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Documentário "Candeia" estreia no Canal Curta! e presta homenagem aos 40 anos da morte do sambista

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(Imagem/Divulgação)
No ano em que se completam 40 anos de sua morte, Candeia, um dos maiores sambistas brasileiros de todos os tempos, é relembrado na Segunda da Música, dia 16, às 22h05, com a estreia de um documentário inédito sobre sua vida. Dirigido por Luiz Antonio Pilar, o filme conta com depoimentos de outros grandes nomes do samba, como Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Paulinho da Viola e Arlindo Cruz. Candeia foi compositor de inúmeras canções de sucesso, entre elas “Preciso Me Encontrar”, imortalizada na voz de Cartola, e “O Mar Serenou”, gravada por Clara Nunes. O músico também foi um dos personagens do documentário de Leon Hirszman sobre o partido-alto, subgênero do samba que era considerado sua especialidade. “Candeia” foi produzido pela LaPilar Produções Artísticas, com financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual. 


A outra personalidade destacada pelo Curta! essa semana está em “Aílton Krenak e o Sonho da Pedra”, documentário de Marco Altberg sobre o influente líder indígena, que estreia na Sexta da Sociedade, dia 20, às 20h, no Curta!. O longa percorre as diferentes fases e facetas da vida e da luta do índio da tribo Krenak, que percorreu o mundo com o objetivo de promover e preservar as culturas originais brasileiras. Entre os momentos mais marcantes de sua trajetória, está o discurso na Assembleia Constituinte em 1987, quando, ao falar em defesa dos direitos dos índios, pintou o rosto com a tinta preta do jenipapo, seguindo o tradicional costume indígena brasileiro. Produzido com financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual, “Ailton Krenak: O Sonho da Pedra” conta com depoimentos de nomes como Vincent Carelli, Álvaro Tukano, Darcy Ribeiro, Juca Ferreira, Mário Juruna e Marcos Terena.

Na Segunda da Música, 16, às 20h, o destaque é Arthur Verocai, pianista, violonista, compositor, arranjador e maestro brasileiro, que ganha releituras de suas composições no episódio inédito da série exclusiva “Os Ímpares”. A cantora Letícia Novaes é convidada a fazer sua versão de “Caboclo” e a banda Paraphernália regrava a instrumental “Karina”. A duas canções fazem parte do LP de estreia de Verocai. O disco, que leva o nome do autor, é, hoje, um clássico cult após ter sido redescoberto nos anos 2000 por artistas americanos. 

Os Ímpares” é uma série documental que tem como tema a releitura de álbuns experimentais das décadas de 60 e 70 que não tiveram o devido reconhecimento na época do seu lançamento. Ao longo de dez episódios, figuras de peso da música brasileira contemporânea como Criolo, Bayana System e Tulipa Ruiz realizam releituras inéditas de álbuns de Jards Macalé, Di Melo, Itamar Assumpção, Walter Franco, Jorge Mautner, Pedro Santos, Ronnie Von, Verocai, Marku Ribas e Sérgio Sampaio. Com direção de Henrique Alqualo e Isis Mello, direção musical de Berna Ceppas e realização da Lunar Multimídia e da Moa Filmes, “Os Ímpares” foi produzida através de financiamento pelo Fundo Setorial do Audiovisual da ANCINE. 

Já no episódio inédito de “Instantes Cruzados”, que vai ao ar na Terça das Artes, 17, às 23h30, João Roberto Ripper debate com Milton Guran sobre as questões sociais e raciais brasileiras. O fotógrafo também cria sua releitura de uma das fotos de Christiano Jr., importante fotógrafo do Brasil no século XIX, que produziu no país a maior coleção de fotografias de escravos tiradas em estúdio.

Na Quarta de Cinema, 18, às 20h, a sessão “A Vida é Curta!” traz documentários que abordam o mundo espiritual indígena. Estreando no canal, o curta “Waapa” abre a faixa trazendo um mergulho inédito na infância das crianças da tribo Yudjá e os cuidados que acompanham seu crescimento. O brincar, a vida comunitária e as influências de uma relação espiritual com a natureza, são revelados como elementos que organizam o corpo-alma desses pequenos índios que vivem no Parque Nacional do Xingu. Em seguida, “Abigail”, de Isabel Penoni e Valentina Homem. O curta conta a história de Abigail Lopes, que foi casada com o sertanista pernambucano Francisco Meirelles. Chamada de 'Tipizari' pelos índios xavantes da Serra do Roncador, em Goiás, o filme apresenta seu trabalho com os índios, suas memórias e também relatos pessoais. Encerra a sessão o curta “Índios No Poder”, de Rodrigo Arajeju, que retrata a falta de representatividade política indígena e a oposição que enfrentam na luta pela terra.

Na Quinta do Pensamento, 19, às 23h30, o episódio inédito da série documental “Alegorias do Brasil” debate a alegria do povo brasileiro. Essa alegria é ressaltada como uma das principais características culturais de nossa população, mas, paradoxalmente, nossa arte também mostra fortes traços de melancolia, tendo no samba sua maior expressão. Intelectuais e artistas brasileiros, como a atriz e diretora Bia Lessa, dialogam sobre como se dá a dinâmica nacional nessa tensão entre o alegre e o melancólico.

Alegorias do Brasil” é a primeira produção do cineasta Murilo Salles idealizada exclusivamente para a TV.  Ao longo de 13 episódios, as alegorias brasileiras - ou seja, as expressões culturais que afirmam a nossa identidade – são colocadas em discussão e analisadas por nomes como Vladimir Safatle, Silviano Santiago, Maria Rita Kehl e Nuno Ramos. A série é uma produção da Cinema Brasil Digital com financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual da ANCINE. 




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