Discovery estreia sessão especial Discovery Documenta com Dudu Azevedo


Dudu Azevedo comenda o "Discovery Documenta". (Divulgação)
Neste domingo, 27, o Discovery revela o perigo invisível ao ecossistema marinho em sua nova faixa de programação, “Discovery Documenta”. Sempre no último domingo do mês, às 23h10, o ator Dudu Azevedo apresenta produções originais da Discovery Networks, documentários e trabalhos investigativos que representam a evolução do gênero de programação.

A estreia do “Discovery Documenta” acontece com o exclusivo RUÍDOS NO OCEANO: VIDA MARINHA AMEAÇADA (Sonic Sea). Com uma hora de duração, o documentário revela o impacto devastador do barulho submarino ocasionado pela navegação comercial, além de aparatos industriais e militares, nas comunidades de baleias e em todo o ecossistema dos oceanos.

Quando imaginamos as baleias no fundo do mar, surge a imagem de uma imensidão azul de quietude e serenidade. A realidade é outra – donas de um sistema auditivo extremamente sensível e capazes de comunicarem-se por sons que viajam grandes distâncias, as baleias sofrem quando submetidas à poluição sonora gerada por máquinas e aparelhos humanos, entre eles os navios, sonares e plataformas de exploração petrolífera.

O oceano é um ambiente acústico muito diferente do ar. Nele, os sons podem percorrer milhares de quilômetros, muito rápido. No ecossistema marítimo, a audição é determinante para o acasalamento, migração, alimentação e defesa contra predadores, sobretudo para baleias e golfinhos – mamíferos marinhos com elevado grau de desenvolvimento de consciência. “Os ouvidos de uma baleia são o acesso direto a sua consciência, a sua vida, a sua história e seu futuro”, afirma Christopher W. Clark, uma das fontes do documentário.

Oceanógrafos, pesquisadores, cientistas falam às câmeras enquanto a produção utiliza recursos gráficos e acompanha experimentos para mostrar aquilo que os olhos e ouvidos humanos são incapazes de perceber. Entre as fontes está o vocalista da banda The Police e ativista, Sting.

Para o cientista Kenneth C. Balcomb III, tudo começou com o encontro insólito com uma baleia-bicuda-de-cuvier, nas Bahamas. Ela nadava em águas rasas e parecia não querer voltar ao mar aberto. A postura incomum do animal intrigou Kenneth, que viria a descobrir outras 15 baleias perto dali, no mesmo estado de desorientação – não podia ser apenas uma coincidência. Assim, ele decidiu fazer exames nos corpos dos cetáceos e detectou severas lesões cerebrais e no aparelho auditivo.

Com ajuda de equipamentos especiais, o pesquisador Christopher W. Clark trabalha  há mais de quatro décadas na captação de sinfonias da vida na Terra, compostas em parte por sons inapreensíveis aos humanos – no documentário, ele mostra os sons de baixa frequência que fazem parte da “conversa” das baleias e como elas tiram proveito desse sentido apurado para desviarem de tempestades e se comunicarem.

Paul Spong, fundado do OrcaLab, mostra as sutis nuances na comunicação das baleias: cada uma das famílias têm seu próprio dialeto. Ele mostra exatamente o que acontece quando o barulho de um navio cruzeiro invade o ambiente. A oceanógrafa Sylvia Earle também comenta a importância da audição para os animais marinhos, sobretudo em águas escuras, quando a visão é prejudicada. Jean-Michel Cousteau revela como prossegue com a luta pelos ideais de seu pai.

Os especialistas demonstram que enquanto os humanos continuarem presos a uma perspectiva estritamente antropocêntrica, serão responsáveis por danos irreversíveis ao ecossistema marinho. Navios cada vez mais pesados e velozes singram os mares, abalos acontecem quando assoalho oceânico é perfurado, utilizamos sonares ultrapotentes por todas as partes e animais são torturados por essas incessante interferências em um universo no qual a audição determina a sobrevivência e o equilíbrio ambiental.

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