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Está chegando! Especial de Natal 'Gilda, Lúcia e o Bode' vai ao ar nesta sexta-feira

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Divulgação  Globo/João Faissal

A dificuldade financeira que Gilda (Fernanda Montenegro) e Lúcia (Fernanda Torres) precisam enfrentar nesta nova fase, de volta ao Rio de Janeiro, não é o único desafio que mãe e filha terão que encarar. Além da presença inevitável do bode 'Everi', as diferenças de personalidade entre as duas, que passam a morar juntas na casa de Gilda, tornam a rotina ainda mais difícil. Captar a delicadeza da relação entre elas e, ao mesmo tempo, ressaltar as diferenças ideológicas das personagens foram pontos de partida para a produção de arte do especial de Natal ‘Gilda, Lúcia e o Bode’, que a Globo exibe no dia 25 de dezembro, após ‘A Força do Querer’.  
 
Segundo Kiti Duarte, que assina a produção de arte do especial, o trabalho teve como foco principal o cenário da casa da personagem de Fernanda Montenegro. “A casa da Gilda foi o nosso set principal. Nossa intenção foi encontrar uma locação que já refletisse bastante da personalidade dela, além de se adequar às necessidades de produção que esse momento de pandemia exige. Tivemos a sorte de encontrar uma casa interessante, com ótimos espaços, muitas cores e objetos. Interferimos basicamente com obras de arte e a reorganização dos espaços para atender à dinâmica das cenas”, detalha.
 
A diferença de personalidade entre Gilda e Lúcia foi levada em conta no processo criativo. “Lúcia (Fernanda Torres) é mais prática, sensata, adequada, bem-sucedida. Sua casa na Serra é bem construída, sóbria e de bom gosto, mas sem tantos detalhes pessoais. Gilda (Fernanda Montenegro) é mais livre, irreverente, excêntrica e com idade suficiente para ter colecionado histórias e coisas. Sua casa tem impressa essa atmosfera de casa de família, não muito intencional, desenhada pelo tempo e pelas pessoas que a ocuparam. A exuberância das cores traz a energia vibrante e transgressora que ela carrega”, explica Kiti Duarte. O diretor artístico do especial de Natal, Andrucha Waddington, destaca algumas referências usadas na escolha dos ambientes. “Para a casa da Gilda, escolhemos uma residência muito arejada no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, até para respeitar os protocolos de segurança. A locação foi construída nos anos 50, com materiais de demolição dos anos 30. É uma casa com história e personalidade. Também temos locações urbanas, como a Praia Vermelha, na Urca, e o Centro do Rio de Janeiro. A parte rodada na Serra é uma continuação de ‘Amor e Sorte’”, conta Andrucha. 
 
O diretor artístico destaca, ainda, a trilha sonora do episódio especial de Natal. “Para a abertura, escolhemos "Sorrir e Cantar como Bahia", dos Novos Baianos. É uma música superdelicada e vai dar um resumo do especial logo na abertura. Para encerrar, escolhemos "Refazenda", de Gilberto Gil. Durante o episódio, temos também canções de Marília Mendonça e Sérgio Sampaio”, adianta. Outros detalhes sobre a concepção do episódio estão nas entrevistas abaixo com o autor Jorge Furtado, que assina o roteiro do especial  ‘Gilda, Lúcia e o Bode’ com Antônio Prata e Fernanda Torres, e com o diretor artístico Andrucha Waddington.  

Criado por Jorge Furtado e produzido pela Conspiração Filmes para a TV Globo, o especial de fim de ano ‘Gilda, Lúcia e o Bode’ tem roteiro de Jorge Furtado, com Fernanda Torres e Antônio Prata, direção de Pedro Waddington e direção artística de Andrucha Waddington. Protagonizado por Fernanda Montenegro, Fernanda Torres e Joaquim Waddington, conta com as participações especiais de Arlete Salles e Fabiula Nascimento, além de Muse Maya, Kelzy Ecard, Thelmo Fernandes, Cibele Santa Cruz e Fernando Pestana no elenco. A atração será exibida na noite de 25 de dezembro na TV Globo, após ‘A Força do Querer’.

Entrevista com o autor Jorge Furtado

Como surgiu a ideia do especial de Natal?
Jorge Furtado - A ideia deste episódio especial surgiu ao imaginar a continuidade da história da Gilda e da Lúcia, conhecida em um dos episódios de ‘Amor e Sorte’, e a nova vida que passariam a ter quando retornassem ao Rio de Janeiro, juntas, após o período de quarentena na Serra. Eu acho que, em 2021, além da crise sanitária, uma grande questão vai ser arrumar dinheiro. A expectativa é de começarmos o ano com um alto índice de desemprego, e o dinheiro estará sumido do país. Isso sempre foi uma questão no nosso país, mas talvez seja mais grave no ano que vem. Então, pensei em fazer essa história em que a filha está desempregada, alugou o sítio. Agora, juntas, as duas estão vivendo das poucas economias da filha e da aposentadoria da mãe. Elas têm um bode na sala, uma expressão que representa um problema, algo que precisa ser enfrentado, mas que neste caso é também um bode mesmo, com chifres e quatro patas, e ele está comendo todas as plantas do jardim.
 
Na sua opinião, de que forma a trama deste novo episódio vai despertar a atenção e empatia do público?
Jorge Furtado - Como muitas famílias da vida real neste momento, Gilda e Lúcia estão enfrentando uma situação difícil, vendo os recursos se esvaírem, e isso só vai piorando. Mas, no fim, a união delas consegue superar tudo. Há também um atrativo adicional: a presença de Joaquim Waddington, filho da Fernandinha e neto da Fernanda. É muito interessante ver três gerações em cena, representando muitas casas brasileiras, onde mães, filhas e netos frequentemente moram juntos.
 
Que mensagem o especial de Natal ‘Gilda, Lúcia e o Bode’ pretende passar?
Jorge Furtado - Acho que a principal mensagem desse especial é que a gente pode superar todos os problemas de uma maneira melhor se estivermos juntos. E família, em todas as suas formas, é para onde corremos quando a coisa aperta. É o que vimos acontecer muito nos últimos meses e vai continuar acontecendo no próximo ano.
 
Entrevista com o diretor artístico Andrucha Waddington
  
Como você conceitua o especial ‘Gilda, Lúcia e o Bode’? 
Andrucha Waddington - A direção trabalha em harmonia com o elenco e a equipe, transpondo o texto para a tela. Então, eu acho que o trabalho de conceituação desse episódio foi feito a várias mãos, um trabalho coletivo. E acho que chegamos em um resultado muito bacana, sendo muito fiel ao primeiro episódio e à densidade de dramaturgia que a gente tinha, que é uma comédia que vem de uma situação dramática, e não uma comédia chanchada em primeiro plano. Eu acho que isso, em termos de conceito, é algo que a gente manteve e que foi criado no primeiro episódio.

O que o público pode esperar deste episódio? 
Andrucha - O público pode esperar rir, refletir e se emocionar. Eu acho que ‘Gilda, Lúcia e o Bode’, assim como o primeiro episódio, faz uma espécie de crônica do mundo que a gente está vivendo hoje, da situação do país, da situação dessa polarização ideológica que existe, de certa forma, dentro da casa da Gilda (Fernanda Montenegro) e da Lúcia (Fernanda Torres). Acho que ele vem para emocionar, para divertir e para entreter. 
 
2020 foi um ano que ‘deu bode’. Quais reflexões você faz sobre o ano que passou e quais seus desejos para 2021? 
Andrucha – O ano de 2020 deu bode mesmo. Ninguém esperava essa pandemia que virou o mundo de cabeça para baixo, totalmente. Cada país lidou de uma forma com isso e acho que a gente está aprendendo muito com o que está acontecendo. Espero que a gente entre em 2021 com o aprendizado de 2020, para ter um mundo melhor, uma vida melhor, acreditando na ciência e tendo um cuidado com a sociedade de uma maneira geral. 


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