O conteúdo nacional já supera cota na TV paga



As cotas de programação na TV por assinatura, impostas pela Lei do SeAC, já não são mais um grande problema para o setor. Segundo o diretor de programação da Net/Claro, Fernando Magalhães, os canais de conteúdo brasileiro qualificado acabaram funcionando bem nas operadoras. No ano passado, a operadora chegou a ter mais canais de conteúdo brasileiro qualificado do que a cote exige. "Depois, o GNT deixou de se qualificar e acabamos ficando apenas com os 12 exigidos", diz o executivo. "Se não houvesse mais a obrigação, provavelmente manteríamos a maioria desses canais", completou Magalhães durante evento de apresentação da Feira e Congresso ABTA 2016 à imprensa nesta terça, 21.

Medir a relevância destes canais não é uma tarefa fácil, já que muitos contam com audiência baixa. No entanto, a maior parte deles, explica Magalhães, são destinados a nichos, como a FishTV, destinado aos amantes da pescaria, ou o Arte1 e o Curta!, que atendem a um público de alto poder aquisitivo. "A audiência não é a única forma de medir a importância de um canal. Por esta lógica, os canais infantis seriam os mais relevantes, e não aqueles assistidos por quem paga a assinatura", completa.

Conteúdo

Para as programadoras, que têm de cumprir as cotas de conteúdo na grade de programação, a regra também já está assimilada. "As cotas começaram a valer no momento de explosão da TV por assinatura no Brasil. Aconteceria naturalmente (o aumento de produções nacionais)", diz Alessandra Pontes, VP de vendas e relações com afiliados da Discovery Networks. "Continuamos investindo, independentemente das cotas", completa.

Segundo o presidente da ABTA, Oscar Simões, um efeito concreto das cotas foi o superaquecimento do setor de produção. "Houve um tremendo aumento de custo para o setor. Espero que ajude a ampliar a base de assinantes também. Ainda não há dados concretos nesse sentido", disse.

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