem e vasculham carros, lixeiras e até dormem em redes! Em Nova York, uma espécie de lobo circula pelas ruas movimentadas de Manhattan.

No norte da Itália, Lucy encontra cabras de montanha vivendo em uma barragem de usina hidrelétrica, onde escalam o paredão quase vertical – elas são parte dos “ocupadores”, categoria da qual também fazem parte as aves que transformaram plataformas marítimas de petróleo em ponto de parada na rota migratória.

Finalizando o especial, Lucy mostra que, nos últimos anos, centenas de cobras pítons gigantescas tomaram conta dos pântanos de Everglades, Flórida – a milhares de quilômetros do habitat natural, na Ásia, elas são  consideradas “invasores alienígenas”. Em Nice, França, as vespas  asiáticas já mataram 6 pessoas nos últimos anos e se transformaram em uma peste – além da picada, esses insetos caçam abelhas produtoras de mel e já representam uma ameaça à economia local.

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