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Caminhos da Reportagem revela dramática realidade dos jovens em situação de rua

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Divulgação TV Brasil
A edição inédita do programa Caminhos da Reportagem deste domingo (7), às 19h30, na TV Brasil mostra as dores e os sonhos de meninos e meninas que dormem e trabalham nas calçadas, viadutos, praças e rodoviárias das metrópoles do país.

Pelo menos 2,7 milhões de crianças e adolescentes estão no trabalho infantil, hoje, em todo o Brasil – e o número é subestimado, pois desconsidera, por exemplo, os que trabalham nos semáforos e engraxando sapatos.

O Caminhos da Reportagem percorre Manaus, Recife, Brasília, Goiânia e São Paulo para saber o que sonham essas pessoas e como percebem suas vidas, os dramas de enfrentar a violência e o preconceito, a luta pela sobrevivência.

Há cerca de 2 mil crianças que vivem nas ruas da cidade de São Paulo, e 40% delas saíram de casa para escapar da violência doméstica. Não há um censo oficial que dimensione a população em situação de rua no país.

Os números são apenas a nuance quantitativa de uma realidade bastante dramática: as ruas são a referência de lar para muitos brasileiros, que jamais viveram sob um teto ou que há muito estão sem abrigo.

A equipe de reportagem destaca histórias como a do jovem do Recife (PE), que aos 15 anos parece ter bem menos e passa os dias a limpar para-brisas e a usar drogas. Também revela a rotina de Jéssica, que saiu de casa aos oito para usar drogas no centro da capital pernambucana e nunca mais voltou – hoje tem 27 anos.

Há ainda relatos de adolescentes que vivem na Cracolândia, em São Paulo, ou que controlam o tráfico na região da Baixada do Glicério. O programa traz a saga de Adriana, que saiu de casa adolescente, de carona em um caminhão, sem saber o destino – e foi parar em Goiânia, onde teve três filhos na rua.

Estas são apenas algumas das histórias que a repórter Ana Graziela Aguiar conta na edição "Filhos da rua", do programa jornalístico da emissora pública sobre pessoas que só têm a rua para morar. A produção mostra que, em comum, elas desejam um dia poder se abrigar das variações do tempo, entre quatro paredes e um teto, ainda que sem conforto.

"Eu queria morrer dentro de casa, não na rua, como muitas que morrem nessa vida. Não ter pra onde ir é a coisa mais triste nessa vida", sintetiza Meire Mourão, que aos 60 anos jamais teve uma casa e que, agora, luta para transformar a própria vida com estudo e trabalho.