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Apesar da crise, TV paga cresce 15% em audiência e comprova força no Brasil


Apesar de crise, a audiência da TV paga segue firme e forte. (Imagem/Reprodução)
Mesmo com a crise econômica em alta no país, em 2015, a audiência média dos canais pagos na TV paga foi de 7,1 pontos, nas 24 horas do dia, em 15 regiões metropolitanas monitoradas pelo Painel Nacional de Televisão (PNT). No ano passado essa média subiu para 8,2 pontos. Cada ponto no PNT equivale a cerca de 245 mil domicílios sintonizados.

O registro do crescimento da audiência é uma boa notícia após um ano crítico para o setor. Entre novembro de 2015 e o mesmo mês de 2016, segundo os últimos dados divulgados pela Anatel, as operadoras perderam 252.629 clientes, uma redução de 1,83%. Em 2015, a queda foi ainda maior, de 3,1%. Antes da crise, em 2014, a TV paga havia crescido 8,7% no período de um ano.

Ainda de acordo com a Kantar IBOPE, o tempo médio que o telespectador dedicou ao consumo de TV (aberta e por assinatura) aumentou 16 minutos em 2016. Em média, os brasileiros assistiram 6 horas e 17 minutos de conteúdo televisivo por dia. Em 2015, esta média era de 6 horas e 1 minuto.

Os dados do IBOPE também mostram crescimento de audiência de TV entre os jovens. O tempo médio dedicado à programação pelas crianças de 4 a 11 anos subiu 2,9% em 2016. Entre 12 e 17 anos, a evolução foi de 3,1%. E a faixa etária com maior crescimento de tempo médio dedicado à TV foi a entre 18 e 24 anos (+6,7%).

"Mesmo com o consumo de mídia sendo diversificado em outras telas e plataformas, a TV mantém o crescimento", analisa a diretora de Video Audience Measurement da Kantar IBOPE Media, Fábia Juliasz.

Os jovens entre 18 e 24 anos foram os que mais aumentaram o tempo que dedicam para assistir TV, com 6,7% de crescimento, seguidos pelos adolescentes entre 12 e 17 anos (3,1%) e as crianças entre 4 e 11 anos (2,9%).

Investimento publicitário

O crescimento de audiência da TV por assinatura também tem levado mais anunciantes a este meio. Em 2016, o investimento em propaganda nos canais pagos cresceu 8,9%, enquanto no geral o mercado publicitário apresentou uma queda de 1,6% (de acordo com a Kantar IBOPE).

"Todos estes dados comprovam a força da TV por assinatura no Brasil, como um dos meios de melhor relação custo-benefício em termos de variedade e qualidade de lazer, cultura e informação, e acessível em todo território nacional. Isso sinaliza que a base de assinantes voltará a crescer tão logo as condições econômicas do país sejam mais favoráveis", afirma Oscar Simões, presidente da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura).

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