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'A Roda: Samba' reúne Teresa Cristina, Jorge Aragão, Moacyr Luz, entre outros, para homenagear gênero musical fundamental da cultura brasileira

Divulgação Globo

Trilha sonora obrigatória do mês de fevereiro, o samba não vai deixar de ecoar na tela da Globo por conta do adiamento dos desfiles na Marquês de Sapucaí. A partir do dia 19, em dois episódios, o programa 'A Roda: Samba' vai homenagear o mais brasileiro dos gêneros musicais. Com apresentação do jornalista Chico Regueira, a atração reúne personagens que representam o Rio de Janeiro para uma conversa entremeada por sambas clássicos. No primeiro episódio, direto da icônica Pedra do Sal, ‘A Roda’ recebe Teresa Cristina, Jorge Aragão, Moacyr Luz, Pretinho da Serrinha, Marquinhos de Oswaldo Cruz, a passista e geógrafa Rafaela Bastos, a musa das panelas Luiza Souza, o grupo Vou pro Sereno e o historiador Luiz Antonio Simas, que, ao lado de Nei Lopes, é consultor de conteúdo do programa. 
 
“Tratar de samba e de cultura africana, a partir do Rio de Janeiro, do Brasil, é uma forma  de olhar para quem nós somos e de onde viemos. A ideia do primeiro programa é contar os primórdios do samba, desde as famílias baianas que vieram para cá, os sambas desenvolvidos nos terreiros, na Pedra do Sal, na Praça Mauá, na região que hoje é conhecida como a Pequena África, além das outras pequenas Áfricas do Rio de Janeiro.  Vamos falar do samba nas suas origens mais ancestrais, na sua forma mais profunda”, explica Regueira. 
 
Letras de músicas como ‘A Batucada dos Nossos Tantãs’, ‘Coisa de Pele’ e ‘Identidade’ servem de gancho para o papo que levanta o contexto social em que elas foram compostas. E a conversa passeia por assuntos variados até chegar na interpretação de ‘O Quitandeiro’, e fazer uma justa reverência a Monarco, baluarte da Portela, que morreu em dezembro do ano passado. “Foi uma homenagem ao Monarco. Eu me senti na obrigação de fazer isso porque fiz a última entrevista dele, em setembro”, conta Chico, que subiu o som para se inspirar e fazer o programa: “Desenvolvemos esse roteiro ouvindo os clássicos e ‘A Roda’ é contada a partir de deles. Fala de desenvolvimento urbano, de preconceito de raça, de moradia, de liberdade, de reinvenção de cidade. É um grande passeio pelo mais fino repertório de samba brasileiro, com músicas que todo mundo sabe cantar e que fazem parte da vida da gente”. 
 
A ‘Roda: Samba’ terá ainda outra edição, que será exibida no dia 26 de fevereiro. Desta vez, no sábado de carnaval, o programa vai apontar como sambistas são importantes cronistas da cidade e o retrato social que suas canções fazem, além abordar a relação com as favelas e os subúrbios cariocas e ramificações, como o pagode e o funk. “Se tirar o samba da história do Rio de Janeiro, que história da cidade você vai contar? Acho que não conta... A história da culinária e da moda no Rio de Janeiro também estão muito ligadas ao samba. Não tem como estabelecer caminhos paralelos. É uma encruzilhada. A relação entre o samba e o Rio de Janeiro é umbilical, entranhada de cruzamentos e misturas, e forjada nas sabedorias africanas redefinidas aqui”, atesta Simas. 
 
Com apresentação de Chico Regueira, ‘A Roda: Samba’ vai ao ar aos sábados, dias 19 e 26 de fevereiro, para o Rio de Janeiro, após o ‘Jornal Hoje’. O programa também estará disponível no Globoplay, aberto a não assinantes, a partir do dia 19.

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