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'Profissão Repórter' desta terça-feira, homens e mulheres relatam as dificuldades de entrar no mercado formal de trabalho

Divulgação Globo

A prostituição é o meio de sobrevivência de 90% das mulheres trans no Brasil, segundo estimativa da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA). Para mostrar a realidade dessas pessoas, o 'Profissão Repórter' desta terça-feira, dia 15, foi a Uberlândia, maior cidade do triângulo mineiro, acompanhar uma força tarefa de promotores e auditores do Ministério Público do Trabalho que investiga a exploração sexual, as ameaças e as condições de trabalho em pensões e casas noturnas. O jornalista Caco Barcellos ouviu mulheres trans e travestis que falaram sobre a dificuldade de sair da prostituição e entrar no mercado formal de trabalho.  
 
 No município de Salto, interior de São Paulo, o repórter Guilherme Belarmino reencontrou a atriz Samantha Lima, uma mulher trans de 32 anos. Em 2019, ela participou de um episódio do ‘Profissão Repórter’ sobre a comunidade LGBTQIA+ e falou sobre a falta de oportunidades por causa do preconceito. Na época, a reportagem a acompanhou ensaiando uma peça de teatro sobre discriminação e procurando trabalho, sem sucesso. No programa desta terça, Samantha conta que, apesar da boa repercussão da matéria, precisou recorrer mais uma vez à prostituição para sobreviver. De lá para cá, ela teve duas experiências profissionais com carteira assinada, em uma empresa de telemarketing e em um supermercado, mas as duas terminaram pelo mesmo motivo: com a saída dela depois de denunciar transfobia dos funcionários. A equipe acompanhou suas novas tentativas de voltar ao mercado de trabalho como atriz e como garçonete em um bar que acolhe bem pessoas trans. 
 
 Já as repórteres Sara Pavani e Milena Rocha acompanharam a rotina de pessoas que fazem parte do primeiro curso de “Eletricistas Trans e Não Binários”, realizado pela empresa Energias de Portugal (EDP), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o SENAI.  Gil Augusto tem 41 anos e é uma das 12 pessoas que participam do curso. Ele acorda de madrugada para fazer café e levar para os colegas de turma. Enfrenta uma jornada de três conduções na Grande São Paulo para ter aulas de formação para eletricista, uma oportunidade de ter um trabalho formal. “Eu não vejo a hora de subir em postes, montar escadas e ter minha rotina de trabalho”, conta Gil em entrevista ao programa. 
 
 Além das aulas práticas, os alunos recebem orientações para os seus projetos de vida com a professora do curso, Maitê Schneider. Ela também é fundadora da plataforma TransEmpregos, rede que faz a inserção de pessoas trans no mercado de trabalho. Foi através da plataforma que a reportagem conheceu a gestora administrativa de uma clínica médica, Renata Paiva. Renata está na sua segunda oportunidade profissional oferecida pela plataforma. “Me sinto feliz e realizada. O que espero é que mais pessoas trans possam ocupar outros espaços”, afirma.  
 
 O ‘Profissão Repórter’ desta terça-feira começa logo após o ‘Big Brother Brasil’.

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