"Diálogos GNT - Mulheres do Presente" discute sexualidade e prazer e traz um papo sobre lutas e conquistas

Divulgação GNT

"Diálogos GNT - Mulheres do Presente", evento virtual realizado pelo GNT em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, deu início ontem (07) aos encontros e debates que reuniram vozes potentes e diversas para ouvir e contar histórias inspiradoras. Astrid Fontenelle comandou as conversas do dia diretamente dos estúdios do Grupo Globo, em São Paulo. No Rio, no Museu de Arte Moderna, Marcela Mc Gowan abriu o evento com Astrid e mediou a primeira roda de debate. Marina Caruso mediou a segunda conversa do dia. Hoje, dia 08, o bate-papo continua, a partir das 17h. Gaby Amarantos divide a condução da transmissão com Astrid para receber convidadas especiais que falam sobre a urgência de se reconectar com a natureza e celebram a maturidade e a capacidade de se reinventar constantemente.

No primeiro dia de encontros, o bloco "Iluminar e Expandir" trouxe conversas sobre autoconhecimento e autocuidado. A cantora Maria Bethânia presenteou o público com a declamação de um trecho de "Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres", de Clarice Lispector. Na sequência, Astrid entrevistou a escritora e terapeuta Andréa Bonfim Perdigão sobre o cultivo da percepção corporal como forma de cuidado com a saúde e a prática do mindfulness.

Diretamente do Museu de Arte do Rio de Janeiro, Marcela Mc Gowan mediou um bate-papo sobre corpo e prazer com a escritora e ativista Alexandra Gurgel, a atriz e roteirista Maria Bopp, a psicóloga e terapeuta orgástica Mariana Stock e a atriz e performer Renata Bastos. Juntas, elas responderam o que, para elas, significa ser mulher hoje. "A gente está em constante movimento. E hoje, estar na minha pele é um retorno ao essencial, uma busca de conexão entre o pensar, o sentir e o agir. Também me desvencilhando desses papéis todos que são impostos ainda às mulheres", disse Mariana. "Uma luta pela liberdade, uma luta pela igualdade, pela equidade de gênero. É muito uma meta de um sonho e uma liberdade extrema. É luta, é força, é quebra de padrões, é todo mundo junto", completou Renata.

Com diferentes trajetórias e experiências de vida, elas contaram como foi a descoberta da sexualidade e de que forma a relação com o prazer foi se transformando. "A construção do prazer, para mim, tem muito a ver com a aceitação do seu corpo e de si mesma, em geral. Porque só depois que eu me aceitei de fato, eu consegui parar e questionar minha sexualidade", comentou Alexandra. "Uma coisa que eu reconheço na minha trajetória é que meu sexo era muito performático e muito para o olhar masculino. Um tanto de reflexo da pornografia, que contamina todos nós, não só os homens", relatou Maria. E, para fechar o ciclo, a instrutora de Face Yoga Valentina Alas ensinou uma técnica simples e relaxante para que todos possam reproduzir em casa e inserir em sua rotina de beleza diária.

Continuando a todo vapor, Astrid deu início ao segundo bloco do dia, "Ocupar e Semear", que apresentou temas como representatividade, liderança consciente, ocupação de espaços antes negados, reparação de desigualdades históricas e construção de uma sociedade igualitária. E para abrir, com uma fala cheia de força e significado, a atriz e apresentadora Tais Araujo leu um trecho da obra "Poemas da recordação e outros movimentos", de Conceição Evaristo. Logo após, Astrid conversou com a arquiteta, escritora e estudiosa do Movimento Negro Joice Berth sobre empoderamento feminino, tema de seu último livro "O que é empoderamento?".

De volta ao Rio de Janeiro, a jornalista Marina Caruso mediou uma conversa com a atriz Ana Flavia Cavalcanti, a jornalista Ana Paula Araújo, a palestrante motivacional Maite Schneider e a psicóloga Mafoane Odara. Durante a conversa, elas dividiram o que as unem em suas maiores lutas e conquistas de espaço, igualdade e voz. "A competência de uma pessoa não tem nada a ver com sua identidade, orientação, credo, raça, mas ao mesmo tempo são essas especificidades fazem com que as pessoas sejam únicas. Isso faz com a gente tenha uma série de soft skills, que não são ensinadas na academia, mas que agregam muito não só no corporativo, como no mundo empreendedor", disse Maite. "A síndrome da impostora é uma manifestação muito comum para as mulheres, em especial para os grupos minorizados, quando começam a crescer. O empoderamento é sobre você se empoderar e quando você se empodera, você empodera outras pessoas. Estamos vivendo uma construção coletiva", completou Mafoane.

Ainda durante o papo, elas compartilharam a lembrança do primeiro assédio que sofreram. "Nossos corpos são conhecidos e tratados por muitos homens como um território livre. Então a gente é assediada desde criança", opinou Ana Flávia. "Eu espero que um dia o meu livro ('Abuso: A Cultura do Estupro no Brasil') seja obsoleto. Que não seja mais necessário a gente ficar falando de cultura do estupro, de noções básicas de respeito, principalmente às mulheres", disse Ana Paula. Em seguida, a paisagista e jardineira, Gabi Pileggi, mostrou formas simples de cuidados com plantas em casa. Encerrando o segundo ciclo do dia, a cantora e apresentadora Pitty traz uma mensagem que fala sobre maternidade, fazendo ponte com a agenda de hoje.

"Mulheres do Presente" inaugura a plataforma Diálogos GNT, um hub de conteúdos e debates com temáticas diversas ao longo do ano. Lá, o público encontra mais informações sobre os assuntos que serão abordados durante os painéis e, também, podem acompanhar o evento em tempo real. Quem quiser conferir ou rever a transmissão, o conteúdo está disponível no canal oficial do GNT no YouTube.

Programação de hoje, 08 de março

17h - "Nutrir e Curar"
- Bate papo sobre reconexão com a natureza com a ativista ambiental e líder indígena Sonia Guajajara;
- A jornalista Renata Ceribelli media a conversa entre Vera Iaconelli, Dani Arrais e Thais Vilarinho sobre maternidade e educação;
- Cristal Muniz ensina soluções práticas para reduzir a geração de lixo e o impacto ambiental no dia a dia;

18h30 - "Florescer e Recomeçar"
- Luiza Trajano fala sobre como é ser uma empresária líder no Brasil atual;
- Com mediação de Astrid Fontenelle, Cris Guerra, Rosa Alegria, Fernanda Keller e Eliane Giardini, mulheres de mais de 50 anos, compartilham histórias inspiradoras sobre longevidade, reinvenção e a ressignificação do feminino;
- Estéfi Machado ensina a construir uma espécie de cápsula do tempo, com uma mensagem de você, mulher do presente, para sua própria versão do futuro.
Anderson Ramos

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