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Diretora da Humans Right Watch no Brasil fala sobre a guerra no ''CNN Nosso Mundo''

Divulgação

A diretora da Humans Right Watch no Brasil, Maria Laura Canineu, fala da guerra da Ucrânia, no quarto episódio da série especial de entrevistas do ''CNN Nosso Mundo'' deste sábado, 14  de março (12h).  

O debate com  Luciana Barreto, Rita Wu, Thais Herédia e Lia Bock  é  sobre os direitos humanos em zonas de guerra. Maria Laura fala da importância dos corredores humanitários, zonas desmilitarizadas temporárias para a passagem segura de ajuda às vítimas da guerra. Ela alerta para os abusos que vêm ocorrendo. “Ataques em guerra devem ser direcionados a estratégias militares, com intuitos de militares.  O que a gente vê no conflito na Ucrânia é que as partes têm extrapolado”, afirma.  A advogada denuncia a ação criminosa da Rússia contra os ucranianos: “Estamos presenciando a Rússia usar as bombas de fragmentação com grande impacto na sociedade civil, o que configura um crime de guerra.”  Entre os exemplos desses crimes, o episódio analisa o bombardeio que atingiu a ala infantil e a maternidade de um complexo hospitalar na cidade de Mariupol. 

Outro tema abordado é a situação das mulheres, vulneráveis a crimes como violência sexual. “O estupro é usado como uma arma de guerra porque ele desmobiliza a população como um todo, mas principalmente as mulheres,” relata Maria Laura.

O cenário desesperador, que aponta como única saída para a população a fuga do país, colocou em evidência outro problema: a discriminação. “O que a gente tem visto é um tratamento discriminatório com pessoas que têm saído da Ucrânia, com relação a nacionalidade e raça. Os pesquisadores têm encontrado, na prática, uma maior demora para estrangeiros não ucranianos entrarem nos ônibus, para realizar passagens seguras e uma diferenciação nas fronteiras”, comenta a entrevistada.

Quem é Maria Laura Canineu

Maria Laura Canineu é advogada, mestre em direito internacional ao desenvolvimento e direitos humanos, graduada pela Universidade de Warwick (Reino Unido) e pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Desde 2013, é diretora da Human Rights Watch Brasil na Divisão das Américas. Ela já coordenou equipe de advogados públicos em projetos na área social e de direitos humanos, com atuação em direitos das crianças, mulheres,  trabalhadores, LGBTs e povos indígenas, bem como em questões de saúde e educação públicas.  Maria Laura Canineu trabalhou, ainda, com fortalecimento institucional de OSCs (Organizações da Sociedade Civil)  de direitos humanos em São Paulo e monitorou, na Índia, a situação dos direitos humanos e da segurança pública.

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