"TV Mulher" desta terça discute assédio e o caso do estupro coletivo



Há duas semanas, uma jovem de 16 anos foi vítima de estupro coletivo, no Rio de Janeiro. O caso - que está em investigação -, com 30 homens suspeitos por envolvimento, chocou o país e colocou novamente o assunto em pauta. Na edição do "TV Mulher" desta terça, dia 7 de junho, no VIVA, Marília Gabriela conversa com a vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia. A entrevista, realizada em Brasília, abre o programa.

Durante a edição, o assédio moral e sexual, enfrentado pelas mulheres nas ruas e no ambiente de trabalho, será o tema debatido por Marília Gabriela, pela promotora Gabriela Manssur e pelos jornalistas Ivan Martins e Flávia Oliveira.

• "Você se incomoda com o fiu-fiu?"

Durante o programa, Gabi lembra que antigamente o assédio era um assunto que "costumava ser varrido para debaixo do tapete". As mulheres não sabiam a quem recorrer. A apresentadora lê alguns depoimentos publicados no site "Think Olga", no qual vítimas relatam assédios cometidos ao longo da vida.

Mas algumas coisas mudaram e as mulheres estão denunciando mais. É o que diz Gabi Manssur, com uma ressalva: "Ainda há medo de sofrer represália. A mulher tem vergonha de denunciar, é como se ela tivesse sido tratada como objeto. A mulher se sente desprotegida.". A promotora fala sobre assédios moral e sexual e revela um dado impressionante: 49% das universitárias já lidaram com assédio moral.

Pelas ruas, a opinião é bem dividida: "Você se incomoda com o fiu-fiu?". Ainda que algumas mulheres gostem e aceitem o elogio, muitas outras o acham abusivo e se incomodam. Na visão masculina de Ivan Martins, as mulheres estão se posicionando publicamente e dizendo o que acham em relação a isso. "Nós homens ficamos chocados porque sempre pensamos que vocês adoravam ser elogiadas. Essa é uma novidade e nós teremos que nos adaptar. Respeita as mina, mano", diz.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, 42% dos brasileiros já sofreram assédio moral. O número, de acordo com a jornalista Flávia Oliveira, é alarmante, mas há muita dificuldade, ainda, nas denúncias nesse tipo de situação. "É difícil, cria um constrangimento no trabalho entre os colegas. Por isso, talvez, os dados sejam menores do que o tamanho do problema", diz. Flávia explica que nem sempre o assédio moral acontece do superior hierárquico para o funcionário. Há, também, muito assédio e degradação das condições de trabalho, lateralmente, de um colega para o outro.

No quadro "Elas na TV", é a vez de Theodoro Cochrane conversar com o autor Aguinaldo Silva sobre suas inesquecíveis personagens. "Elas são ricas, elas são pobres. Elas são boas, elas são más. Elas são ambiciosas, elas são trabalhadoras. Elas podem ser dondocas, também. Elas são do interior, elas são da cidade grande. Elas todas são muito populares o Brasil. E elas todas são da cabeça de um autor genial brasileiro", comenta Theodoro, ao descrever seu convidado. Durante a entrevista, Aguinaldo dá sua opinião sobre vilãs. “Não gosto das psicopatas, aquelas que matam. Também não gosto das que querem se vingar de alguma coisa. Gosto de vilãs que são vilãs porque são vilãs. Elas são más. Elas gostam de ser más.”.

E Gabi recebe Alexandre Nero para um bate-papo descontraído e revelador sobre carreira e vida pessoal. A conversa vai do assédio ao machismo da sociedade. "Vou confessar, o assédio que eu tinha como músico, era mais fervoroso. Dormiam na frente da minha casa. Descobriam o número do meu telefone. Sempre falo isso ‘o assédio do músico não tem comparação com o do ator. Era muito grande, fugia um pouco desse controle mesmo.".

O programa conta também com a participação especial de Jout Jout, sucesso no Youtube, com a exibição do vídeo sobre relacionamentos abusivos.

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