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Segunda temporada do Mistura Paulista começa com rolês pela Mooca e pelo Jabaquara

Divulgação Mauricio Fidalgo/Globo

Com o mote ‘Tem muita São Paulo para São Paulo conhecer’, o 'Mistura Paulista' ganha uma segunda temporada, com seis episódios, a partir do próximo sábado, 21 de maio. Apresentado por Denise Thomaz Bastos e Luiza Vaz e exibido apenas para São Paulo, o programa visita na estreia dois bairros tradicionais da cidade: Mooca e Jabaquara. “Assim como na primeira  temporada, o público pode esperar lugares inusitados e histórias das pessoas que moram naquele local”, conta Denise, ao lado de Luiza, que faz coro: “Surpresas, histórias inspiradoras, gente que faz acontecer e ama a cidade, descobertas numa tarde de sábado leve e divertida com a gente pelas ruas da capital. Já pensou em pescar sem sair de São Paulo? Ou aprender um esporte novo, que é popular no Japão, mas ganhou espaço de verdade aqui em São Paulo? A vontade das pessoas em fazer coisas bacanas, em oferecer o melhor para o bairro em que vivem, para a cidade. É um privilégio poder contar para mais gente”.
 
E logo no primeiro episódio, Denise Thomaz Bastos ganha uma aula do senhor Ângelo Eduardo Agarelli, um autêntico mooquense e criador do Portal da Mooca. “Temos hino próprio, bandeira própria (...) Mooca é Mooca, o resto é bairro. A Mooca não é um bairro, é principado. Aqui é considerado um principado ou a República da Mooca”, valoriza Ângelo que, antes mesmo de ter uma certidão de nascimento, ganhou a carteirinha de sócio do Juventus, clube fundado no local. Além de visitar o estádio do time, Ângelo levou Denise para provar o canolli, doce originário da Sicília, na Itália, cujos imigrantes povoaram o bairro e criaram uma verdadeira rota da iguaria por lá. “Se você for na Mooca e não comer um canolli, é uma ofensa grave”, avisa Angelo, sobre o doce que, originalmente, era recheado com queijo e depois ganhou recheios dos mais variados sabores. 
 
Ainda na Mooca, Denise conhece o Casarão do Vinil, com um acervo de mais de 600 mil discos, onde o dono, Jorge Diniz Dias, engenheiro de implosão, também guarda como relíquia o detonador que colocou fim ao Complexo Prisional do Carandiru. A conversa é boa, mas abre o apetite da equipe que segue para a restaurante famoso por fazer a pizza quadrada e de metro na Mooca. Além de ser decorado com mais de 500 itens antigos, o prédio, que carrega muita história, chegou a ser metralhado na Revolta Paulista de 1924, e até os anos 1980, abrigava um colégio de freiras. 

Divulgação Globo

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Da Zona Leste para a Zona Sul de São Paulo, Luiza Vaz vai explorar o Jabaquara, onde conhece a primeira academia de escalada do Brasil. No local, praticantes experientes e iniciantes se deparam com paredes gigantes adaptadas para a prática do esporte.  Por lá, quando a fome bate, Luiza conhece a rotisserie que é o point das famílias do Jabaquara aos fim de semana, na hora do almoço. No local, os irmãos Luis e Eduardo chegam a vender por semana mais de mil quilos de tulipinhas, que nada mais são que asas de frango. E a jornalista descobriu que a razão do sucesso delas está no tempero oriental que elas recebem, feito à base de shoyu, gengibre e sal. 
 
De volta à Mooca, Denise comprova que nem só de imigrantes italianos vive o bairro  ao conhecer a Sociedade dos Amigos da Dalmácia (SADA). A região recebeu imigrantes de todo o Leste Europeu, e o ponto de encontro da comunidade croata na Mooca é nesse clube, que promove eventos abertos ao público  com comida típica, além de sediar o Dalmácia Futmesa, o torneio de futebol de botão. Outra iniciativa do bairro indicada pelo programa é o Projeto Mooca Solidária, que reúne e distribui doações de comidas, alimentos, roupas, brinquedos e até itens hospitalares para população em situação de rua ou de baixa renda.  “Na Mooca, descobri a capital do vinil, conheci sabores incríveis e vi muita solidariedade”, comenta Denise.  
 
Já no Jabaquara, Luiza conhece o gueitebol, ou "gatebol", esporte nascido no Japão em 1947, cujo único estádio exclusivamente dedicado à pratica dele no mundo fica localizado no bairro. A tradição de caldeirão de povos e diferentes saberes da capital paulista é ratificada na visita que ela faz ao Centro de Culturas Negras do bairro, que abriga o Sítio da Ressaca, lugar para onde os negros escravizados que fugiam dos donos e viam passar a noite para depois descer pra o litoral. No espaço, ocorrem atividades de vários tipos, todas de graça, atualmente são oficinas de samba-rock, capoeira, maracatu, dança Afro, entre outros. Por lá, Luiza aceitou o desafio de fazer com o professor Nando Sagatiba, uma das aulas gratuitas, oferecidas às sextas-feiras, das 19h30 às 21h, antes do baile de samba rock, que acontece no local. “Logo que a primeira temporada foi ao ar a gente percebeu que a cidade tem vontade de se ver na beleza, nas surpresas, que tem vontade de conhecer cantinhos ainda não conhecidos. A galera curtiu. E é muito legal trazer algo que ofereça leveza e alegria para as pessoas”, celebra ela, que, junto de Denise, convida: “Vem se se misturar com a gente!” .
 
A segunda temporada do ‘Mistura Paulista’ vai ao ar nas tardes de sábado, a partir do dia 21 de maio, após o ‘Jornal Hoje’, só para São Paulo.

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