Globo é a que tem mais canais na TV paga no Brasil


Globosat tem mais 61 canais disponíveis na TV paga no Brasil. (Divulgação)
A Agência Nacional do Cinema (Ancine) divulgou hoje, 05, pesquisa sobre o mercado brasileiro de TV por assinatura. O estudo foca programadoras de conteúdo e os efeitos que a Lei do SeAC sobre a produção nacional. Traz um levantamento sobre os principais grupos econômicos, e mostra que a Globo é a empresa com mais canais na TV paga: 61, o que equivale a 30,7% do total.

A Time Warner vem em seguida, com 58 canais, ou 29,1%. Juntos, os dois grupos controla 60% dos canais. O ranking mostra a Discovery com 17 canais (8,5%), a Fox com 14 (7%), a Viacom com 12 (6%) e a Walt Disney com 11 (55,5%). Ao todo, há no Brasil 199 canais de TV paga.

Já o ranking de programadoras mostra predomínio da Timer Warner, com 11 (28,2%). A Globo tem 6 programadoras (15,4%). Walt Disney e AMC tê duas programadoras cada (5,1%). Ao todo, existem 39 programadoras no país.

A Time Warner, conglomerado norte-americano, reúne três marcas principais: HBO, Cartoon Network e Warner. Já a Globo tem, entre as principais marcas, Telecine, Universal, Syfy, Studio Universal e Megapix e Premiére. s canais brasileiros de espaço qualificados, resultado da política de cotas estabelecida na Lei do SeAC, somam 25.

O estudo revela que a disputa maior se dá no conteúdo de filmes e séries. São 74 canais neste segmento, que representa 37% dos canais de TV por assinatura brasileiros. Em seguida vêm os de esporte, com 21%, e variedades, com 20%. A categoria temática com menor número de canais é a de notícias, com 5%. O

Operadoras

O estudo mostra o que os números da Anatel revelam nos balanços mensais. Entre as operadoras de TV paga, chamadas de empacotadoras, predominam duas companhias: Telecom Americas (união de Claro, Embratel e NET) e Sky/Directv. Juntas, elas concentram 81% do mercado. Oi, Telefônica e Algar Telecom respondem por 16%, enquanto os 4% restantes está pulverizado nas mãos de 87 operadoras de TV.

O documento conclui que a Lei do SeAC diminuiu as barreiras à entrada no setor de acesso condicionado e ajudou a ampliar a quantidade de conteúdos e canais brasileiros na grade. Reconhece a grande assimetria entre os canais, programadores e empacotadores. Não faz, porém, qualquer recomendação para mudar o cenário de concentração.

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