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Parceria entrosada na transmissão dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro na Globo

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Divulgação Globo/Camilla Maia
A comunicação já nem precisa mais de palavras. Pelo quarto ano consecutivo no comando da transmissão dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, Fátima Bernardes e Alex Escobar se entendem no olhar, sem precisar combinar o que cada um vai falar. Um entrosamento digno de mestre-sala e porta-bandeira, que o Brasil vai poder conferir novamente nas noites de domingo, dia 23, e segunda-feira, dia 24, enquanto as 13 escolas iluminarem o Sambódromo carioca. “O Escobar é um parceiro incrível. A gente nem precisa dividir mais o que cada um vai falar. Trabalhamos de forma leve e bem humorada e nos complementamos com uma facilidade incrível durante a transmissão”, conta Fátima. 
Quatro carnavais já se passaram, mas Escobar ainda se emociona a cada escola que inicia seu desfile na Marquês de Sapucaí. E lembra bem de sua primeira transmissão ao lado da parceira: “Nunca pensei que fosse trabalhar ao lado da Fátima, nem nos meus melhores sonhos. Ela é muito profissional e dividir a transmissão com ela é uma honra. Estamos indo para o quarto ano juntos e lembro que, na primeira vez, quando faltava um minuto para entrarmos ao vivo, olhei pra ela disse: ‘Estar aqui do seu lado, apresentando o Carnaval, significa que o meu trabalho está dando certo’, diz Escobar, que ainda terá a companhia dos comentaristas Milton Cunha e Pretinho da Serrinha na cabine de transmissão.
ENTREVISTA COM FÁTIMA BERNARDES E ALEX ESCOBAR

Qual é a sua expectativa para o carnaval 2020? 

Alex Escobar - É ver um carnaval grandioso e marcante pelos sambas. Tem muitos bons e a disputa pelo título parte do samba. Vai ser legal para quem estiver assistindo curtir um samba bonito na avenida, motivando o folião. Acho que a energia vai ser maior do que a de outros anos.
Fátima Bernardes - Sempre ficamos muito ansiosos. São 13 escolas trabalhando temas diversos e ficamos muito encantados de como cada uma desenvolve de um jeito. A gente visita os barracões e vê como esses carros se transformam ainda mais na avenida. E isso faz a expectativa ficar ainda maior. Mesmo vendo antes os desenhos, os croquis das fantasias, da bateria, do mestre-sala e da porta-bandeira, na hora a gente se surpreende.
Como você está se preparando para os desfiles? 

Alex Escobar - Assim como no esporte, que é a área em que eu trabalho, a gente tem sempre que se manter informado e interessado pelo assunto. Quando chega a época do Carnaval, vou aos barracões para ver tudo, ter um contato visual com o trabalho dos carnavalescos, conversar com eles e entender qual é a abordagem do enredo. É a fase de aprimorar as informações que acompanhamos o ano inteiro e aproveitar a experiência de ter transmitido outros carnavais.
Fátima Bernardes - A parte boa é que a gente tem que ouvir muito samba. Eu escuto todos e, quando chega o Carnaval, sei todas as letras. A gente lê mais, fica com um olhar mais atento ao noticiário de Carnaval e conversa com quem pode. Também fazemos as visitas aos barracões, conversamos com o presidente da escola, carnavalesco, figurinistas. Mais em cima da hora, gosto de dar uma ligadinha para eles, para sentir aquele calorzinho e ver como eles estão na véspera ou no dia do desfile. 
Ainda sente um frio na barriga antes da transmissão? 

Alex Escobar - Sinto, principalmente na abertura das escolas. É muito gostoso, porque a gente trabalha a madrugada inteira e é uma adrenalina que vai se renovando no corpo. Isso acontece a cada escola que entra.
Fátima Bernardes - Com certeza. Cada vez que vejo a comunidade inteira vibrando, sofrendo, trabalhando. E eu sou a pessoa que vai dar voz a tudo aquilo, sinto uma responsabilidade enorme. O que a gente diz não influencia em nada, os juízes não ouvem, mas sinto a responsabilidade de fazer o melhor possível para que a comunidade, para que a escola se sinta representada no máximo que eles fizeram.