Home Top Ad

Sidarta Ribeiro fala da importância dos sonhos no Impressões desta quarta-feira na TV Brasil

Share:

Divulgação TV Brasil
O programa Impressões que vai ao ar nesta quarta (1), às 23h, na TV Brasil, traz um bate-papo com o escritor e neurocientista Sidarta Ribeiro, autor de ‘O Oráculo da Noite - a história e a ciência do sonho’, livro que revela a importância do sonho para a solução de questões particulares e coletivas. A entrevista também pode ser conferida no aplicativo EBC Play.

Depois de intensa pesquisa, Sidarta reuniu nesta obra explicações racionais e científicas para o fenômeno que para muitos ainda está na esfera da metafísica e é pouco compreendido. O neurocientista garante que todos sonham, ainda que não lembrem, e que esse fenômeno natural pode funcionar como um verdadeiro oráculo probabilístico.

Sidarta explicou à jornalista Katiuscia Neri que o sonho é um momento em que nosso baú de memórias e aprendizados adquiridos no período em que estamos acordados se manifestam. “É um momento em que a gente toma contato com desejos e temores que a gente muitas vezes não reconhece”, disse.

Durante a atração jornalística, o entrevistado conta que foi dos sonhos que veio a revolução cultural que permitiu que saíssemos das cavernas. Segundo ele, o fenômeno perdeu importância entre os estudiosos nos últimos 500 anos, mas, “ao longo da de toda antiguidade, ao longo da Idade Média, nas populações de povos caçadores, os sonhos são utilizados para fazer a gestão vida privada e da vida pública. Um governante não tomava decisões de Estado que não estivessem ancoradas em revelações oníricas, revelações obtidas em sonhos”.

Com o desafio de tratar sobre o assunto de forma científica, ultrapassando o caráter unicamente místico do sonho, o neurocientista alerta: nem todos revelam premonições. “É preciso interpretar”. Ao longo do programa, Sidarta dá dicas que estão reunidas em seu livro para que as pessoas possam lembrar dos sonhos e até se programar mentalmente para que esse fenômeno tenha resultados mais produtivos para cada um.

Uma das sugestões é a construção de um diário de sonhos, que ele denomina sonhário. Com essas memórias em mãos, segundo ele, fica mais fácil compreender as mensagens que surgem quando estamos dormindo. “É como se você não estivesse montando um quebra-cabeças e de repente ganhasse uma pecinha e não sabe qual o contexto da peça. Quando você vai fazendo um sonhário, vai construindo esse contexto. Você sabe todos os sonhos dos últimos 15 dias e quando aparece um novo sonho e se relaciona com sonhos anteriores, fica tudo mais claro”, assegurou.

Um dos instrumentos que baseiam seu estudo é a já comprovada importância e mecanismo do sono.  A vida moderna, com acessos constantes a telas de televisão e celulares antes de dormir, além do uso de álcool e medicamentos, podem comprometer a capacidade de aprofundamento do sono e dos sonhos.

Segundo Sidarta, sem o sono profundo “existe um prejuízo cognitivo, o aprendizado e a atenção ficam prejudicados, o humor fica prejudicado”. As perdas com esse estilo de vida podem também se tornar fatores de risco para doenças como obesidade, diabetes e depressão.