Série apresenta reflexões de 12 críticos de cinema brasileiros

Divulgação Curta!

A sétima arte é posta em observação por 12 grandes nomes da crítica de cinema brasileira: Luiz Zanin, Heitor Augusto, Ângela Prysthon, João Batista, Luiz Joaquim, Ernesto Barros, Celso Marconi, Marcelo Lyra, Marcelo Ikeda, Alexandre Figueirôa, Carol Almeida e José Geraldo Couto. A experiência e as reflexões de cada um deles dá o tom dos episódios da série ''Palavra Crítica'', que chega ao canal Curta!. A produção é da Opara Filmes, com direção de Thiago Leitão

As discussões de cada episódio vão além da análise individual de cada um dos críticos, e perpassam por temas como a importância da arte, representatividade, as relações dos filmes com áreas de estudo como filosofia e sociologia, estética, história, entre muitos outros assuntos que se conectam ao cinema. Assim, com tamanha riqueza temática, os episódios vão se configurando em uma espécie de mosaico de pontos de vista que, integrados, formam uma análise bastante completa.

O primeiro episódio traz o crítico Luiz Zanin, que trabalha para o jornal “O Estado de São Paulo”, há 30 anos. Ele começa falando de sua própria relação com a sétima arte: “O cinema, para mim, é um posto de observação avançada do mundo, que me abriu muitas janelas para outras culturas, para outras pessoas diferentes de mim, para outras épocas históricas que eu nunca vivi”, comenta o jornalista. Zanin reflete, ainda, sobre seus próprios métodos de desenvolvimento de uma análise crítica, que – segundo ele – são afetados por sua bagagem cultural e por suas vivências anteriores. A estreia é na Quarta do Cinema, 23 de junho, às 22h.

A história do Gulag, o sistema de campos de trabalho forçado da URSS, é dissecada em documentário

O horror por trás do Gulag, um sistema de campos de trabalhos forçados dentro da antiga União Soviética, dedicados a aprisionar e a punir todos os que fossem considerados ameaças para o regime, é contado no documentário “Gulag, a história dos campos de concentração soviéticos”, na programação do Curta!. Dirigido por Patrick Rotman, Nicolas Werth e François Aymé, o filme é uma produção da ARTE France e Kuiv-Michel Rotman, dividida em dois episódios, que se baseia em imagens históricas e em depoimentos de ex-prisioneiros, recolhidos entre 1988 e 2014.

Segundo o documentário, um em cada seis adultos soviéticos foi levado ao Gulag. Eram inimigos do regime, anarquistas, criminosos comuns, religiosos, prisioneiros de guerra — sobretudo com o avanço das tropas soviéticas e com a conquista de territórios durante a Segunda Guerra Mundial — e até cidadãos repatriados. Apenas depois da morte de Stalin, o fim do Gulag passa a ser uma realidade, principalmente após a revogação do artigo do código penal soviético, em 1958, que legitimava prisões políticas em massa. A exibição é na Sexta da Sociedade, 25 de junho, às 23h.

Segunda da Música (MPB, Jazz, Soul, R&B) – 21/06

22h30 – “Continuação” (Documentário)

A intimidade da criação do compositor brasileiro Lenine. As incertezas que a era dos downloads e do vinil trouxe para seu trabalho. A reunião de três gerações em torno de sua música. Um documentário sobre olhares, encontros, criação e tecnologia a serviço da paixão pela arte. Direção: Rodrigo Pinto. Duração: 71 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 22 de junho, terça-feira, às 02h30 e 16h30; 23 de junho, quarta-feira, às 10h30; 26 de junho, sábado, às 22h40; 27 de junho, domingo, às 14h20.

Terça das Artes - 22/06

23h – ''As Aventuras da Arte Moderna'' (Série) – Ep. ''Paris, Capital do Mundo''

Ao sair do hospital, o poeta Guillaume Apollinaire descobre como é a vida em Paris durante a guerra. Em Montparnasse, artistas estrangeiros estão morrendo de fome. Soutine, o mais pobre entre os artistas russos, torna-se amigo de Modigliani. Em 1917, Apollinaire encena a sua peça "Les Mamelles de Tirésias" usando o subtítulo "drama surrealista". Nasce assim a palavra “surrealista”, moeda comum nos círculos de arte de todo o mundo. Um ano mais tarde, Apollinaire sucumbe à gripe espanhola e Modigliani morre em 24 de janeiro de 1920. O seu funeral, com a participação de todos os artistas de Montparnasse, dita o fim da era boêmia. Direção: Amélie Harrault e Pauline Gaillard. Duração: 52 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 23 de junho, quarta-feira, às 03h e às 17h; 24 de junho, quinta-feira, às 11h; 27 de junho, domingo, às 15h40;

Quarta de Cinema (Filmes e Documentários de Metacinema) – 23/06

22h – "Palavra Crítica'' (Série) – Ep. ''Luiz Zanin''

Luiz Zanin fala sobre sua relação com as salas de cinema, compartilha suas visões de mundo e conta sobre os aprendizados que a arte pode trazer para as nossas vidas. Segundo ele, para escrever uma boa crítica, é preciso utilizar toda a sua bagagem cultural anterior, livros que você leu, filmes que você viu e, claro, as experiências de vida que você teve.  Diretor: Tiago Leitão. Duração: 27 min. Classificação: Livre. Horários Alternativos: 24 de junho, quinta-feira, às 02h e 16h; 25 de junho, sexta-feira, às 10h; 26 de junho, sábado, às 21h10; 27 de junho, domingo, 10h.

Quinta do Pensamento (Literatura, Filosofia, Psicologia, Antropologia) – 24/06

20h30 - ''Incertezas Críticas'' (Série) – Ep. ''Jonathan Crary''

Jonathan Crary é professor da Columbia University, em Nova York. Autor de diversos estudos, ele explica como, hoje, a economia exige que trabalhemos 24 horas por dia, 7 dias por semana. Jonathan Crary discorre ainda sobre o sonho americano, as origens históricas do poder destrutivo da economia atual e a internet. Diretor: Daniel Augusto. Duração: 26 min. Classificação: Livre. Horários Alternativos: 25 de junho, sexta-feira, às 0h30 e às 14h30; 28 de junho, segunda-feira, às 08h30.

Sexta da Sociedade (História Política, Sociologia e Meio Ambiente) – 25/06

23h – ''Gulag, a história dos campos de concentração soviéticos'' — “Parte 1: Origens e proliferação 1918-1938” (Documentário, dividido em dois capítulos)

Poucos meses depois da Revolução de Outubro, os bolcheviques criaram os primeiros campos de concentração para se livrar dos oponentes políticos e reeducar os chamados elementos antissociais por meio do trabalho. O primeiro experimento em grande escala foi o das Ilhas Solovki. Milhares de prisioneiros foram escravizados lá, em condições desumanas. Após a morte de Lênin, em 1922, Stalin tomou o poder e decretou a industrialização do país por meio de marchas forçadas e a coletivização da terra, o que desencadeou uma fome mortal. A GPU, polícia política do Partido Comunista, enviou centenas de milhares de russos aos campos para participar da construção do socialismo. O número de detidos no Gulag ultrapassou a marca de um milhão, em 1935. As execuções em massa e as prisões arbitrárias se aceleraram. Em janeiro de 1939, dois milhões de prisioneiros trabalhavam no Gulag. Diretores: François Aymé, Nicolas Werth e Patrick Rotman. Duração: 52 min. Classificação: 12 anos. Horários alternativos: 26 de junho, sábado, às 03h e às 13h30; 27 de junho, domingo, às 20h30; 28 de junho, segunda-feira, às 17h; 29 de junho, terça-feira, às 11h.

Sábado – 26/06

15h30 – ''Glauber, Claro'' (Documentário)

“Glauber, Claro” retraça, quase meio século depois, os passos do cineasta Glauber Rocha em Roma, na Itália, onde ele esteve exilado na década de 1970. Esse mosaico é formado por testemunhos de seus amigos e colaboradores e de visitas às locações romanas de seu penúltimo longa-metragem, “Claro” (1975). O documentário investiga a experiência de Glauber e de toda uma geração de artistas na Itália dos anos 70, abordando temas como os bastidores de “Claro” e a sua relevância histórica, o cinema underground, o Neorrealismo, o Cinema Novo e a militância política nas artes. O resultado é um inevitável paralelo entre a Itália do século XX e do mundo de hoje, entre a utopia dos anos setenta e a distopia atual. Diretor: César Meneghetti. Duração: 80 min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 27 de junho, domingo, às 22h30. 

Domingo – 27/06

21h30 – ''A Revolução da Escola 1918 -1939'' (Documentário)

Depois da Primeira Guerra Mundial, pensadores como Maria Montessori, Célestin Freinet, Ovide Decroly e Alexander S. Neill estavam promovendo uma revolução na educação, buscando formas de ensino centralizadas nas crianças. A ascensão do fascismo, porém, arrebatou suas iniciativas, afetando até hoje o método usado pelas escolas. Diretores: Joanna Grudzinska. Duração: 52 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 28 de junho, segunda-feira, às 10h50.
Anderson Ramos

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