Especial do Dia dos Direitos Humanos tem Martin Luther King, Araguaia e Sobral Pinto

Divulgação Canal Curta!

Na data em que o mundo celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Curta! apresenta uma programação especial com três produções que abordam as vidas de pessoas que tiveram direitos negados ou lutaram para conquistá-los. Serão exibidos, em sequência, os filmes “Martin Luther King: Um Homem Marcado”, “Soldados do Araguaia” e “Sobral – O Homem Que Não Tinha Preço”.

Em “Martin Luther King – Um Homem Marcado”, dirigido por Edward Cotterill, o ativista norte-americano e vencedor do Nobel da Paz de 1964 tem sua trajetória narrada através dos depoimentos de jornalistas e integrantes do movimento negro, além de imagens de arquivo da época. Luther King pregava a não-violência e o amor ao próximo, valores eternizados no discurso “Eu tenho um sonho”, proferido durante a Marcha sobre Washington, em 1963. Sua filosofia, no entanto, não era confundida com passividade, já que ele também liderou manifestações e boicotes, além de ter organizado grupos e conferências que discutiam, sobretudo, as questões raciais. Foi duramente perseguido pelo FBI até o fim da vida, em 4 de abril de 1968, quando foi assassinado.

Em “Soldados do Araguaia”, o diretor Belisario Franca conta a história de um grupo de militantes comunistas que se mobilizou, às margens do Rio Araguaia, para tentar construir uma revolução a partir do campo, aos moldes de Cuba e da China. O contexto era o de um regime militar em seu momento mais rígido, entre as décadas de 1960 e 1970. Para impedir os planos dos guerrilheiros, o Exército Brasileiro enviou tropas para o local, culminando em uma das passagens mais sangrentas da história brasileira: a Guerrilha do Araguaia. As memórias de alguns desses militares, marginalizados pela historiografia oficial e pelo próprio Exército, vêm à tona no documentário.

Em “Sobral – O Homem Que Não Tinha Preço”, é relembrada a trajetória do jurista Heráclito Sobral Pinto, que ganhou visibilidade ao defender a democracia durante a ditadura militar. O longa-metragem é dirigido pela neta do jurista, a cineasta Paula Fiuza, e traz uma série de depoimentos de advogados e historiadores, além de imagens de arquivo que ressaltam a importância do trabalho de Sobral na defesa da justiça e dos direitos humanos. Um dos depoimentos do filme é de Anita Leocádia Prestes, filha dos militantes comunistas Luiz Carlos Prestes e Olga Benário. A exibição dos três filmes é na Sexta da Sociedade, 10 de dezembro, a partir das 20h.

NEOJIBÁ, grupo formado por orquestras juvenis da Bahia,
é tema de filme

Criados em 2007, os Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, conhecidos pela sigla NEOJIBÁ, configuram uma importante iniciativa de inclusão social através da música. Em 2020, 13 anos após a sua criação, o projeto se torna tema de um documentário dirigido por Sergio Machado e George Walker Torres.

O longa, intitulado “NEOJIBÁ — Música Que Transforma”, mostra os resultados desse projeto social, que oferece formação musical a jovens baianos em situação de vulnerabilidade social. A narrativa acompanha, em ensaios e em situações da vida privada, os integrantes da Orquestra Juvenil da Bahia, principal conjunto surgido dentro do NEOJIBÁ. O filme revela as dificuldades, mas também as conquistas desses jovens músicos, além das mudanças que a prática instrumental promove em suas vidas, famílias e comunidades. A exibição é na Segunda da Música, 6 de dezembro, às 21h.

Segunda da Música (MPB, Jazz, Soul, R&B) – 06/12

21h – “NEOJIBÁ — Música Que Transforma” (Documentário)

O documentário apresenta a trajetória do NEOJIBÁ — Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, um dos mais bem-sucedidos projetos de inclusão social do Brasil. Sua principal formação, a Orquestra Juvenil da Bahia, formada por jovens baianos em situação de vulnerabilidade social, é reconhecida internacionalmente. O filme revela as dificuldades e conquistas dos jovens músicos, as mudanças que a prática instrumental promove em suas vidas e como isso impacta suas famílias e comunidades. O filme também apresenta concertos da Orquestra Juvenil da Bahia regidos pelo maestro Ricardo Castro com a participação de grandes nomes da música clássica, como a pianista Martha Argerich, a violinista Midori e o percussionista Colin Currie. Duração: 80 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 07 de dezembro, terça-feira, às 01h e às 15h; 08 de dezembro, quarta-feira, às 12h; 11 de dezembro, sábado, às 22h30.

Terça das Artes – 07/12

22h - “Artistas Plásticos Brasileiros” (Série) – Episódio: “Tarsila do Amaral - As Cores do Brasil”

A vida e a obra da pintora modernista Tarsila do Amaral são temas deste episódio da série “Artistas Plásticos Brasileiros”. Por estar estudando na Europa, em 1922, ela não participou da Semana de Arte Moderna, em São Paulo. Porém, na volta ao Brasil, juntou-se aos modernistas Anita Malfatti, Mario de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade, com quem se casou. Suas pinturas inspiraram os movimentos “Pau Brasil” e “Antropofágico”, com temas, formas e cores tiradas das memórias de sua infância, nas fazendas de café do interior de São Paulo.  Direção: Adriana Miranda e Rozane Braga. Duração: 52 min. Classificação: Livre. Horários Alternativos: 08 de dezembro, quarta-feira, às 2h e 16h; 09 de dezembro, quinta-feira, às 10h; 12 de dezembro, domingo, às 16h45.

Quarta de Cinema (Filmes e Documentários de Metacinema) – 08/12

20h – “Cineastas” (Série) - Episódio: “Beto Brant”

O cineasta Beto Brant conta como o cinema, para ele, é um “pretexto” para conhecer pessoas e lugares, ao lado de companheiros de longa data, como Marçal Aquino, Renato Ciasca e Bianca Vilar. O sucesso de seus filmes, como “O Invasor”, é relatado em depoimentos de atores como Paulo Miklos e Marco Ricca. Diretor: Hermes Leal. Duração: 45min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 09 de dezembro, quinta-feira, às 0h e às 14h; 10 de dezembro, sexta-feira, às 08h; 12 de dezembro, domingo, às 07h05.

Quinta do Pensamento (Literatura, Filosofia, Psicologia, Antropologia) – 09/12

21h – ''Incertezas Críticas'' (Série) – Episódio: ''Alain Touraine''

O francês Alain Touraine é um dos mais importantes sociólogos vivos. É conhecido por seus textos sobre sociologia do trabalho e seus estudos sobre movimentos e lutas sociais, na chamada “sociedade pós-industrial”, termo que ele próprio cunhou. Neste episódio da série “Incertezas Críticas”, ele fala dos efeitos de longo prazo da crise financeira de 2008. Direção: Daniel Augusto. Duração: 26 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 10 de dezembro, sexta-feira, às 01h e às 15h; 11 de dezembro, sábado, às 10h35; 12 de dezembro, às 01h30.

Sexta da Sociedade – 10/12 – ESPECIAL DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS

20h – “Martin Luther King: Um Homem Marcado” (Documentário)

Martin Luther King Jr. impulsionou mudanças nos Estados Unidos em face a uma amarga oposição. Foi um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros no mundo, com um discurso de não-violência e de amor ao próximo. King foi submetido a uma feroz campanha de intimidação pelo FBI de J. Edgar Hoover, tão extrema que gerou suspeitas de envolvimento do governo no seu assassinato.  Diretor: Edward Cotterill. Duração: 60min. Classificação: 12 anos. Horários alternativos: 11 de dezembro, sábado, às 0h e às 12h50; 12 de dezembro, domingo, às 12h50; 13 de dezembro, segunda-feira, às 14h; 14 de dezembro, terça-feira, às 08h.

21h - “Soldados do Araguaia” (Documentário)

O documentário dá voz às memórias e traumas de recrutas de baixa patente do Exército Brasileiro que combateram na sangrenta e nebulosa Guerrilha do Araguaia. Marginalizados pela historiografia oficial e pelo próprio Exército, por suas denúncias contra a corporação, esses personagens encontram, aqui, uma oportunidade inédita de compartilhar sua versão dos fatos. Da convocação junto às comunidades ribeirinhas e rurais até a dispensa após o extermínio da guerrilha comunista, os relatos dos ex-soldados compõem uma narrativa em que recrutas e guerrilheiros se confundem debaixo da opressão militar. Mesmo aqueles que foram capazes de superar o alcoolismo, o desejo de suicídio e inúmeras manifestações de estresse pós-traumático, precisam lutar até hoje para superar os episódios de abuso e violência que sofreram e testemunharam. Diretor: Belisario Franca. Duração: 72min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 11 de dezembro, sábado, à 1h; 12 de dezembro, domingo, às 19h30; 13 de dezembro, segunda-feira, às 15h.

22h30 – “Sobral – O Homem Que Não Tinha Preço” (Documentário)

O documentário relembra a trajetória do jurista Heráclito Sobral Pinto, que ganhou visibilidade ao defender a democracia durante a ditadura militar. O longa-metragem é dirigido pela neta do jurista, a cineasta Paula Fiuza, e traz uma série de depoimentos de advogados e historiadores, além de imagens de arquivo que revelam o advogado e ressaltam a importância de seu trabalho na defesa da justiça e dos direitos humanos. Um dos depoimentos do filme é de Anita Leocádia Prestes, filha dos militantes comunistas Luiz Carlos Prestes e Olga Benário. Direção: Paula Fiuza. Duração: 90 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 11 de dezembro, sábado, às 02h30; 12 de dezembro, domingo, às 13h45; 13 de dezembro, segunda-feira, às 04h15 e às 16h30.

Sábado – 11/12

15h25 – "Gilberto Gil — Antologia Vol.1” (Documentário)

“Gilberto Gil — Antologia Vol.1”, sexto documentário realizado por Lula Buarque de Hollanda com o artista, apresenta obras compostas entre 1968 e 1987. Gil revela sua visão de mundo e potência criativa em expansão no início de carreira, num turbulento momento histórico brasileiro. O filme de montagem é construído a partir de vasta pesquisa de imagens de arquivo e revisita o contexto das músicas em conversa com o próprio criador.   Direção: Lula Buarque de Hollanda. Duração: 70min. Classificação: Livre.

Domingo – 12/12

20h50 – “Glauber o Filme, Labirinto do Brasil” (Documentário)

O documentário enfoca a vida e a morte de Glauber Rocha, o polêmico cineasta baiano que revolucionou o cinema, promovendo uma radical revisão na cultura brasileira. Depoimentos de quem acompanhou a sua trajetória e o seu pensamento explodem na tela, num filme-tributo à memória de um artista que idealizava um cinema independente e libertário. Diretor: Silvio Tendler. Duração: 98 min. Classificação: 12 anos. Horários alternativos: 26 de agosto, quinta-feira, às 0h e 14h; dia 27 de agosto, sexta-feira, às 08h; dia 28 de agosto, sábado, 22h05.
Anderson Ramos

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