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Anarquismo é tema de documentário inédito que estreia no Canal Curta!


Anarquismo é tema de documentário inédito. (Imagem: Divulgação)
A origem, os ideais, os personagens e os desdobramentos de um dos principais movimentos sociais dos últimos dois séculos estão em destaque em “História do Anarquismo: sem deuses, sem mestres”, documentário inédito no Brasil que estreia com exclusividade na Sexta da Sociedade, 13, às 23h. A partir de depoimentos de especialistas e materiais de arquivo nunca antes exibidos, a produção destrincha a ideologia política que defende ausência total de qualquer forma de hierarquia e dominação.  “História do Anarquismo” será apresentada em duas partes e faz parte do pacote de conteúdos adquirido pelo Curta! do Arte France, tradicional canal público franco-alemão.

Também na Sexta da Sociedade, 13, só que mais cedo, às 20h30, estreia na programação o documentário “Bahia de todos os santos”, de Maurice Capovilla. O filme surgiu a partir do livro homônimo de Jorge Amado, obra que retrata a Bahia e seus personagens em todas as suas nuances: do esplendor ao caos. Para tentar transpor em imagens esse cenário com a mesma intensidade, Maurice trouxe figuras baianas célebres e outras inusitadas, desde Gilberto Gil até o carnavalesco que anunciou o próprio suicídio em protesto contra o corte de verba do governo para seu carro alegórico. No livro “Maurice Capovilla - A imagem crítica”, o diretor relembra a reação de Jorge Amado ao ver seu filme: “Pronto, você refez meu livro! ”.

O cinema que revela o cotidiano e a política brasileira. Na Quarta de Cinema, 11, às 21h, o episódio inédito da série “A Linguagem do Cinema” traz a trajetória e olhar da cineasta Lúcia Murat, vencedora do prêmio de melhor direção no Festival do Rio de 2017 por seu longa “Praça Paris". Em seus filmes, Lúcia Murat registra as memórias e as lutas de sua geração, reprimida pela Ditadura Militar, e trata de questões políticas do Brasil e da América Latina.  Em “A Longa Viagem” (2011), por exemplo, filme vencedor do Festival de Gramado, eleito pelo júri, público e crítica, Lúcia Murat parte das memórias de sua juventude e a de seus dois irmãos na década de 1960 para abordar a questão da mulher na sociedade. Dirigida por Geraldo Sarno, “A Linguagem do Cinema” é uma coletânea de dez títulos que investiga o processo criativo de importantes realizadores e técnicos do cinema nacional, incluindo Cacá Diegues, Rosemberg Cariry Eryk Rocha, Cao Guimarães, Luiz Carlos Barreto, entre outros.

Ainda na Quarta de Cinema, só que mais cedo, às 20h, a faixa “A Vida é Curta!” apresenta uma dobradinha sinistra de filmes em que forças ocultas dominam a tela. Para começar, estreia “O Duplo”, obra de Juliana Rojas que recebeu, entre outros prêmios, menção especial no Festival de Cannes em 2012. No curta, Silvia é uma jovem professora que tem sua aula interrompida quando os alunos veem seu duplo pela janela. Ela tenta ignorar a aparição, mas o evento perturbador passa a impregnar seu cotidiano e alterar sua personalidade. “O Duplo” é baseado no mito nórdico do Doppelgänger, um ser fantástico que tem o dom de representar uma cópia idêntica a uma pessoa que ele escolhe ou que passa a acompanhar, assumindo o negativo da pessoa para tentar exercer sobre a mesma uma influência nefasta. Depois, é a vez de “Vinil Verde”, de Kleber Mendonça Filho. Na história, uma mãe dá à filha uma caixa com discos coloridos. O único que ela não consegue escutar é o verde.

A psicanalista Elisabeth Roudinesco fala sobre rebeldia e loucura no episódio inédito da série exclusiva “Pensamento Contemporâneo”, na quarta-feira, 11, às 19h30. Em “Pensamento Rebelde e Loucura”, o diretor Hermes Leal apresenta depoimentos de Roudinesco, do músico Fernando Chuí e do psiquiatra Hamer Palhares sobre seus respectivos estudos sobre os chamados "loucos e marginais", criticando a sociedade de controle e vigilância. O episódio parte da experiência dos anos 1960, que levou à invenção de uma cultura de libertação estética e moral em diferentes dimensões, tendo a experiência lisérgica como uma delas, sob o ponto de vista das ideias dos filósofos Michel Foucault e Gilles Deleuze.

A originalidade da guitarra brasileira é investigada e revelada no documentário musical “Sotaque Elétrico”, destaque da Segunda da Música, 9, às 20h30. Com pesquisa do músico e jornalista Leandro Souto Maior, o filme mostra como os ritmos nacionais influenciaram o estilo da guitarra elétrica brasileira nos mais diversos gêneros musicais, desde o pau elétrico de Dodô e Osmar - primeiro instrumento elétrico de corpo maciço fabricado no Brasil - até o som do guitarrista brasileiro Kiko Loureiro, da Megadeth, uma das mais importantes bandas de heavy metal de todos os tempos. Dirigido por Caio Jobim e Pablo Francischelli e produzido pela Doblechapa Cinematografia, “Sotaque Elétrico” registra ainda um número musical concebido especialmente para o filme: uma versão instrumental da música "Meu maracatu pesa uma tonelada", apresentada pelo trio Lúcio Maia (guitarra), Dengue (baixo) e Pupillo (bateria), do Nação Zumbi. O filme foi selecionado pelos festivais "In-Edit Brasil" e “Mimo” e teve financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual (PRODAV 01/2013), da ANCINE.

Na Terça das Artes, 10, às 22h, o documentário “Tudo é projeto” revela a vida e a obra de um dos arquitetos mais respeitados do Brasil e do mundo, Paulo Mendes da Rocha. O longa-metragem parte do olhar e das entrevistas da filha, Joana Mendes da Rocha, que divide a direção do longa-metragem com Patricia Rubano, para apresentar as ideias e as opiniões, por vezes consideradas polêmicas, sobre urbanidade, natureza, humanidade, arte e técnica do profissional de quase 90 anos de idade. “Tudo é projeto” ganhou exibições em alguns dos principais festivais de cinema do Brasil e da Europa. O filme foi produzido com exclusividade para o Curta! pela Olé Produções com o apoio da CASA DA ARQUITECTURA, coprodução da Opa! e financiamento pelo Fundo Setorial do Audiovisual (PRODAV 06/2013).

Na Quinta do Pensamento, 12, às 22h40, o documentário “Quanto tempo o tempo tem” investiga as diferentes relações que as sociedades estabelecem com o tempo. A cineasta Adriana Dutra parte dos próprios conflitos para analisar as principais linhas da consciência humana sobre o assunto. Personalidades como a escritora e poeta Nélida Piñon, os jornalistas Arthur Dapieve e Arnaldo Jabor, a monja Coen Sensei, o sociólogo italiano Domenico De Masi, o filósofo francês André Comte-Sponville, e o físico, astrônomo e professor Marcelo Gleiser participam do longa-metragem e promovem uma reflexão sobre o tempo a partir de análises e comentários. O cineasta Walter Carvalho assina a fotografia de “Quanto tempo o tempo tem” ao lado de Bacco Andrade.

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