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Documentário 'Auto de Resistência' do Canal Curta! examina homicídios em ações policiais

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Divulgação Canal Curta!
Depois de ganhar o prêmio de Melhor Documentário Nacional no festival É Tudo Verdade de 2018, o filme inédito “Auto de Resistência” estreia no dia 23 de agosto no canal Curta!, que o viabilizou por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Partindo do dado estatístico de que 98% dos inquéritos de mortes decorrentes de ações policiais são arquivados sem serem esclarecidos, o longa examina vários casos de homicídios de civis em alegadas situações de confronto com a polícia, os chamados autos de resistência.

Os diretores Natasha Neri e Lula Carvalho (diretor de fotografia de “Tropa de elite”) acompanharam a trajetória de pessoas que tiveram de lidar com essas mortes em seu círculo familiar e registraram o tratamento dado pelo Estado a seus casos – desde o homicídio, passando pelas investigações feitas pela polícia e culminando no arquivamento ou no julgamento dos envolvidos.

Com produção da Kinofilme, o longa traz imagens contundentes feitas com celulares e até mesmo câmeras instaladas em viaturas e helicópteros policiais mostrando comportamentos das autoridades que colocam em xeque as alegações de que atiraram em legítima defesa. Personalidades como o deputado federal Marcelo Freixo, o ex-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro José Mariano Beltrame e o então deputado estadual Flávio Bolsonaro aparecem em depoimentos dados à CPI dos Autos de Resistência, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. As câmeras de Natasha Neri e Lula Carvalho também entram em audiências de varas criminais e em julgamentos com júri popular. A estreia do documentário "Auto de Resistência" será na Sexta da Sociedade, 23/08, às 22h.
 
Logo após o documentário, será exibida uma entrevista com o jornalista Raphael Gomide, autor do livro “O infiltrado: um repórter dentro da polícia que mais mata e mais morre no Brasil”. Gomide fez concurso público, em 2007, para a Polícia Militar do Rio de Janeiro, foi aprovado e passou pelo treinamento de recruta. Na entrevista, ele conta que seus instrutores mostravam tolerância à violência praticada por policiais, mas, ao mesmo tempo, surpreendeu-se ao encontrar um forte discurso contra a corrupção.
 
Documentário conta a história da casa onde viveu Frida Kahlo e Diego Rivera
 
Frida Kahlo nasceu (em 1907) e morreu (em 1954) no mesmo lugar: a “Casa Azul”, na Cidade do México. E foi lá que ela e o pintor Diego Rivera viveram aventuras amorosas e situações de conflito entre suas paredes, contadas no documentário “A Casa Azul de Frida Kahlo”. O local também foi ponto de encontro de intelectuais e artistas do México e de outros países. Frida e Diego receberam, ali, algumas das maiores personalidades do século XX, como Leon Trótski, Pablo Picasso, André Breton, Wassily Kandinsky, Pablo Neruda, Marcel Duchamp, Sergei Eisenstein e Waldo Frank, consolidando a casa como um espaço onde a arte mexicana se desenvolveu e se mostrou para o mundo. O documentário “A Casa Azul de Frida Kahlo” será exibido na Terça das Artes, 20/08, às 23h.