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Anúncio do corte de sinal do Simba é um exagero, teatro e terrorismo comercial na TV paga


Anuncio do corte de sinal do Simba é um exagero, teatro e terrorismo comercial na TV paga. (Imagem/Reprodução)
Deu inicio publicamente a guerra de três grandes redes abertas e a TV paga. Em comunicado veiculado em suas programações desde sexta-feira (24), Record, SBT e RedeTV! estão acusando as maiores operadoras do país de intransigência. Dizem que NET, Sky, Oi, Claro e Vivo "não concordaram em pagar pelo direito de transmissão do sinal digital" delas e que "lamentam" não terem chegado a um acordo. Diante disso, anunciam que deixarão de ter suas programações em 90% da base de TV paga nacional a partir da próxima quarta-feira (29).

Puro exagero puro, autêntico teatro de guerra. Primeiramente, as próprias emissoras ainda não bateram o martelo se irão mesmo cortar seus sinais de Net, Oi, Sky, Claro e Vivo na próxima quarta, quando ocorrerá o apagão analógico na Grande São Paulo e as emissoras, legitimadas pela legislação, poderão cobrar por seus sinais digitais.

Há muita coisa em jogo. A principal delas, uma provável queda de audiência, já que metade dos lares de uma das maiores metrópoles do mundo vê TV aberta por meio do cabo e do satélite.

Em segundo lugar, não é verdade que as operadoras se recusam a negociar com as emissoras. Os sinais da Record e do SBT são muito relevantes para elas, representam quase 20% da audiência,e essas empresas terão um sério problema se abrir mão das redes. 

A Simba, empresa criada pelas três redes para trabalhar a distribuição de seus conteúdos em ambientes monetizados, só anunciou a contratação de um negociador no último dia 13, portanto, há menos de duas semanas. Tido como um negociador duro e experiente, Marco Gonçalves, ex-BTG Pactual, teve muito pouco tempo para agir.

Somente na última quarta (22) é que Gonçalves sentou à mesa com executivos da Net e da Claro, que, juntas, são mais da metade do mercado de TV paga. Prometeu enviar uma proposta comercial para as operadoras da América Móvil no início da próxima semana.

Se ainda não houve proposta comercial, a rigor nem houve negociação. Se já há um diálogo, não há intransigência. É no mínimo exagero atingir a audiência de um Jornal da Record com um comunicado oficial em que se "lamenta" não ter chegado a um acordo, porque esse acordo ainda está para ser negociado.
A NET nega ter recebido proposta das três emissoras. A própria Simba confirma isso. Em nota no final da tarde de sexta, esclareceu "que está em negociação nesse momento com as operadoras de canal por assinatura e que fará todo o esforço para que o cliente dessas empresas não fique sem o conteúdo das três emissoras".
As operadoras de TV paga sabem que o direito de a TV aberta cobrar por seus sinais é legítimo. O que está em jogo não é se elas vão pagar ou não, mas quanto vão pagar. Obviamente, não irão desembolsar até R$ 15 por assinante que a Simba acredita que a programação das três redes vale. As emissoras abertas, por sua vez, não irão aceitar centavos, como as operadoras querem.
Toda negociação que envolve dinheiro é complicada. O corte dos sinais de Record, RedeTV! e SBT nas maiores operadoras do país é uma possibilidade muito forte, mas, até lá, muita coisa ainda vai acontecer nos bastidores. Por enquanto, comunicado oficial anunciando que os assinantes ficarão sem essas três emissoras é mero terrorismo comercial. As informações são do jornalista Daniel Castro, do site Notícias da TV. 

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