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'Escolinha do Professor Raimundo' volta às origens em estreia no podcast

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Divulgação Globo/Estevam Avellar
De volta às origens, mas em tempos atuais, a 'Escolinha do Professor Raimundo' vai retornar como na era da rádio em 1952, na versão em podcast. A partir do dia 29 de julho, sempre às quartas-feiras e sábados, em episódios de 10 a 15 minutos, o professor Raimundo (Bruno Mazzeo) e seus alunos trazem para os ouvintes diálogos divertidos em meio ao isolamento social imposto pela pandemia. Na estreia, Raimundo interage com Zé Bonitinho (Mateus Solano), Dona Cacilda (Fabianna Karla), Nerso da Capitinga (Gui Santana), Seu Peru (Marcos Caruso) e Baltazar da Rocha (Otávio Muller). Serão encontros entre cinco e seis pessoas no novo formato.
Segundo a diretora artística do humorístico, Cininha de Paula, o trabalho remoto é um privilégio no momento, mas é preciso se adaptar. No entanto, para ela, dirigir a Escolinha à distância tem suas vantagens. “É melhor, porque, se um aluno fala, exatamente como diria o professor, o outro tem que baixar a orelha (risos). Foi um reencontro maravilhoso. Matamos a saudade mesmo que através do vídeo, de forma remota. Foi muito divertido. Acho que vai funcionar muito bem porque os atores conseguem a realização do personagem de uma maneira muito íntegra”, ressalta Cininha, que dirige os atores à distância, ao lado do diretor Alex Cabral.
Com redação final de Angélica Lopes e Leonardo Lanna, a edição promete trazer temas mais quentes, como o tão comentado homescholling (educação domiciliar), as lives e o delivery, além de levar a intimidade dos personagens para o imaginário do público. "Estamos falando muito sobre o momento que estamos vivendo, o chamado novo normal. O presente que Armando Volta sempre traz para o professor agora chega por delivery. Zé Bonitinho tem que fazer lives para ser visto pelas fãs. Mesmo assim, não é uma Escolinha sobre quarentena, porque entendemos que o público também quer escapar dessa realidade, nem que seja por um curto período de tempo. Tentamos fazer esse equilíbrio", explica Angélica, que divide a redação final do programa e do podcast com Leonardo Lanna. O redator acredita que a surpresa ficará por conta da possibilidade de os ouvintes saberem um pouco mais sobre a vida dos personagens da Escolinha em casa e sobre a adaptação deles ao distanciamento social. “Queremos que as pessoas se divirtam e façam como os alunos e o Professor Raimundo. Se puderem, fiquem em casa mais um pouco. Vai passar, é vapt vupt!”, brinca Leonardo.
Para o ator Bruno Mazzeo, que está com saudade da troca com os colegas do elenco, o público vai continuar se divertindo mesmo sem ver os personagens. “É só fechar os olhos e usar a imaginação. Provando que tudo é cíclico, o público vai conhecer a Escolinha como ela era quando surgiu: um programa de rádio. E como conhece tão bem os personagens, acredito que vai continuar se divertindo.", conta. 
O Humor da Globo também está presente nos podcasts com o ‘Fora de Hora’, que retrata as últimas notícias do dia a dia do brasileiro de maneira bem-humorada, com novos episódios às terças-feiras, além do ‘Humor Globo’, que promove conversas sobre a criação de conteúdo de comédia no Brasil, com novos episódios às sextas-feiras, e com ‘Gilmar Baltazar, Detetive Particular’, primeira série em formato de podcast do Gshow com episódios também publicados sempre às sextas-feiras. A produção mistura os universos investigativo e humorístico. 
‘Escolinha do Professor Raimundo’, ‘Fora de Hora’, ‘Humor Globo’ e ‘Gilmar Baltazar, Detetive Particular’ estão disponíveis no site do Gshow e nos principais aplicativos de música e podcast, como Spotify, Deezer, Google Podcasts, Apple Podcasts e Castbox. Neles, o ouvinte pode fazer download dos episódios para ouvir quando e onde quiser, além de assinar os feeds para saber quando uma nova edição já está no ar. Mais informações em gshow.com/podcasts.
Escolinha do Professor Raimundo’ tem direção artística de Cininha de Paula e Alex Cabral e redação final de Leonardo Lanna e Angélica Lopes.
   
ENTREVISTA COM OS REDATORES ANGÉLICA LOPES E LEONARDO LANNA
Como está sendo escrever neste momento de pandemia? 
Angélica - O trabalho do roteirista já é em casa mesmo. Então, somos uma área que pode produzir com facilidade nesse período de quarentena, fazendo frente e criando novos formatos para haja bastante conteúdo disponível para quando as gravações voltarem a acontecer. É o que estamos fazendo desde o início da pandemia. Não só com a Escolinha, mas com outros programas.
Leonardo - Para quem escreve humor tem sido particularmente complexo. Ao mesmo tempo que é difícil por conta de toda a tragédia que estamos vivendo, mas também importante para desopilar e aliviar um pouco a tensão.
Como surgiu a ideia de levar a Escolinha para o podcast? 
Angélica - Quando percebemos, ainda em março, os impactos da pandemia, imediatamente tivemos a ideia de fazer o podcast. Todas as escolas do mundo tinham acabado de aderir ao ensino à distância, e a Escolinha era o produto ideal para falarmos dessa nova rotina. Como o público conhece profundamente todos os personagens, é muito fácil imaginá-los, sem a imagem, apenas com o áudio. Era o que acontecia no passado: o formato da Escolinha surgiu como programa de rádio. Além disso, é um programa popular, leve e querido, capaz de levar um pouco de alegria ao público nesses tempos tão sombrios.

Leonardo - A ideia veio de um desejo antigo da diretora Cininha de Paula de voltar às origens radiofônicas do programa. A pandemia e a necessidade de manter o isolamento social contribuíram para colocar a ideia em prática.
Qual a principal diferença na hora de escrever? O que muda no texto da TV para o texto do podcast?
Angélica - Uma das vantagens é que podemos inserir todo o universo da casa dos personagens no programa. Nerso está respondendo a uma pergunta, e o famoso galo Frederico pode cantar ao lado dele. Podemos ouvir a sogra do Baltazar irritada, batendo portas. Cacilda, é claro, também não está "quarentenando" sozinha. Levou rapazes para a casa dela. Rolando pode estar de cama, com febre...Com isso, exploramos uma infinidade de situações que nunca foram tratadas antes no programa. O formato também é menor. Cada episódio é como se fosse um trecho da aula normal, com apenas cinco a seis alunos. As combinações entre eles variam, o que também dá agilidade e frescor.

Leonardo - Existe um trabalho de adaptar o texto para o formato por causa da falta de suporte visual e da duração do episódio. Mas, por outro lado, os personagens da Escolinha já estão no imaginário das pessoas e facilita a identificação com as vozes e bordões.
Como os temas mais quentes estarão nesses episódios em áudio?
Angélica - Estamos falando muito sobre o momento que estamos vivendo. O chamado "novo normal". O presente que Armando Volta sempre traz para o professor agora chega por delivery. Zé Bonitinho tem que fazer lives para ser visto pelas fãs. Mesmo assim, não é uma Escolinha sobre quarentena, porque entendemos que o público também quer escapar dessa realidade, nem que seja por um curto período de tempo. Tentamos fazer esse equilíbrio.
Leonardo - Os textos já estão sendo escritos e, antes da gravação, aproveitaremos para atualizar com algum acontecimento da semana.
   
O público terá surpresas na edição em podcast? Qual mensagem você deixaria para os ouvintes?
Leonardo - A surpresa ficará por conta da possibilidade de saber um pouco mais sobre a vida dos personagens da Escolinha em casa e como eles estão adaptados ao distanciamento. Queremos que as pessoas se divirtam e façam como os alunos e o Professor Raimundo. Se puderem, fiquem em casa mais um pouco. Vai passar, é vapt vupt!


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