Conteúdo sob demanda é 15% da audiência dos canais da Rede Telecine


João Mesquita CEO da rede telecine. (Divulgação)
Cerca de 15% da audiência dos canais da Rede Telecine está no conteúdo sob demanda, contou o CEO da rede, João Mesquita, durante a ABTA 2016 nesta quinta, 30. Segundo ele, "no caso do cinema (filmes) não há, razão para ter horário para assistir e por isso o on demand está sendo acessado loucamente". Em alguns títulos, a fatia da audiência no VOD é até maior.

Após apresentação no evento da plataforma X1, da Comcast, Mesquita admitiu o mercado brasileiro precisa evoluir muito para proporcionar uma experiência de consumo ideal do conteúdo sob demanda. "As plataformas dos nossos parceiros contribuem muito para satisfação do cliente, mas está ainda muito longe da experiência satisfatória", opina.

Segundo o executivo do Telecine, a maior parte do consumo sob demanda é no set-top box, em serviços como o Now, da Net. Apenas 10% do conteúdo sob demanda se dá em outras telas. Para ele, no entanto, esse número tende a crescer, uma vez que o aplicativo do Telecine Play está presente, por enquanto, apenas nas smart TVs da Samsung e da Sony, mas deve chegar aos outros principais fabricantes ainda este ano.

Churn

Para Mesquita, as soluções sob demanda permitem que os canais levem, de fato, seu acervo aos assinantes, uma vez que não têm mais o limite da grade de programação. E a consequência direta é a redução do churn. No entanto, conta, metade dos clientes que tem a plataforma ainda não usufrui dela. "Já pagam pelo serviço completo, mas não usam. Não é culpa nossa", disse.

Segundo Roberto Guenzburguer, diretor de mobilidade e conteúdo da Oi, adicionar serviços sempre agrega valor ao pacote do assinante. "A Oi é o único DTH que cresce na TV por assinatura. A convergência no acesso ajuda muito na conquista de clientes de TV por assinatura, mesmo com DTH e o momento difícil do setor", diz. Segundo o executivo, a cada serviço que o cliente agrega ao seu pacote, o churn cai 50%. "O on demand vai gerar esse mesmo benefício e, por isso, apostamos forte na nossa plataforma Oi Play", disse.

A Claro também aposta no TV everywhere para dar força ao DTH. Embora não conte com conexão bidirecional nas caixas, os assinantes já têm direito ao Now através de outras telas, contou no evento Márcio Carvalho, diretor de marketing e produtos da América Móvil Brasil. Na quarta-feira, o presidente do grupo no país afirmou que a operação de DTH tem resultado "menos ruim" a cada mês e deve voltar a crescer em breve.

No cabo, com a marca Net, Carvalho já apontou novas evoluções em desenvolvimento na operadora. "Em dez anos, saímos do analógico para o digital, o HD e agora o everywhere. Estamos evoluindo para trazer também conteúdo por IP, o que abre uma oportunidade de multiplicar as opções de conteúdo. Parte das nossas caixas já suporta isso", disse.

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