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Canal Brasil - Filmes em destaque na programação de 24 a 30 de setembro

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(Imagem/Divulgação Canal Brasil)
Conheça os filmes em destaque na programação do Canal Brasil de 24 a 30 de setembro.

Vidas Secas (1963) (101’)
Horário: SEGUNDA, DIA 24, À 0H15
Direção: Nelson Pereira dos Santos 
Classificação: Livre

Sinopse: Adaptação da obra homônima de Graciliano Ramos. Em foco, estão características atemporais de uma triste realidade: injustiça social, miséria, fome, desigualdade e seca. Considerada um marco do Cinema Novo, é a única representante brasileira presente na lista de produções fundamentais para uma cinemateca segundo o British Film Institute. O título conquistou o Prêmio OCIC e foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1964; além de ter sido aclamado em eventos por todo o mundo.

A trama aborda a comovente história do retirante Fabiano (Átila Iório) e sua cadela Baleia. A família do protagonista parte pelo sertão em busca de melhores condições de vida. Pelo caminho, encontram uma casa abandonada e por lá se estabelecem. Após passarem por mais dificuldades, iniciam uma nova jornada e, para não morrerem de fome, precisarão tomar atitudes drásticas. A saga é contada com poucas falas e planos longos, utilizando uma fotografia em preto e branco – assinada por Luiz Carlos Barreto – que é fiel à aridez da caatinga.

Todo Clichê do Amor (2018) (84’)
Horário: TERÇA, DIA 25, ÀS 22H
Direção: Rafael Primot
Classificação: 16 anos

Sinopse: O título do filme de Rafael Primot sugere uma trama romântica repleta dos clichês e lugares-comuns do gênero. Dramas por uma separação, relacionamentos impossíveis de serem concretizados, juras de amor eterno e paixões à primeira vista acalentam, com frequência, as narrativas das películas desse estilo. O diretor paulista, no entanto, traz para suas lentes uma visão completamente subvertida desse espectro, contando três inusitadas histórias de afeto nada convencionais e opostas à insinuação do nome escolhido para batizar a obra. Coproduzida pelo Canal Brasil em parceria com a Enkapothado Produções Artísticas e Muk Produções, a película é estrelada por Maria Luisa Mendonça, Débora Falabella, Marjorie Estiano e Eucir de Souza.

O roteiro traz três histórias distintas conectadas apenas pelo tema do amor em suas mais diversas manifestações. Lia (Marjorie Estiano) é uma prostituta especializada em satisfazer os fetiches mais agressivos de seus clientes. A postura sadomasoquista, no entanto, maquia seu maior desejo: tornar-se mãe de um filho criado com o marido, um ator de filmes adultos. Léo (interpretado pelo diretor Rafael Primot) vive um triângulo amoroso disfuncional com Helen (Débora Falabella), uma tímida garçonete de uma pequena lanchonete, e Sofia (Gilda Nomacce), colega de trabalho da moça. A viúva (Maria Luisa Mendonça), mulher amarga com a vida e enfrentando a depressão da perda do cônjuge, sempre foi distante da enteada (Amanda Mirásci) e decide tentar a aproximação durante o velório do marido e pai da jovem, grávida de oito meses.

A Despedida (2016) (93’)
Horário: QUARTA, DIA 26, ÀS 22H
Direção: Marcelo Galvão
Classificação: 14 anos

Sinopse: Almirante (Nelson Xavier) tem 92 anos e sente que o fim está próximo. Por isso ele decide se despedir de tudo e todos e desfrutar aquele que pode ser seu último prazer: uma intensa noite de amor com Fátima (Juliana Paes), sua amante de 37 anos.

Pendular (2017) (108’)
Horário: QUINTA, DIA 27, ÀS 22H
Direção: Julia Murat
Classificação: 12 anos

Sinopse: “Pendular” é inspirado no espetáculo Rest Energy, idealizado pela icônica artista performática Marina Abramovic na década de 1980, no qual a performer tinha uma flecha apontada para seu peito e precisava confiar totalmente em seu colega de cena para escapar da morte. Baseada nisso, Julia Murat disserta sobre os pontos de tensão e vulnerabilidade do relacionamento entre dois protagonistas anônimos em um ambiente em que arte e intimidade se misturam.

Um galpão abandonado é o único cenário do longa-metragem e resume a totalidade do universo de dois artistas casados: Ela (Raquel Karro) é uma dançarina e precisa de espaço para praticar os passos dos seus espetáculos e Ele (Rodrigo Bolzan) construiu um ateliê para elaborar suas esculturas. Apenas uma fita laranja separa os ambientes de trabalho e os muitos espaços vazios são preenchidos com poucos móveis.

O Último Comandante (2010) (96’)
Horário: SEXTA, DIA 28, ÀS 20H
INÉDITO E EXCLUSIVO
Direção: Vicente Ferraz e Isabel Martinez
Classificação: 14 anos

Sinopse: A revolução sandinista é um marco fundamental da história da Nicarágua. Capitaneada pela Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), a revolta de ideais socialistas finalmente chegou ao poder em 1979 após mais de duas décadas de conflitos entre revolucionários e forças oficiais do governo. A nicaraguense Isabel Martinez viveu de perto as agruras desse conflito – ela nasceu na Costa Rica mas morou no país vizinho a maior parte de sua vida, além de ter sido criada por pais que faziam parte da resistência rebelde. Do Brasil, Vicente Ferraz acompanhou o conflito e, 20 anos após seu término, os cineastas se juntaram para contar, em forma de ficção, um pouco da muitas vezes negligenciada história da pequena nação centro-americana.

O filme mescla cenas de drama e documentais para reviver um pouco da história da Nicarágua. O roteiro conta a trajetória de Paco Jarquín, personagem fictício tido como o mais carismático e combativo comandante da FSLN; um homem que, diferentemente dos seus companheiros de guerrilha, escolheu abdicar de seu passado memorável como combatente e passar o resto de seus dias no anonimato como um ordinário professor de dança. Considerado um híbrido entre os revolucionários Gue Guevara, em Cuba, e Eden Pastora, do próprio país centro-americano, o protagonista era conhecido como uma figura mítica e impossível de ser encontrada. Seu disfarce, no entanto, está prestes a ser desmascarado.

A História da Eternidade (2014) (121’)
Horário: SÁBADO, DIA 29, ÀS 22H
Direção: Camilo Cavalcante
Classificação: 16 anos

Sinopse: No sertão, várias pessoas de diferentes idades compartilham sobrenome e muitos sentimentos. Cada um à sua maneira, eles amam e desejam ardentemente. Alfonsina (Débora Ingrid) tem 15 anos e sonha conhecer o mar. Querência (Marcélia Cartaxo) está na faixa dos 40. Das Dores (Zezita Matos) já no fim da vida, recebe o neto após um passado turbulento.

Houve Uma Vez Dois Verões (2002) (75’)
Horário: SÁBADO, DIA 22, ÀS 22H
Direção: Jorge Furtado
Classificação: 14 anos

Sinopse: Chico (André Arteche) é um jovem ingênuo que acredita que um dia encontrará o grande amor de sua vida. Roza (Ana Maria Mainieri) é uma jovem que só pensa em conseguir dinheiro suficiente para realizar sua sonhada viagem para a Austrália. Eles se encontram por acaso e, juntos, vivem uma intensa paixão. Porém várias reviravoltas do destino ainda irão influir no relacionamento deles.

As Cores da Montanha (2010) (93’)
Horário: DOMINGO, DIA 30, ÀS 22H
INÉDITO E EXCLUSIVO
Direção: Carlos César Arbeláez
Classificação: 14 anos

Sinopse: A guerra civil colombiana entre o exército local, forças revolucionárias e milícias paramilitares são alvos frequentes da sétima arte do país sul-americano. A produção local se baseia, na maioria das películas locais, em narrativas de drama e ação para mostrar como os conflitos armados afetam a vida da população. O filme de estreia do cineasta Carlos César Arbeláez, no entanto, utiliza a contenda como pano de fundo para demonstrar de forma sutil os efeitos da violência e da extensão das pelejas na vida de uma criança alheia aos problemas políticos de sua pátria. Premiada em festivais nacionais e em mostras realizadas na Suíça, Índia, Espanha e nos Estados Unidos, a obra traz Hernán Mauricio Ocampo, Nolberto Sánchez e Genaro Aristizábal no elenco.

Manuel (Hernán Mauricio Ocampo) é um menino de nove anos, morador de La Pradera, uma zona rural e simples do interior da Colômbia, cujo maior sonho é se tornar goleiro profissional. Todos os dias, ele reúne o time com os amigos da escola, entre eles, Julián (Nolberto Sánchez) e Poca Luz (Genaro Aristizábal), para disputar partidas em um gramado abandonado próximo à sua casa. No dia de seu aniversário, ele ganha do pai, Ernesto (Hernán Méndez), uma bola de futebol e novas luvas para melhorar sua performance como arqueiro, mas o presente dura pouco tempo. Em meio a uma partida, a pelota é jogada para longe e cai em um terreno minado, onde todos são proibidos de pisar. E, assim, o pequeno descobre como a guerra civil vivida pelo seu país há tantos anos afeta sua rotina mesmo sem que ele tenha qualquer parte no confronto.

Juan e a Bailarina (2013) (95’)
Horário: DOMINGO, DIA 23, ÀS 22H
INÉDITO E EXCLUSIVO 
Classificação: 12 anos

Sinopse: Um antigo asilo de Buenos Aires, capital argentina, é a casa de dezenas de idosos sem um lar próprio. Lá mora Juan (Arturo Goetz), um homem sem muitas esperanças para o restante de sua existência, com rotina comumente confinada às paredes de seu pequeno quarto. O aposentado espera conformado pelo fim da vida até a chegada de Alicia (Marilu Marini), uma mulher afastada do neto pela nora e largada na porta da casa de repouso contra a própria vontade. A presença da ex-bailarina alimenta uma paixão instantânea em um personagem já sem muito gosto pelo cotidiano, mas a nova inquilina apresenta dificuldades para se integrar aos costumes do lugar, cujo único contato com o mundo exterior é feito a partir de um velho aparelho de televisão e um ainda mais antigo rádio a pilha.

O dia a dia de colossal marasmo é interrompido por uma notícia bombástica anunciada na voz ruidosa de um narrador na rádio: a Igreja Católica havia produzido um clone de Jesus Cristo com o objetivo de trazer novamente o messias do cristianismo ao mundo terreno. A réplica humana, no entanto, contraiu uma grave enfermidade e precisa de ajuda, atraindo o desejo dos moradores do asilo de ajudá-lo em prol da salvação. Tudo isso fica ainda mais complicado com a saída da enfermeira responsável pelo local, em férias, substituída pelo filho apelidado de “bruxa” pelos moradores. Em um cenário de possível drama, o roteiro encontra pitadas de bom humor para mostrar a rotina de uma casa de repouso como um lugar repleto de idiossincrasias e longe do estereótipo de depressão e doenças incuráveis.




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