Tom Zé no Persona: ''Eu compreendi que o ritmo era uma das minhas especializações que eu deveria seguir''

Divulgação Julia Rugai/TV Cultura

O Persona deste domingo (31/10), recebe o cantor, compositor e arranjador Tom Zé. Com suas canções inquietas e suas performances desnorteantes, no programa, o artista ultrapassa o lugar comum, bagunça o estabelecido e relembra sua vida e carreira. Apresentado por Atilio Bari e Chris Maksud, vai ao ar às 21h, na TV Cultura.

Nascido em Irará, na Bahia, Tom Zé abre a edição contando de um momento marcante em sua infância, quando um de seus professores contou aos alunos do fim da 2ª Guerra Mundial. "A Guerra era uma coisa que metia tanto medo a mim, porque o medo foi uma coisa muito presente na minha vida de infância, o medo era uma coisa que andava do meu lado, de braço dado. Esse dia foi o dia mais feliz da minha vida, porque a guerra envolvia muito tipo de medo", diz.

O artista também relembra início de sua busca pela carreira artística. "Em minha família, eu era um delinquente. Foi muito difícil eu passar da situação de delinquente para a situação de pessoa que podia ter um caminho", diz. E sobre os primeiros momentos em que se viu amigo do ritmo, Tom Zé volta aos tempos de escola, quando, assustado, respondeu a uma professora o conceito de ilha, em uma trama de palavras rimadas: "Eu compreendi que o ritmo era uma das minhas especializações que eu deveria seguir".

Sobre seus projetos, Tom Zé conta: "O começo é assim, você não é nada. Você tem que ser nada, senão você não consegue ser alguma coisa. Você tem que esgotar tudo. Aí a primeira frase que você escreve, você põe ela em dúvida ou ela lhe põe no lugar ou ela lhe dá um montante de foguete. Isso tem sido, através dos meus discos, o método".

O cantor e compositor ainda finaliza: "Então, quando você tem uma ideia e dá ela, ela passa, espalha, muita gente até faz coisa parecida e você larga ela, abandona ela. Então, o único segredo é fazer alguma coisa, é dizer: ‘eu vou fazer isso’ e aí mostrar na hora que está pronta. Porque senão, não faz".

O programa ainda conta com depoimentos de Djalma Côrrea, Jards Macalé, Pietro Scaramuzzo, Fernanda Takai, Gereba, Neto e Paulo Pederneiras.
Anderson Ramos

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