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Multishow estreia série gravada em 4K "Planeta B" na próxima segunda


Nova série " Planeta B". (Imagem/Divulgação)
O ano é 2089 e o Brasil foi vendido para a China, que exige a desocupação do território brasileiro o mais rápido possível. Enquanto a primeira Missão Espacial Brasileira sai em busca de um novo planeta a bordo da espaçonave ‘Arara 1’, 300 milhões de brasileiros estão acampados nos Lençóis Maranhenses, liderados por governantes em um plenário improvisado. Esse é o ponto de partida para a trama de "Planeta B", nova série do Multishow protagonizada pelos integrantes da companhia de teatro ‘Os Melhores do Mundo’, que faz sua estreia na TV. Pela primeira vez, o Multishow lança um programa inteiramente gravado com a tecnologia 4K. A concepção do programa é de César Rodrigues e Jovane Nunes, que também assina o roteiro ao lado de Victor Leal. Os 24 episódios contam com direção de César Rodrigues e produção de A Fábrica. A estreia acontece no dia 10 de julho, e o programa será exibido de segunda a sábado, na faixa das 22h30.

“Pela primeira vez conseguimos trazer uma companhia de sucesso no humor, com atores que trabalham juntos há anos, que são muito sintonizados e com grande capacidade de improviso, o grupo ‘Os Melhores do Mundo’. Conseguimos reuni-los para contar uma história na TV com duas situações distintas, que misturam sátira política com ficção científica. A capacidade de improviso e caracterização do grupo permitiu que eles pudessem interpretar diversos personagens. O Multishow sempre teve o cuidado de trazer qualidade aos projetos de humor e percebemos que Planeta B era um bom momento para inovar usando a tecnologia 4k”, explica Christian Machado, Diretor de Conteúdo do Multishow.

“O programa ‘Planeta B’ é a primeira produção da Globosat em 4K HDR (High Dynamic Range), que é a tecnologia mais avançada em captação e tratamento de vídeo. Isso significa que, além de mais resolução na imagem, temos um produto com maior amplitude dinâmica, proporcionando uma distinção melhor nos escuros e nos claros, além de oferecer uma gama maior de cores”, explica Gilberto Castanon, Diretor de Operações, Produção e Tecnologia da Globosat.

Os integrantes do grupo, originário de Brasília, formado por Adriana Nunes, Jovane Nunes, Ricardo Pipo, Victor Leal e Welder Rodrigues estrelam o projeto, que traz uma mistura de ficção científica com sátira política. Todos possuem personagens na trama do espaço, onde são tripulantes de uma nave, e também na trama da Terra, onde fazem parte de um plenário político. A atriz Esther Dias integra o elenco como a alienígena Lia, capturada pelos integrantes da espaçonave ‘Arara 1’. Entre as participações especiais está a atriz e cantora Manu Gavassi, que faz uma serial killer espacial em um dos episódios.

Segundo o diretor César Rodrigues, o grande diferencial do projeto é trazer um grupo de teatro, com 23 anos de estrada, pela primeira vez para a televisão: “Eles são um grupo maduro, que consolidou uma trajetória de sucesso e reconhecimento, fazendo humor com personalidade e opinião. Estão sempre antenados com uma comunicação simples, direta e popular. Projetamos um futuro não tão distante e amplificamos exageradamente o que nosso atual momento político e social pode ser capaz de produzir de mais absurdo, juntando um ambiente futurista trash com uma alegoria bem-humorada. Enquadramos dentro de um gênero ficcional, o que nos permitiu brincar com as mais variadas referências científicas, de aventura e suspense, mas sem a pretensão de querer fazer uma série onde os efeitos visuais sejam os protagonistas. É um programa de humor, uma grande brincadeira para o público se divertir”, declara. 

Cada personagem traz consigo traços de vilania e heroísmo. No Plenário, eles são as lideranças mais influentes da nação e ocupam as cadeiras do Executivo, Legislativo, Oposição, Justiça e Igreja. Eles estão na Terra, em um acampamento provisório com a população, que na trama é interpretado pela plateia, cujas pessoas participaram ativamente das gravações com palavras de opinião e hasteando bandeiras. Os governantes tentam acalmar os brasileiros com informações enviadas pelos tripulantes da espaçonave ‘Arara 1’, que fazem a primeira missão espacial do país, em busca do Planeta B, para onde todos devem ser transportados, caso ele realmente exista.
  
Jovane Nunes fala sobre o desafio da transição do teatro para a TV e a premissa da trama: “Desta vez começamos do zero. A direção do César Rodrigues fez toda a diferença para nós nesse projeto, pois nunca tivemos um diretor, sempre foi tudo elaborado entre a gente no teatro. A linguagem, as posições diante das câmeras, o timbre de voz, tudo é novidade. A trama me soou muito interessante, eu sou fã da farsa, é o meu ofício. E a farsa as vezes não dá conta da realidade, quando olhamos para os acontecimentos do nosso país. Os absurdos não parecem mais absurdos. No programa não levantamos bandeiras, o imparcial permite uma visão ampla, os personagens são bem humanos e acho que todos vão sentir algum tipo de identificação”, explica.

“Estamos na TV pela primeira vez, é um projeto inovador tanto para nós como grupo, quanto para o Multishow. Pegamos muitas referências de ficções científicas e da política nacional e internacional. Na nave eu faço o android SebastiBorg, baseado no Data do Star Trek e também nos robôs de Star Wars, é um clichê. A diferença é que ele é paraguaio, foi comprado mais barato numa licitação por conta de economia. Na Terra sou o Presidente Jatobá, que nada mais é do que uma síntese do mau governo. Está pouquíssimo interessado em projetos coletivos, pois visa somente negócios pessoais e lucrativos. Infelizmente uma crítica ao padrão que estamos cada vez mais vendo no nosso país atualmente”, declara Welder Rodrigues sobre as referências da série.

Victor Leal destaca o olhar crítico do grupo, originário de Brasília, para a construção da trama: “Ser residente de Brasília desde sempre é viver no olho do furacão e isso nos dá um olhar bastante crítico sobre o nosso país. É muito bacana poder pensar e brincar como será o Brasil de 2089, ano em que se passa a história. Chegamos em um futuro em que a corrupção e o mau uso do dinheiro público chegou a um extremo que nos levou a ser vendido para a China. Então, sem nenhuma capacidade ou competência, o Presidente lança uma tripulação no espaço para buscar uma nova Terra para abrigar os brasileiros. Existe um humor lúdico no núcleo espacial, que contracena com um humor crítico no núcleo político. Daí podem sair muitos desdobramentos, é esperar para ver”, adianta. 

Adriana Nunes fala sobre a diversidade dos personagens e como eles interagem entre si: “A possibilidade de contracenarmos com nós mesmos em um episódio é o grande desafio e o maior trunfo do programa. Primeiro gravamos todas as cenas no cenário da nave e depois fomos para o cenário do Planeta Terra. Os personagens interagem por um telão, onde o povo e os governantes acompanham o dia a dia dos tripulantes no espaço. Pude, desta forma, criar dois personagens concretos e distintos, a competente astronauta e engenheira Paola e a Primeira Dama Jussara, uma mulher extremamente vaidosa e de interesses duvidosos. Em outros episódios ainda faço esporadicamente a Rainha da Inglaterra e a Primeira Ministra da Alemanha”, conta.

Ricardo Pipo enaltece o entrosamento do grupo em um novo desafio: “Acredito que o formato que mescla várias linguagens dentro da comédia televisiva e teatral será certamente um atrativo para o espectador. Nossa intimidade cênica estará bem estampada na tela. Na TV existe a limitação do tempo, mas conseguimos sair do script quase que com a mesma liberdade do palco. O improviso é uma das características dos Melhores do Mundo e mesmo o programa tendo histórias bem amarradas, muito do que vai ao ar surgiu durante as gravações”, explica.


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