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Marcelo, Zaquieu e Mariana chegam ao Pantanal

Divulgação Globo/João Miguel Júnior

Em cenas que vão ao ar nesta quarta-feira (29), o Pantanal recebe novos moradores, entre os que estão de passagem e os que chegam para ficar. Após diversos embates com Tenório (Murilo Benício), Marcelo (Lucas Leto) e o pai se entendem e vão para a fazenda juntos, para surpresa de Guta (Julia Dalavia), que estava de malas prontas para ir embora, e quando os vê, decide ficar. Quem também fica perturbada com a novidade é Maria (Isabel Teixeira), que considera um despautério o marido trazer o filho de sua outra esposa para dentro de sua casa. 
 
Enquanto isso, no Rio de Janeiro, Irma (Camila Morgado) tanto insiste que consegue convencer Mariana (Selma Egrei) a passar uma temporada com ela no Pantanal. Quem não precisa ser convencido e quiçá já está de malas prontas é Zaquieu (Silvero Pereiro). Encantado com o que sempre ouve falar sobre o lugar, o mordomo tem altas expectativas e fica felicíssimo ao saber que os três partem juntos para o que ele espera ser o verdadeiro paraíso.
 
Contudo, ao longo dos próximos capítulos, o público verá que sua alegria não dura muito depois que pousam nas terras de Zé Leôncio (Marcos Palmeira). Tanto o mais novo patrão quanto Filó (Dira Paes) não dão confiança para o rapaz. Zé porque não gosta de vê-lo mexendo em suas coisas – ele pega Zaquieu em seu escritório brincando de ser o chefe. Já Filó porque morre de ciúmes de sua cozinha e não quer dividi-la com mais uma pessoa. Mas as coisas ficam complicadas mesmo quando Zaquieu vai ao galpão e Tadeu (José Loreto) e os outros peões extrapolam no tom dos comentários. José Lucas (Irandhir Santos), Trindade (Gabriel Sater) e Tibério (Guito) são os únicos que não riem das coisas que Tadeu fala.
 
A dor de Zaquieu é tanta que ele vai embora sem se despedir de ninguém, para a tristeza de Mariana e Irma. Desapontadas e se sentindo culpadas por não terem percebido a hostilidade com o amigo, elas aproveitam a ocasião para alertar a todos sobre a gravidade do que houve. Em entrevista, Silvero Pereira comenta os bastidores das gravações e diz o que pensa sobre a abordagem deste tema na trama.
 
Entrevista Silvero Pereira
 
Zaquieu é um personagem querido pelo público. Você tem acompanhado essa repercussão?
Sim, eu sempre corro para as redes sociais para entender como está sendo a repercussão por lá e é muito divertido. Uma perspectiva mais leve, parece algo mais íntimo, com liberdade para brincar, fazer memes... Eu me divirto também. Esses dias me mandaram uma foto bem engraçada, uma cartilha que tinha um veado e uma onça, Zaquieu e Juma conversando. O que mais me chama atenção é como as pessoas têm se tornado carinhosas com o Zaquieu. Tem muito comentário do tipo: ele é sempre tão gentil, próximo, querendo entender aquela família.
 
Como você construiu esse personagem?
O que eu sinto do Zaquieu é que existe uma admiração, quase que uma idolatria por aquela família Novaes. Quando ele topa trabalhar até de graça, deixa claro que quer estar ali. Como se ele conhecesse aquela família há muito tempo e como se trabalhar ali fosse a realização de um sonho. E aí eu acho que ele vive esse sonho, e se afeiçoa às pessoas. Ao longo dos capítulos a gente viu isso porque ele desmonta a Mariana (Selma Egrei), essa figura sólida, séria, que vai se tornando mais amorosa e amiga do Zaquieu.
 
Zaquieu chega ao Pantanal em breve. O que as pessoas podem esperar?
Vai ser um choque muito grande para os personagens dali porque eles veem chegar uma figura completamente diferente do que estão acostumados. Se eles estavam assustados com o comportamento do Jove (Jesuita Barbosa), imagina o que vai acontecer com esses peões quando se depararem com Zaquieu. A gente gravou algumas cenas em que ele chega no meio da peãozada pra conversar e sofre algumas brincadeiras de mau gosto por parte deles. Tem uma coisa muito interessante nesse personagem, nessa novela. É essa pegada de humor, mas a gente consegue fazer num tom reflexivo. O que eu espero é que esse tom reflexivo se sobreponha ao que parece ser engraçado. Para que as pessoas passem a pensar no que acontece não só ali em ‘Pantanal’, mas no cotidiano do lado de fora da novela. Que as pessoas passem a discutir sobre isso.
 
Dá para conscientizar as pessoas se divertindo?
Pra mim, enquanto artista, é importante entreter e levar informação ao público. Temos uma obra que virou um fenômeno e está dialogando bastante com os públicos de todas as idades. Acho muito oportuno poder levar informação dentro deste contexto. 
 
Do seu primeiro trabalho para agora, sente que algo mudou?
Mudou bastante. O público jovem é o que mais tem me chamado atenção. Percebo um assédio muito maior. Muitos me abordando, querendo tirar foto, vindo falar, é algo que não acontecia com pessoas mais novas. Mesmo no trabalho anterior, mais recente, eu tinha apenas a abordagem de pessoas mais maduras. Eu diria que ‘Pantanal’ é pop. Entre todas as idades.
 
‘Pantanal’ é escrita por Bruno Luperi, baseada na novela original escrita por Benedito Ruy Barbosa. A direção artística é de Rogério Gomes e Gustavo Fernandez, direção de Walter Carvalho, Davi Alves, Beta Richard, Cristiano Marques e Noa Bressane. A produção é de Luciana Monteiro e Andrea Kelly, e a direção de gênero é de José Luiz Villamarim.

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