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Trilha de Letras debate as premiações literárias nesta quinta na TV Brasil

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Foto: Divulgação/TV Brasil
Responsável pelo Prêmio Sesc de Literatura, o autor Henrique Rodrigues é entrevistado no programa Trilha de Letras desta quinta (31), às 18h30, na TV Brasil. O escritor bate-papo com o apresentador Raphael Montes sobre um tema que está na berlinda: as premiações literárias. 
 
Em 2018, as premiações literárias foram foco após escândalos envolvendo acusações de assédio, homofobia e até crimes financeiros. Por conta disso, o prêmio Nobel de Literatura não será escolhido no ano passado. Já no Brasil, o prestigiado Jabuti foi duramente criticado por escritores.
 
Durante a conversa, Henrique Rodrigues pontua que, apesar das polêmicas, os prêmios são importantes para divulgar a boa literatura e estimular o surgimento de novos autores não só no Brasil como também no exterior.
 
"Os prêmios tentam acompanhar as mudanças culturais. Às vezes acontecem alguns atropelos", analisa o convidado Henrique Rodrigues que critica ainda o distanciamento entre os escritores e o público. "É preciso aproximar os autores dos leitores no dia a dia", defende.
 
Henrique Rodrigues também analisa a dinâmica do mercado editorial que nem sempre corresponde o reconhecimento dos autores com prêmios ao aumento de vendas. "O autor precisa ter algo a dizer.
 
A distribuição de livros no Brasil é um problema. A quantidade de livrarias no país é cada vez menor, mas os leitores existem. As pessoas querem ler", afirma na entrevista para a atração literária da emissora pública.
 
Essa edição do Trilha de Letras conta ainda com a participação do escritor mineiro Jacques Fux, autor de "Nobel", seu quarto romance que aborda a atividade criativa no meio literário. Ele analisa se o papel das premiações precisa ser revisto. O autor tem uma postura crítica sobre essa questão.
 
A dica literária da jornalista Katy Navarro é o livro "A Tirania do Amor", lançado em 2018 pelo aclamado escritor Cristóvão Tezza. A literatura de cordel é o tema do quadro "Dando a letra". O cordelista Aderaldo Luciano fala sobre essa forma poética genuinamente brasileira.