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Canal Curta! estreia a série "Inconveniências Históricas"

Divulgação Curta!

Muito se fala sobre as glórias pregressas de um país, mas a História também é repleta de acontecimentos dignos de vergonha, alguns deles esquecidos — ou mesmo omitidos de livros escolares. No Brasil não é diferente, com episódios de guerras, desrespeito aos direitos humanos, apropriação de mão de obra escravizada e outros crimes que merecem um olhar mais aprofundado. A série documental “Inconveniências Históricas”, que estreia exclusivamente no Curta!, revela esses capítulos sombrios da história do Brasil. 

Dirigida por Belisario Franca e conduzida pelo historiador Sidney Aguilar, a série se divide em dez episódios que vão traçando esse panorama “inconveniente” da historiografia nacional. O primeiro episódio começa com o momento mais cruel: a escravidão de indígenas e negros, período que durou cerca de 350 anos. Os fatos são narrados e analisados também pelos historiadores Pedro Puntoni, Sidney Chalhoub e Ynaê Lopes dos Santos, e pelo filósofo e escritor Ailton Krenak. Embora o assunto seja vastamente comentado, a série apresenta perspectivas menos conhecidas sobre esse horror. 

Os convidados traçam um cenário que começa em meados do século XVI, quando a escravidão predominante era a dos povos indígenas, e avança até o momento em que ela perde espaço, entre outros fatores, pelo fato de ser menos rentável do que o tráfico de africanos. O episódio mostra que, mesmo quando a escravidão passa a ser combatida também por brancos e abolida em diversas partes do mundo, a prática continua a existir nas Américas, legal ou ilegalmente, neste segundo caso, após as leis que proibiam o tráfico negreiro. “A maior operação de corrupção da história do país [Brasil] foi transportar ilegalmente 750 mil pessoas da África para alimentar a cafeicultura nesse período das décadas de 1830 e 1840 do século XIX”, afirma Sidney Chalhoub, professor do departamento de História da Universidade de Harvard.

Além da escravidão, a série trata de outros maus momentos de nosso passado. Entre eles, a saga de João Cândido na Revolta da Chibata, as ligações entre Getúlio Vargas e os países do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial, a opressão contra as mulheres já na República, entre outros.  Além dos convidados mencionados neste primeiro capítulo, também participam as historiadoras Mary Del Priore e Lilia Schwarcz, entre outros especialistas. 

“Inconveniências Históricas” é uma produção da Giros viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual. Após a estreia no canal, a série também estará em streaming através do Curta!On – Clube de Documentários, disponível no NOW – da NET / Claro – e no plano “Curta!On” do Tamanduá.TV. A estreia é na Sexta da Sociedade, 18 de março, às 23h30.

Curta! estreia especial “Gente de Teatro”, com produções sobre grandes nomes das artes cênicas do Brasil

Os maiores nomes do teatro brasileiro estão no especial “Gente de Teatro”, que vai ao ar no Curta! às terças-feiras, sempre às 21h, de 15 de março a 26 de abril. Trata-se de uma seleção de filmes e episódios de séries documentais sobre a vida e a obra de grandes profissionais que marcaram a história das nossas artes cênicas. 

A primeira atração do especial é o documentário “Evoé – Retrato de Um Antropófago”, que retrata José Celso Martinez Corrêa através de imagens deste século e outras provenientes do vasto acervo histórico do Grupo Oficina. Nas semanas seguintes, o especial “Gente de Teatro” terá como atrações os filmes “Mario Lago”, “Augusto Boal e o Teatro do Oprimido”, “Paulo Autran – O Senhor dos Palcos”, “Guarnieri” e “Sergio Britto – Mestre dos Palcos”, além do episódio sobre Bia Lessa da série “Onde Nascem as Ideias”. A exibição é na Terça das Artes, 15 de março, às 21h.

Segunda da Música (MPB, Jazz, Soul, R&B) – 14/03

22h35 – “Ney — À Flor da Pele” (Documentário)

"Ney — À Flor da Pele" é um documentário de longa-metragem centrado no impacto das performances de Ney Matogrosso na cultura brasileira, desde a segunda metade do século XX até a atualidade. Uma antologia audiovisual, toda composta por imagens de arquivo. Direção: Felipe Nepomuceno. Duração: 70 min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 15 de março, terça-feira, às 02h35 e 16h35; 16 de março, quarta-feira, às 10h35; 19 de março, sábado, às 14h35; 20 de março, domingo, às 22h35.

Terça das Artes (Visuais, Cênicas, Arquitetura e Design) – 15/03 – Especial “Gente de Teatro”

21h - “Evoé – Retrato de um Antropófago”

"Evoé" mistura depoimentos recentes e imagens históricas da carreira do diretor, ator e dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, do Teatro Oficina. A equipe do documentário embarca em quatro viagens a destinos fundamentais da trajetória de Zé Celso: o Sertão da Bahia, a Praia de Cururipe, em  Alagoas (onde o Bispo Sardinha foi devorado), as cidades de Epidaurus e Atenas, na Grécia, e o apartamento do dramaturgo em São Paulo. Com acesso livre ao infindável e sempre crescente arquivo de imagens e sons do Grupo Oficina, misturados com imagens contemporâneas, constrói-se aqui uma visão muito particular de uma das maiores personalidades das artes do Brasil de todos os tempos. Direção: Tadeu Jungle, Elaine Cesar. Duração: 104 min. Classificação: 16 anos. Horários alternativos: 16 de março, quarta-feira, às 1h e às 15h; 17 de março, quinta-feira, às 9h; 19 de março, sábado, às 21h45.

Quarta de Cinema (Filmes e Documentários de Metacinema) – 16/03

22h30 – “Banquete Coutinho” (Documentário)

“Banquete Coutinho” propõe olhar para os filmes de Eduardo Coutinho como uma grande obra indivisível. Teria um dos mestres do cinema brasileiro feito sempre o mesmo filme? A partir de um encontro filmado com o diretor em 2012 e vasto material de arquivo, o filme mantém acesas as inquietações do cineasta, falecido dois anos após a entrevista. Diretor: Josafá Veloso. Duração: 74 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 17 de março, quinta-feira, às 02h30 e 16h30; 18 de março, sexta-feira, às 10h30; 20 de março, domingo, às 20h.

Quinta do Pensamento (Literatura, Filosofia, Psicologia, Antropologia) – 17/03

21h30 – “Foucault Contra Ele Mesmo” (Documentário)

O filme destaca as múltiplas e contrastadas facetas da obra e da vida de Michael Foucault, desde sua chegada a Paris no final dos anos 1940, quando o jovem provinciano ingressa na École Normale Supérieure, até 1984, quando o pensador mundialmente conhecido morre bruscamente, vítima da AIDS. "Foucault contra ele mesmo" mostra como um dos maiores pensadores do século XX fez questão de nunca consolidar uma visão definitiva dele mesmo e de sua obra. Direção: François Caillat. Duração: 53 min. Classificação: 12 anos. Horários alternativos:  18 de março, sexta-feira, às 1h30 e às 15h30; 19 de março, domingo, às 13h30; 20 de março, domingo, às 21h35.

Sexta da Sociedade (História Política, Sociologia e Meio Ambiente) – 18/03

23h30 – “Inconveniências Históricas” – Episódio: “Escravidão S.A.”

A fragilidade das instituições é uma marca da História brasileira, mas uma instituição em particular funcionou no país por 300 anos de maneira plena e contínua: o escravismo. Por trás do mito romântico de um país formado por três raças, esconde-se a verdade inconveniente de que duas delas foram escravizadas pela terceira. A trajetória e os autores desse crime, o maior já cometido em solo brasileiro, é o que vamos investigar no primeiro episódio da série “Inconveniências Históricas”. Direção: Belisario Franca, Pedro Nóbrega Duração: 26 min. Classificação: 10 anos. Horários alternativos: 19 de março, sábado, às 3h30 e às 13h; 20 de março, domingo, às 18h; 21 de março, segunda-feira, às 17h30; 22 de março, terça-feira, às 11h30.

Sábado – 19/03

16h – “Éramos Todos Loucos” (Documentário)

Os realizadores da comédia “Vai trabalhar, vagabundo”, de 1973, reveem e comentam, 40 anos depois, o filme-manifesto mais oblíquo, suingado e debochado dentre vários que aquela geração produziu contra a falsa moral e bons costumes do autoritarismo vigente. “Vai trabalhar vagabundo” criou para os censores da época uma dificuldade ao se verem diante de uma expressão da alma carioca, encarnada no genial personagem Secundino Meireles, o Dino, eternizado na interpretação de Hugo Carvana. O ator, formado na chanchada, dirigiu um filme emblemático, que representou o renascimento da comédia carioca, como seus amigos contam nos depoimentos gravados para este documentário, realizado pelos filhos de Carvana. Diretor: Pedro Carvana e Rita Carvana. Diretores: Pedro Carvana e Rita Carvana Duração: 49 min. Classificação: 14 anos. 

Domingo – 20/03 

18h30 - “Cuba, a Revolução e o Mundo” – Parte 1 (Documentário)

Ao longo de 50 anos de relações internacionais, em que Cuba se volta sucessivamente para o Oriente e depois para o Ocidente, surge uma história pouco conhecida do século XX, uma história contada pela primeira vez por suas testemunhas diretas. O ano é 1959. Fidel Castro assume o poder. A ilha, localizada a apenas alguns quilômetros da costa americana, torna-se um ponto estratégico da Guerra Fria. Entre a hostilidade dos Estados Unidos e o apoio, por vezes amplo, da União Soviética, Cuba se recusa a ser um mero peão nesse xadrez político e toma frente ao lado de movimentos de libertação ao redor do mundo, na Argélia, na Bolívia e em Angola, construindo seu próprio caminho na cena internacional. Diretora: Mick Gold. Duração: 59 min. Classificação: 14 anos. 

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