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TV Brasil exibe gravações históricas do Sem Censura com Maitê Proença, Bibi Ferreira e João Carlos Martins

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Divulgação TV Brasil
Entrevistas com três grandes nomes da cena artística nacional são lembradas pela TV Brasil nesta quinta (4), às 17h30, no Sem Censura. A produção exibe as participações especiais da atriz Maitê Proença, da saudosa artista Bibi Ferreira e do maestro João Carlos Martins nesses mais de 30 anos do programa.

O material conservado no acervo da emissora pública vai ao ar na série "Baú Sem Censura", produção que o canal apresenta de segunda a sexta, sempre às 17h30, até 9 de abril. Os trechos originais do Sem Censura são introduzidos pela equipe atual formada por Vera Barroso, Katy Navarro, Bruno Barros e Carol Rocha.

No primeiro bloco, a atriz Maitê Proença fala sobre beleza e destaca marcos de sua carreira em entrevista à Lúcia Leme no programa em 1994. O bloco seguinte traz uma edição especial em homenagem a Bibi Ferreira produzida pela atração em 2008. No último bloco, o maestro João Carlos Martins conta sua trajetória artística de pianista a maestro, em 2012.

Entrevista com Maitê Proença

Considerada um símbolo sexual, Maitê Proença foi entrevistada por Lúcia Leme no Sem Censura, em 1994. Na ocasião com 36 anos, a artista disse que para ser bonita é preciso estar de bem com a vida.

Ela também comentou a relação da aparência com o trabalho. "Na televisão, a beleza facilita o ingresso, mas não garante a permanência. A empatia com o público faz diferença", avaliou a convidada que na época estava em cartaz com a peça "Confissões das Mulheres de 30".

Durante a conversa, Maitê Proença também abordou a sua trajetória artística e destacou os personagens mais marcantes de sua obra. "Quando eu comecei a carreira, achava que era apenas mais uma coisa que eu ia fazer na vida. Eu não via televisão na infância. Nunca pensei em ser atriz. Fui fazendo como uma experiência a mais", recordou Maitê.

Ela contou que se sentiu conquistada pela profissão em 1986 quando protagonizou a novela "Dona Beija" na extinta Rede Manchete. "Foi a primeira vez em que tive prazer em cena. A coisa começou a ficar séria. Gostei demais de fazer", lembrou a atriz que estreou na televisão em 1989 na trama de "Dinheiro Vivo", na TV Tupi.

Maitê disse como a carreira a ajudou. "Eu era uma pessoa muito fechada emocionalmente por uma série de circunstâncias. Eu tinha muita dificuldade para chorar e exteriorizar meus próprios sentimentos. Não os via. Sou muito grata à profissão. Através dos personagens eu pude sentir", revelou.

A atriz destacou como essa construção se deu em sua trajetória. "A carreira me escolheu. Você precisa ter um acervo de emoções à flor da pele. Isso devorou um pouco. Você vai desenvolvendo", afirmou.

Conversa com Bibi Ferreira

Bibi Ferreira era muito ciumenta. Essa revelação foi feita durante uma entrevista para Leda Nagle no Sem Censura em 2008. Nesse programa, a querida atriz e cantora falou sobre amor, relacionamentos e ciúme. Abriu o coração ao revelar que a idade trouxe uma certa covardia.

Também admitiu que o amor ao teatro foi um "casamento arranjado". Entre as curiosidades sobre seu preparo para os papéis, ela disse que começava a trabalhar um personagem pelos pés.

Experiente, Bibi Ferreira explicou sobre o seu trabalho de direção de atores. Ela disse que se encanta ao dirigir, mas que prefere interpretar e gosta mais ainda de cantar no palco. Durante o papo, a diva também refletiu sobre os diretores com quem trabalhou.

Bate-papo com João Carlos Martins

O pianista João Carlos Martins falou sobre sua trajetória de vida e profissional no mundo artístico em uma conversa com a apresentadora Leda Nagle em 2012. Ele contou como virou maestro após perder parte do movimento das mãos.

O experiente artista analisou a importância da disciplina na carreira. Para João Carlos Martins, só se faz música com amor. Referência para gerações e premiado mundo afora, ele afirmou na ocasião que é preciso ter "disciplina de atleta e alma de poeta".

Com seu humor afiado, o músico também mostrou uma perspectiva altruísta durante a entrevista ao programa Sem Censura. João Carlos Martins explicou seu sonho de criar um projeto social com mil orquestras com jovens de comunidades carentes.