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O artista multimídia Alexandre Orion fala sobre a interação com a cidade em suas obras no Inspira.mov Brasil

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Divulgação GF
No quarto episódio inédito da segunda temporada do Inspira.mov Brasil, o convidado é artista multimídia Alexandre Orion. No programa que vai ao ar domingo, 19 de maio, às 23 horas, ele descreve como concebeu e colocou em prática algumas das obras que o tornaram conhecido e fala sobre o papel do artista na sociedade. 

Com direção de Kenya Zanatta e produção executiva de Fernando Dias e Mauricio Dias, da premiada produtora GRIFA FILMES, a série, de 13 programas, apresenta ideias inovadoras e comportamentos inspiradores de personalidades das mais diversas áreas. Inspira.mov Brasil tem patrocínio da 3M do Brasil.

Metabiótica e Ossário são trabalhos artísticos de Alexandre Orion nos quais a interação com a cidade de São Paulo é um elemento essencial da obra. Incomodado com o fato de o grafite tradicional não dialogar com as pessoas e os elementos urbanos ao redor, ele teve ideias em que as pessoas nas ruas e a poluição dos carros contassem histórias.

Alexandre Orion- A arte e a cidade

A cidade está presente na arte de Alexandre Orion desde suas primeiras experiências com o grafite na adolescência, na década de 90. Em 2000, ele criou o projeto Metabiótica no qual escolheu um local da cidade, realizou uma pintura na parede e, com a câmera fotográfica aguardou pelo momento em que os pedestres interagissem espontaneamente com as imagens. A partir dos registros originais que fez na ocasião, as pessoas começaram a questionar a veracidade das fotos e a possibilidade do uso de edições. “A realidade é muito mais fantástica que a ficção”, explica o artista, defendendo a veracidade dos registros.

A capital paulista também é parte fundamental de seu trabalho Ossário, de 2006. Ao notar que uma espessa camada de poluição ficava depositada em um túnel sob a Avenida Faria Lima, Orion utilizou a técnica de grafite reverso, para limpar a fuligem, criando desenhos de caveiras humanas. “Ver esta poluição despejada o tempo todo no ar foi chocante para mim”, reconhece. O artista conta como este trabalho foi rejeitado pela prefeitura da cidade que mandou limpar todos os desenhos.  A poluição recolhida nos panos também deu origem a outras obras, sendo utilizado como pigmento em grandes murais.