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O encontro de Leopoldina com a família real no Brasil em 'Novo Mundo'

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Divulgação Globo/João Miguel Júnior
A família real, composta pelo rei Dom João VI (Leo Jaime), sua esposa, a rainha Carlota Joaquina (Debora Olivieri) e seus filhos, entre eles o príncipe Dom Pedro I (Caio Castro), já se encontra instalada no Brasil em 1817. O país, antes colônia, agora é um reino unido a Portugal, e um novo mundo se forma com os estrangeiros que chegam ao Rio de Janeiro e se tornam seus novos habitantes.
Leopoldina (Letícia Colin), uma jovem culta, arquiduquesa austríaca, recebeu de seu pai Francisco I uma educação esmerada e tinha a certeza de que nasceu para se tornar uma princesa. Sonhava com um príncipe encantado como nos contos de fadas, mas a vida não lhe reservaria a mesma experiência das histórias ficcionais. Recebeu formação científica, política e domina muitas línguas. Em um acordo político entre os países Brasil e Áustria, foi destinada a casar-se por procuração com o príncipe Dom Pedro I. Sem ao menos conhecê-lo, viu sua primeira imagem em um broche e imediatamente se apaixonou pela beleza do seu futuro marido.
  
Após alguns meses de viagem, Leopoldina é recepcionada por Carlota e Dom João VI e toda a família real para casar-se com Dom Pedro I no Rio de Janeiro. Acostumada com a cultura da Europa, fica chocada com alguns costumes, principalmente com o calor e a presença de tantos escravizados pela cidade, mas, ao mesmo tempo, é impactada por tamanha beleza ao se deparar com as paisagens do local. Já o príncipe por pouco não abandonou a ideia de casar-se com ela para fugir com sua amante, a bailarina francesa Noémie (Luisa Micheletti). O caso extraconjugal era acobertado pelo seu fiel secretário Chalaça (Romulo Estrela) e foi interrompido por seus pais, Dom João e Carlota, que já estavam cientes da paixão avassaladora do príncipe pela bailarina.
As cenas estão previstas para irem ao ar a partir de segunda-feira, dia 6 de abril. ‘Novo Mundo’ é escrita por Thereza Falcão e Alessandro Marson, com Duba Elia, João Brandão e Renê Belmonte e tem direção artística de Vinícius Coimbra e direção de André Câmara, João Paulo Jabur, Bruno Safadi, Guto de Arruda Botelho e Pedro Brenelli.
ENTREVISTA COM LEO JAIME
O que você achou de 'Novo Mundo' ter sido escolhida para ser reprisada neste momento? Como você recebeu a notícia da volta da novela?
Eu achei muito bom ‘Novo Mundo’ ser exibida nesse momento porque a próxima novela, 'Nos Tempos do Imperador', será como uma continuação. Acho bacana ter sido feita essa novela, que conta um momento delicado da história do Brasil, pois o país precisa conhecer melhor a sua história, sua origem, para saber como as coisas foram ficando do jeito que estão hoje. O Brasil usa muito os Estados Unidos como referência. Isso é comum, mas a nossa origem é outra. Ter sido convidado para ser um personagem histórico foi muito importante. Eu sabia que a geração nova, quando pensasse no Dom João VI, ia lembrar de mim. Não que seja uma obrigação da TV, mas acho bacana criar nas pessoas um interesse pela nossa história.
Qual a importância desse personagem na sua carreira?
O curioso de ter feito o Dom João VI em ‘Novo Mundo’ é que eu já tinha feito ele em um musical de teatro. Depois, fui convidado a vivê-lo novamente. Não costumo fazer personagens de época, mas achei uma experiência muito rica para mim
Qual cena gostaria de rever?
Uma cena que eu gosto muito é a que eu fiz com o Caio Castro, que interpreta Dom Pedro I, sendo aconselhado pelo pai. É uma cena emotiva, interessante, que foge dos clichês de Dom Pedro I e Dom João VI. O pai passa para o filho as dificuldades de ser um rei, um imperador, uma figura cujas escolhas pessoais resultam em acontecimentos que importam na vida de uma nação. É uma cena delicada, muito bem escrita e que gostei muito de ter feito. Uma subversão dessa imagem caricatural que existe em cima de personagens históricos. Uma relação de afeto entre pai e filho.
O que você tem ouvido dos amigos e do público desde que foi anunciada a volta da novela? Como está a repercussão?
Tem muita gente feliz com a volta da novela, pois nesse horário das 18h muita gente não conseguia assistir. Agora, em isolamento, vão conseguir ver. Foi muito boa a escolha de trazer essa edição especial da novela. De qualquer forma, estar entretendo as pessoas que estão em casa é o papel da arte, papel do artista. Nesse período de confinamento, poder dar uma diversão é uma alegria. 

Que característica gerou aprendizado para sua vida?
Uma coisa que aprendi é que ele era muito inteligente, um jogador. Ele era um personagem muito discreto. Ainda que parecesse tolo ou que não tivesse muito pulso, sabia fazer as coisas acontecerem no tempo dele. Foi um grande amante do Brasil. Uma vez, um amigo me disse que Dom João VI foi o primeiro imperador a visitar uma colônia. E ele não só visitou como trouxe o império para o Brasil. Foi uma demonstração de amor. Ele quis viver aqui. Ajudou muito no desenvolvimento do Brasil. Amar o Brasil e reconhecer as nossas qualidades é uma das características do personagem que podem servir para todo mundo.
Como ficou a relação com os colegas de trabalho? Mantém contato?
Temos um grupo de whatsapp até hoje. É sempre muito rico encontrar os amigos. Fiz umas cenas com a Ingrid Guimarães em 'Bom Sucesso'. É sempre bom manter um contato com as pessoas com as quais a gente trabalhou. Esse é um grupo muito unido.
ENTREVISTA COM DEBORA OLIVIERI
O que você achou de 'Novo Mundo' ter sido escolhida para ser reprisada neste momento? Como você recebeu a notícia da volta da novela?
Eu amei ‘Novo Mundo’ ter sido escolhida pra ser exibida novamente. Porque amei ver, fui muito fã dessa novela, e viver a Carlota Joaquina, pra mim, foi um presente. Primeiro porque é um personagem icônico como esse. E eu amo falar em espanhol. Pra mim é o personagem mais marcante e o que eu mais gostei de interpretar de todos os que já interpretei na televisão. Tirando que o texto é primoroso, uma aula de história, além de direção de arte e atores esplendorosos. Pena que é num momento como esse. Quando soube das edições especiais, pensei que seria uma boa termos 'Novo Mundo' antes de 'Nos Tempos do Imperador'. E dito e feito. No meio de tempos de angústia, pelo menos teremos uma novela como essa que, para mim, não tem igual.
Qual a importância desse personagem na sua carreira?
Ela foi um marco pra mim. Eu fui chamada com os trabalhos iniciados e correspondi à direção e produção imediatamente. Isso mostrou que tenho capacidade de viver qualquer personagem. Eu achava que era uma atriz cômica, e o Jorginho Fernando me falava que eu era uma atriz dramática. Eu achava que não. Depois da Carlota, o meu nome entrou num outro nicho. Porque não foi fácil fazer, principalmente, por ter falado em outra língua, estar tão diferente do que sou. É uma personagem que eu tinha que fazer de verdade, não podia fazer estereotipado. E é difícil fazer isso falando em outro idioma e com aquele figurino maravilhoso. E também foi muito importante ter gravado no Museu Nacional do Rio de Janeiro antes de ser engolido pelas chamas. Eu gravava muito lá. Eu fico feliz de tê-lo frequentado pelo menos uma vez por semana.
Que momento das gravações você lembra com mais carinho?
A cena que eu mais gostei de fazer foi quando a Carlota vai pra cima do Piatã (Rodrigo Simas). Ela é pega em flagrante pela Leopoldina (Letícia Colin). Achei essa cena espetacular.  
Como você acha que o público vai receber a novela agora?
O público vai amar. Vai começar com ‘Novo Mundo’ e terminar em ‘Nos Tempos do Imperador’. Eu acho legal essa sequência, essa aula de história. A repercussão foi incrível. Assim que foi anunciado, recebi muitas mensagens felizes. Estou também muito feliz de poder rever a Carlota.
Tem alguma característica ou algo que você aprendeu com o personagem que ficou pra sua vida?
Eu aprendi a como não ser com os outros. A Carlota era egoísta, histérica, uma personagem asquerosa, mas, ao mesmo tempo, maravilhosa (risos).
Quem você conheceu na novela e mantém contato até hoje?
O Leo Jaime. Ele é maravilhoso e um companheiro de trabalho incrível. Foi maravilhoso fazer a esposa do Dom João VI. Quando entrei o elenco já tinha feito alguns trabalhos de preparação e me dei muito bem com todos os atores. A Letícia Colin eu já conhecia, mas estreitamos ainda mais os laços. E os diretores também. Alguns diretores também estão em ‘Salve-se Quem Puder’.