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Ary Fontoura comenta chegada de 'Amor com Amor se Paga' ao Globoplay

Divulgação TV GLOBO / CEDOC

Notícia boa para os fãs de nostalgia! A novela 'Amor com Amor Se Paga' chega ao Globoplay nesta segunda, dia 20, como parte do projeto de resgate dos clássicos de dramaturgia.  A obra de Ivani Ribeiro garantiu boas risadas e muitas emoções do público em 1984 ao contar a história do marcante Nonô Corrêa interpretado por Ary Fontoura. Um senhor com muitas posses e também com muita avareza que vai viver as mais diversas situações pessoais e familiares. 
 
Uma das cenas emblemáticas desse clássico é a da geladeira trancada com cadeado para que Elisa (Bia Nunes) e Tomaz (Edson Celulari), filhos de Nonô, não comam além do planejado pelo pai. Quem nunca pensou em atitudes drásticas para cortar gastos? O mesquinho e solitário Nonô não só pensa como coloca em prática tudo que mantém sua fortuna garantida. 
 
‘Amor com Amor Se Paga’ é sucesso há décadas dentro e fora do Brasil. Além dos personagens, a trilha sonora marcou o público da época com canções como “Time After Time” de Cindy Crawford e “Por Que Não Eu?” de Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens. Para Ary, a obra continua com a cara do brasileiro e vai fazer sucesso entre os jovens. “Acredito que nova geração vai se encantar com a trama da novela. É uma novela suave, tecnicamente bem feita, simples, com uma história fácil de assimilar e muito divertida”, afirma o interprete de Nonô. 
  
ENTREVISTA COM ARY FONTOURA 
  
- Como você pode definir o Nonô Corrêa? 
Nonô Corrêa, o personagem escrito pela Ivani Ribeiro e baseada na peça de Molière, O Avarento, realmente foi muto bem configurado. Ele possui todas as más qualidades inerentes a um ser humano que só pensa em si, que tem um único objetivo: a sua fortuna. Permitindo que as outras pessoas que estão em cerca dele sejam infelizes. Naturalmente, está ligado a um problema psicológico de infância que ele teve quando foi maltratado e o dinheiro foi considerado a melhor arma para tudo. A Ivani Ribeiro era uma excelente novelista e essa é uma das novelas que faz justiça a inúmeras novelas dela.
  
- Quais são as principais lembranças que você tem da novela? 
As lembranças que eu tenho desse nosso trabalho, feito em 1984, são as melhores possíveis de um elenco muito coeso. Nós passamos momentos extraordinários. Foi muito bem dirigida pelo Blota, que era um sujeito maravilhoso, uma pessoa muito legal, muito bem humorada. Enfim, uma equipe maravilhosa com atores e técnicos se comunicando admiravelmente bem. Quando o trabalho é assim bem-humorado, realmente, deixa marca. 
  
- Quais são suas principais similaridades e diferenças com o Nonô? 
Na verdade, as diferenças com relação a mim e o Nonô são radicais. Eu não tenho absolutamente nenhum apego ao dinheiro. O dinheiro pra mim é uma coisa necessária pra sobreviver. Eu costumo dividir as coisas com as pessoas e o procuro ser uma pessoa melhor e o Nonô, infelizmente, só depois de muito penar, de muito sofrer e de muitas perdas, chegou à conclusão verdadeira que não se pode viver absolutamente só, então, eu não me acho parecido com ele não e nem gostaria. 
  
- Até hoje tem gente que associa uma pessoa “avarenta” ou “econômica” ao Nonô Correa. Como enxerga essa popularização do personagem? 
Existem pessoas que me abordam na rua e falam: “Lá em casa tem um Nonô Corrêa...” “Papai é sovino, mão de vaca, com a mão apertada, não abre pra nada, não facilita a vida de ninguém...”. A gente sabe que existem pessoas assim, né? Que dão uma valorização ao dinheiro e até se transformam em pessoas infelizes. Mas em modo geral, é em tom de brincadeira. Particularmente, não acho um personagem engraçado, o que é mais engraçado é a tragédia que existe em torno dele vista por nós. Nós que transformamos a história de seu Nonô, aquele temperamento dele, numa comédia. 

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