Ad Code

''Intestino: o caminho da prevenção'' no ''CNN Sinais Vitais''

Divulgação

O câncer colorretal, conhecido como câncer de intestino, é o tema do ''CNN Sinais Vitais'' desta quarta-feira, 23 de fevereiro, às 22h30. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2020 foram registrados 40 mil novos casos da doença no Brasil. O médico Roberto Kalil explica que esse tipo de câncer pode ser causado por fatores genéticos e má alimentação, como uma dieta pobre em legumes e verduras e rica em carne vermelha e álcool. As pessoas com Síndrome de Lynch, decorrente de uma alteração genética, correm mais riscos de desenvolver tumores no cólon e no reto.

Kalil entrevista a médica coloproctologista Angelita Habr-Gama, cirurgiã do aparelho digestivo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Ela criou o protocolo “Watch & Wait”, que significa “observar e esperar”, usado para tumores que podem desaparecer com tratamento e sem a necessidade de cirurgia. “Hoje em dia, com novas drogas de quimioterapia e com radioterapia muito mais desenvolvidas, nós podemos chegar até 60% de doentes que evitam uma cirurgia”, explica a médica. Angelita foi a primeira mulher residente de cirurgia do Hospital das Clínicas da capital paulista e se tornou uma referência na área. Ela afirma que o câncer de intestino “é camarada, desde que ele seja diagnosticado precocemente”.

Neste episódio, a equipe da CNN Brasil acompanhou uma cirurgia de câncer colorretal no Hospital Sírio-Libanês, com o médico Raul Cutait. Segundo ele, “no Brasil, o câncer colorretal é o segundo câncer que mais acomete mulheres, depois do câncer de mama, e também é o segundo em homem, após o câncer de próstata”. O programa também gravou uma cirurgia no Hospital A.C. Camargo, realizada pelo médico Samuel Aguiar, que mostra todos os passos do procedimento, com ajuda de robôs ultra modernos.

Participa ainda do “CNN Sinais Vitais”, a geneticista e doutora em oncologia, Maria Isabel Achatz. Ela fala sobre os casos genéticos de câncer e os exames disponíveis para detectar a doença. “Hoje nós sabemos que 10% de todos os casos de câncer colorretal podem ser hereditários. O grande avanço, em grande parte dos centros, é fazer um exame adicional chamado ‘imuno-histoquímica’, que se encontra um indício da hereditariedade”, explica a médica. Por isso é importante fazer o mapeamento genético familiar. “Onde a hereditariedade é encontrada, nós temos uma redução da mortalidade efetiva e você acaba com aquela sina de que a sentença de morte está decretada”, conclui Maria Isabel Achatz.

O programa CNN Sinais Vitais, com Dr. Roberto Kalil, vai ao ar às quartas-feiras, às 22h30.

Postar um comentário

0 Comentários

Ad Code