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A edição inédita do programa Ciência é Tudo aborda a importância dos museus do país neste sábado (5), às 9h30. A produção da TV Brasil traz matéria sobre corpos celestes, além de reportagem que analisa o lançamento do primeiro satélite privado 100% nacional. Apresenta, ainda, a cobertura de um evento sobre tecnologia e inovação no Rio de Janeiro.
Os museus brasileiros têm grande relevância e reúnem peças que se distinguem não só em território nacional como também no exterior em relação ao valor de seus itens para a humanidade. O programa mostra que é essencial realizar investimentos para preservar esse patrimônio.
O país reúne quase 4 mil espaços culturais dessa natureza com os mais variados enfoques. São museus que resgatam acervo histórico, guardam relíquias arqueológicas, apresentam obras artísticas e também valorizam a produção científica, entre tantos outros temas.
O Ciência é Tudo explica também uma curiosidade sobre a natureza dos diversos corpos espaciais que percorrem o Sistema Solar. A ideia é analisar fenômenos astronômicos para esclarecer as características que diferenciam as estruturas celestes de meteoros, meteoritos e meteoróides. A reportagem classifica essas rochas espaciais e destaca aspectos como dimensão e órbita desses objetos.
A série apresentada por Waldecir de Oliveira também faz um balanço da primeira edição do evento Rio Innovation Week, o mais completo encontro de tecnologia e inovação de toda a América Latina, realizado em janeiro, na Cidade Maravilhosa. A próxima ação dessa natureza está prevista para novembro.
A iniciativa busca estimular projetos que primam pelo empreendedorismo tecnológico. O evento pretende reunir interessados e preparar a sociedade para o futuro ao levar em conta os impactos da tecnologia na transformação dos negócios e do convívio entre as pessoas. O canal público dá visibilidade a essa interação.
Profissionais, investidores, executivos, empreendedores, universitários e leigos buscam compartilhar experiências e conhecimentos. O debate gera novas perspectivas e ajuda a projetar estratégias para encarar os desafios da humanidade.
Satélite nacional em órbita
O Ciência é Tudo revela o trabalho de quatro jovens cientistas que desenvolveram o primeiro satélite privado 100% brasileiro. Chamado de Pion-BR1, o satélite foi lançado na segunda semana do ano, a bordo do foguete Falcon 9, da empresa Space X, direto do centro espacial de Cabo Canaveral, na Flórida.
A proposta é que esse primeiro satélite em órbita, inteiramente produzido por uma startup nacional, atue como uma plataforma de testes e compartilhe dados com estudantes. As informações fornecidas pelo equipamento não ficarão restritas aos jovens pesquisadores.
Além de avaliar a capacidade de comunicação a longas distâncias, a finalidade principal do projeto é servir de experiência para proporcionar uma nova era para o setor espacial brasileiro. Assim, busca-se promover e fomentar o desenvolvimento da tecnologia nacional.
O Pion-BR1 vai receber e analisar dados de comunicação e checar subsistemas. Ainda controla a temperatura interna e externa, bem como a capacidade de bateria entre outros aspectos técnicos vinculados ao planejamento. Os dados podem subsidiar o aperfeiçoamento do sistema para aplicá-lo em soluções associadas ao monitoramento de sustentabilidade e segurança.
O satélite construído em apenas sete meses teve montagem em um laboratório na cidade de São Caetano do Sul, em São Paulo. A produção é considerada extremamente ágil para um dispositivo dessa natureza. O nome homenageia César Lattes, o físico brasileiro envolvido na descoberta da partícula subatômica píon.
Considerado um picossatélite, com apenas 125 centímetros cúbicos, o Pion-BR1 tem arestas de cerca de cinco centímetros. O dispositivo é englobado na categoria que contempla equipamentos de até um quilograma. Nesse critério, estão objetos em formato de cubo que cabem dentro do bolso. O nanossatélite brasileiro apresenta tamanho semelhante ao de um smartphone.
O pequeno satélite foi lançado a uma órbita de aproximadamente 520 quilômetros de altitude. O dispositivo foi projetado com a expectativa de circular o espaço por dois anos até a reentrada na atmosfera quando o equipamento deve se queimar durante a volta ao planeta Terra.