Filme revela bastidores da Era Castro, que se encerra com aposentadoria de Raul Castro

Divulgação

Em meados do século XX, Cuba se tornaria o centro das atenções mundial e um dos territórios mais disputados pelas potências participantes da Guerra Fria. E tudo começou com uma revolução que daria início à chamada "Era Castro", que se encerra com a recém-anunciada aposentadoria de Raul Castro - irmão de Fidel Castro, que durante décadas presidiu Cuba.  Toda essa história é tema do documentário francês “Cuba, A Revolução e o Mundo”, que chega ao streaming através do Curta!On - plataforma do Curta! disponível no NOW, da NET / Claro - e na TV paga através do canal Curta!. A primeira parte estreia nesta sexta-feira, 16 de abril, e a segunda vai ao ar na sexta-feira seguinte, dia 23.

O filme traz uma nova perspectiva da história: dessa vez, ela é contada por quem teve um papel-chave ao longo do processo revolucionário e suas decorrências. Os entrevistados foram dirigentes, membros dos serviços de inteligência, diplomatas cubanos, norte-americanos e russos; e, reunidos, revelam os bastidores do governo de Fidel Castro.

Além dos depoimentos, o documentário – dividido em duas partes – exibe um vasto acervo de imagens históricas. Estão ali entrevistas, pronunciamentos, cenas de Castro e seus aliados, além de registros dos conflitos e do cotidiano dos moradores da ilha.

A primeira parte do filme, dirigida por Mick Gold, fala da própria revolução, que se inicia na famosa batalha de Sierra Maestra — quando Che Guevara, Fidel Castro e demais guerrilheiros tomam o poder, em 1959. Em seguida, aborda os primeiros desdobramentos; entre eles, a instabilidade política e econômica que se seguiu à reação dos Estados Unidos e a resistência cubana às tentativas de invasão por parte daquele país.

O longa revela detalhes das negociações que trouxeram e retiraram – após a derrocada do bloco socialista – o respaldo soviético à ilha, tratado como uma forte interferência das potências orientais no Ocidente, em plena Guerra Fria. Também mostra o impacto e a influência cubana em outros países, como a Argélia, inspirando revoluções e guerrilhas. “Cuba, com apenas 110 mil km², se comporta quase como uma grande potência”, conta Oleg Darusenkov, diplomata russo, um dos entrevistados do filme.

Na segunda parte, o espectador se encontra com a realidade de Cuba após a Guerra Fria, marcada pelo fim do apoio soviético e, ainda, pelo embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos. Cuba, agora, é uma ilha mais desenvolvida que as vizinhas, mas que enfrenta centenas de desafios. 
Anderson Ramos

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