Documentários sobre os Beatles e o cineasta Luiz Carlos Barreto estreiam no mês de aniversário do Curta!



No mês de aniversário de quatro anos, o Curta! exibe na primeira Segunda da Música do mês, dia 7, o documentário sobre uma das maiores bandas pops de todos os tempos, os Beatles. A partir das 23h, o público vai poder conferir “A Trajetória dos Beatles”, do diretor Chris Cowey. A produção revela os jovens de Liverpool antes do estrelato através de depoimentos de antigos colegas de escola e companheiros da banda Quarrymen, que mais tarde daria origem ao fenômeno Beatles. O documentário também analisa a conjuntura social e cultural do surgimento da banda e analisa como, mesmo após décadas, as canções do conjunto continuam presentes no imaginário coletivo, por meio das reflexões de apresentadores de televisão, de historiadores, de pesquisadores e de professores.

O episódio inédito da série “Luz e Sombra – Fotógrafos Brasileiros” da Quarta de Cinema, dia 9, revela a trajetória de um dos nomes mais importantes da história do cinema brasileiro: o produtor, roteirista e, claro, diretor de fotografia, Luiz Carlos Barreto. Responsável, como produtor, por um dos maiores sucessos do cinema nacional, “Dona Flor e seus dois maridos” (1976), que atraiu mais de 10 milhões de espectadores, Barreto começou sua história no cinema por intermédio da fotografia. Cearense de Sobral, ele fotografou as filmagens de “Barravento”, o primeiro filme de Glauber Rocha, no interior da Bahia, em 1961, para a revista “O Cruzeiro”. Depois, passou pelo roteiro de sucessos como “O assalto ao trem pagador” (1962), ao lado de Roberto Farias, e voltou a emprestar seu olhar para fotografar o clássico do Cinema Novo “Vidas Secas” (1963), de Nelson Pereira dos Santos. Com mais de 40 anos dedicados ao cinema, produtor de relevantes títulos como “Terra em transe” (1967), de Glauber Rocha, “Bye bye Brasil” (1979),  de Cacá Diegues, e “Memórias do Cárcere” (1983), de Nelson Pereira dos Santos, Luiz Carlos Barreto passou para os filhos a paixão pelo cinema.  Os filmes dirigidos por Fábio Barreto, “O Quatrilho” (1996), e  Bruno Barreto “O que é isso, companheiro?” (1997), inclusive representaram o Brasil no Oscar.

A série “Brasil Visual”, na Terça das Artes, dia 8, debate a importância do trabalho artesanal na produção artística brasileira contemporânea, a partir de entrevistas com artistas, críticos e curadores de diversas regiões do Brasil. No episódio “Artesania na Arte Contemporânea”, o apresentador Rodrigo Saad, o Cabelo, revela o trabalho manual, conversa com artistas sobre a escolha dos materiais e desvenda como o conhecimento artesanal é elaborado e transmitido.   

Ainda na Quarta de Cinema, a faixa “A Vida é Curta” presta homenagem ao cineasta brasileiro Rogério Sganzerla, um dos ícones do cinema marginal, movimento do audiovisual brasileiro dos anos 1960. Para começar, o Curta! exibe o primeiro documentário em curta-metragem de Sganzerla: “HQ – Histórias em Quadrinhos”. O filme aborda o universo dos quadrinhos, por intermédio do texto do especialista Álvaro de Moya. Ao mesmo tempo, a câmera de Sganzerla passeia pelos traços de artistas como Will Eisner, Milton Cannif, Alex Raymond e Al Capp, entre outros. Depois é a vez de “A Linguagem de Orson Welles”. No documentário, três depoimentos sobre a desventura wellesiana no Brasil de 1942: John Huston, Grande Otelo e Edmar Morel. Encerrando a faixa especial, “Brasil”, documentário comemorativo do lançamento do décimo disco durante o cinquentenário de nascimento de João Gilberto.

Na Quinta do Pensamento, dia 10, o episódio inédito da série “Impressões do Mundo”, apresenta a incrível história do escritor John Dramani. Ainda criança, Dramani viu seu país, Gana, ser vitimado por um golpe militar, mas, hoje, ele acabou tornando-se tornar presidente eleito e um dos mais populares líderes democráticos da África. Seu livro “Meu primeiro Golpe de Estado” narra suas memórias e traça um panorama da África e das décadas perdidas entre ditaduras e guerras civis sangrentas e cruéis. As perspectivas do continente que aos poucos se democratiza e o futuro visto por quem viveu as tragédias e participa como presidente na construção da democracia em seu país são os principais temas que permeiam a sua literatura. 

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