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Benedito Ruy Barbosa dá entrevista emocionante ao 'Donos da História' deste domingo no Canal Viva


Banedito Ruy Barbosa é convidado dessa semana. (Imagem/Divulgação)
Neste domingo, dia 4 de junho, às 18h30, o VIVA exibe a emocionante entrevista de Benedito Ruy Barbosa ao programa "Donos da História". Com 86 anos, mais de 50 dedicados à dramaturgia, o autor acumula um universo ficcional vasto, que abrange desde as tramas rurais brasileiras até histórias de paixões quase impossíveis e sagas familiares. O homenageado também tem seu perfil marcado pela criação de heróis que conquistam o público. "Escrevi 34 novelas, que representam mais de 200 mil páginas. Somando as novelas que eu era orientador, acompanhava, tem 45, 46 no total. Sempre trabalhei com as melhores figuras também. Aprendi muito. Sempre fui muito sério nas minhas coisas. Até demais", conta.  

Natural de Gália, interior de São Paulo, Benedito lançou o primeiro livro, Fogo Frio, que virou peça teatral, em 1959. Em seguida, iniciou a carreira como jornalista e roteirista. "Também fui redator de grandes empresas e foi uma escola maravilhosa que tive. A publicidade naquele tempo, a criatividade era uma outra coisa. Nem tinha televisão. Tínhamos que inventar mesmo", recorda.

Como novelista, passou pelas emissoras Excelsior, TV Tupi e Record. Em 1971, foi contratado como assessor especial pela TV Cultura e assinou a obra "Meu Pedacinho de Chão", coproduzida com a Globo. A história virou remake em 2014, também pelas mãos de Benedito. Ainda na década de 1970, o autor escreveu "O Feijão e o Sonho" (1976), "À Sombra dos Laranjais" (1977) e "Cabocla" (1979). Em 1986, estreou um dos principais sucessos de sua carreira: "Sinhá Moça". A trama ganhou remake vinte anos depois.

Em 1990, após uma breve passagem pela Rede Manchete com "Pantanal", Benedito retornou a Globo e se consolidou como um dos transformadores da teledramaturgia brasileira inserindo de vez o ambiente rural nas novelas. "Pantanal foi a realização de um sonho", recorda. Entre seus clássicos estão "Renascer" (1993), "O Rei do Gado" (1996), "Terra Nostra" (2000), "Esperança" (2002) e "Velho Chico" (2016). Benedito destaca a importância da troca entre autores e diretores, e elogia a parceria com Luiz Fernando Carvalho. "Há sempre um problema sério entre o autor e o diretor, porque o diretor é o homem que lida com o elenco, com o seu texto. Se ele tiver uma boa leitura daquilo que você escreve, você esta sossegado. Se ele não tiver, você está roubado. Tem diretor que estraga a novela. Isso estamos falando sem citar nomes, porque não há quem citar. Nenhum diretor estragou novela minha, graças a Deus! Mas o Luiz Fernando Carvalho, ele acrescenta.". 

Ao longo do programa, Benedito se emociona ao assistir os depoimentos de Antonio Fagundes e do saudoso Cláudio Marzo. "Ele é o autor com quem mais trabalhei na Globo. Devo ter feito seis ou sete trabalhos com ele. Todos maravilhosos, personagens bem acabados. Cheios de emoção, como ele é. Você sabe que fazer um personagem do Benedito vai ter uma carga emocional muito grande e isso é muito bom para o ator. Acho que para o público também", comenta Fagundes. Benedito agradece o carinho do ator e conta como lhe convenceu a aceitar o convite para viver José Inocêncio, na novela "Renascer" (1993). "Saímos para jantar e contei sobre os primeiros e último capítulo. Ele chorou...".  


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