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Programa Especial estreia nova temporada na TV Brasil

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Divulgação TV Brasil
A TV Brasil apresenta a décima quarta temporada do Programa Especial a partir deste sábado (24), às 12h30. Com 13 edições semanais de 26 minutos, a produção está há 15 anos no ar e também pode ser conferida no aplicativo EBC Play.

Dedicado à inclusão de pessoas com deficiência, o conteúdo é apresentado pela publicitária cadeirante Juliana Oliveira com matérias realizadas por Fernanda Honorato, a primeira repórter com Síndrome de Down do país.

O programa que abre a nova temporada é sobre paternidade, tema que a atração aborda no mês em que se celebra o Dia dos Pais. Para ilustrar, a repórter Fernanda Honorato conversa com o chef de cozinha Henrique Fogaça sobre a relação dele com a filha Olívia que tem uma síndrome rara.

No decorrer dessa leva de edições inéditas, o Programa Especial traz assuntos como maternidade, independência, microcefalia e esportes, entre outras questões que envolvem o dia a dia das pessoas com deficiência.

Respeito às diferenças

Com a proposta de abordar as deficiências com naturalidade e revelar o horizonte de atividades que essas pessoas desempenham em sua rotina, a atração leva ao público informação com entretenimento.

Pioneiro, o Programa Especial demonstra na prática a capacidade das pessoas com deficiência. A proposta é reforçar com elas podem ser atuantes na sociedade. A produção é voltada para todo cidadão que acredita ser possível, e necessário, incentivar esse respeito às diferenças.

Na telinha da emissora pública desde março de 2004, o Programa Especial aborda assuntos como mercado de trabalho, lazer, novos tratamentos, esporte, saúde, entre outros temas que são tratados de forma inclusiva com linguagem descontraída.

A equipe do Programa Especial acredita que a informação é a melhor forma de se combater o preconceito. Toda vez que mostra casos bem-sucedidos da participação de pessoas com deficiência na sociedade, um número maior de espectadores percebe que é plenamente possível vivermos em um mundo inclusivo.

Acessibilidade para todos os públicos

Para ser 100% acessível ao telespectador o Programa Especial conta com recursos como janela de LIBRAS, a Língua Brasileira de Sinais; legenda em português e audiodescrição.

A janela de LIBRAS atende às pessoas com deficiência auditiva que não leem português. Já quem tem deficiência auditiva, mas não falam LIBRAS pode acompanhar pelas legendas em português.

Já na audiodescrição, as imagens que aparecem na telinha da emissora pública são descritas por um locutor para que as pessoas com deficiência visual saibam o que está sendo mostrado.

De acordo com a diretora da atração, Ângela Patricia Reiniger, o Programa Especial tem edições temáticas sendo que a partir de cada assunto a produção busca balancear pautas de serviço, com perfis de personagens e iniciativas inovadoras.

"Acredito que o Programa Especial representa um papel de grande importância na sociedade, ao mostrar que é possível abordar a questão da deficiência de forma natural ", avalia.

Para Ângela, é importante buscar contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas. "Algo que me alegra muito é quando os espectadores nos escrevem dizendo o quanto se sentem representados na telinha e o quanto prezam a abordagem feita".

"No Programa Especial, a questão da deficiência é tratada, mas a pessoa está em primeiro lugar. Não podemos esquecer que ali estão pessoas que têm, entre outras características, uma deficiência", completa a diretora.

No site http://tvbrasil.ebc.com.br/programaespecial o público pode conferir os episódios da temporada anterior. As edições podem ser acompanhadas também por meio do aplicativo EBC Play, disponível nas versões Android e iOS, e através do site http://play.ebc.com.br.

Henrique Fogaça abre o coração na estreia

Na pauta do primeiro Programa Especial da décima quarta temporada, a repórter Fernanda Honorato vai até São Paulo entrevista o chef e apresentador Henrique Fogaça que fala sobre a sua relação com a filha Olívia que tem uma síndrome rara.

Ainda nessa edição, a equipe do Programa Especial mostra a história de Robson Ferreira, pai de Pedro Lucas, que tem autismo. Já no quadro Dica, o destaque é um programa de computador de reconhecimento de voz que auxilia pessoas com tetraplegia.

Na conversa franca com Fernanda Honorato, Henrique Fogaça conta sobre o nascimento de Olívia, da interação dela com os irmãos, do convívio de pai e filha e revela como incentiva o desenvolvimento da menina.

"O estímulo da Olívia é visual, auditivo, e de toque. A gente tem um andador aqui e a estimulamos. Na parte física também tem a bicicleta. Então ela tem vários estímulos. A gente faz um pouquinho de cada durante os dias", afirma sobre a garota de 12 anos.

Empresário e jurado de um reality show de culinária, Henrique Fogaça fala com carinho ao destacar seu relacionamento com a filha. "A gente se comunica bem através do tato, do olhar e do sorriso. Eu sempre converso com a Olívia por mais que ela não responda verbalmente para mim", explica.

Fogaça também fala como faz para administrar tempo com os compromissos profissionais e a dedicação à família. "Eu organizo meus horários, faço planejamento para priorizar meus filhos", revela.

O chef demonstra sua sensibilidade ao contar como a paternidade o transformou. "Ser pai é aprender, resgatar valores e valores, além de ter uma nova forma de amor", afirma Henrique Fogaça que reforma a importância dos pais que têm filhos com deficiência conviverem com eles.

"Viva com os filhos, brinque, converse, sorria. Esteja junto das crianças. Independente da síndrome que a pessoa tenha, busque olhar no olho. Isso é essencial. São coisas que ficam no coração e a gente consegue transmitir", finaliza.

Outras entrevistas da primeira edição

Na estreia da nova temporada, o Programa Especial também tem a participação de Robson Ferreira que decidiu estudar musicoterapia depois de descobrir que o filho Pedro Lucas tem autismo. Ele criou o projeto "Turminha do Som" que usa a música como forma de estimular jovens e crianças com autismo.

"Nós estamos completando dois anos com muitos resultados positivos através da musicoterapia. São crianças se socializando, conseguindo participar de eventos e diminuindo a hipersensibilidade auditiva", conta Robson.

Para o convidado, esse processo envolve a todos. "Os pais ficam muito felizes porque a musicoterapia é para eles também que têm uma rotina muito pesada de terapias. Aqui, a gente tem essa confraternização das famílias, todos juntos", diz.

No quadro "Dica", o Programa Especial recebe Ricardo Gonzales, coordenador do Instituto Novo Ser. Ele explica sobre o Xulia, um programa de reconhecimento de voz, voltado para pessoas que têm dificuldade de usar o computador com as mãos, especialmente os tetraplégicos.