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Nova série desvenda a história por trás de perseguições seculares aos judeus

Divulgação Curta!

Holocausto e campos de concentração nazistas são as primeiras lembranças que vêm à mente quando falamos sobre perseguição aos judeus. Porém, esse ódio é bem anterior. A série ''Antissemitismo, 2000 anos de História'' — uma produção da Arte France que estreia no Brasil com exclusividade através do Curta! e do Curta!On - Clube de Documentários, disponível no NOW/NET e na internet — se propõe a desvendar o passado de um povo que foi constantemente difamado e atacado ao longo dos séculos.

Através de animações e depoimentos de historiadores e outros especialistas, os quatro episódios da série — dirigida por Jonathan Hayoun — avançam cronologicamente desde a antiguidade até os dias de hoje. O primeiro episódio trata das origens dessa perseguição e começa na antiga Alexandria, no ano 38 D.C., pois os primeiros registros de manifestações antijudaicas datam do Egito antigo. Na época, circulavam boatos de que os judeus sacrificavam pagãos em seus templos, entre outras invenções espalhadas por pessoas influentes, o que provocou o primeiro massacre voltado a um bairro judeu.

A série também fala de Jesus, considerado o messias por parte dos judeus que viriam, com o tempo, a se tornar cristãos. “Os primeiros cristãos são judeus, absolutamente judeus, sendo bem difícil distinguir um cristão de um judeu no início”, afirma a historiadora Nathalie Cohen, da Universidade Paris 1 Pantheón-Sorbonne. Por volta do ano 135 D.C., os cristãos começam a se diferenciar e a atribuir características negativas aos judeus.

Após a conversão do Imperador Constantino ao cristianismo, a exclusão do povo judaico se acelera e aos poucos ganha status oficial. O bispo e filósofo Agostinho de Hipona — eternizado como Santo Agostinho — categoriza os judeus como “testemunhas” da vida de Cristo, e esse status garante sua sobrevivência entre sociedades católicas, ainda que como minorias “indignas”, por serem incapazes de reconhecer Jesus como um messias. Esse status de inferioridade também se manteve em sociedades que seguiam outra religião: o islã, fundado pelo profeta Maomé.

Entre outros fatos históricos, como a tomada da península ibérica pelos muçulmanos, o episódio aborda ainda as cruzadas e a guerra de sociedades da Europa Ocidental contra qualquer povo não-cristão. Inflamados por discursos antissemitas, os cavaleiros das cruzadas foram responsáveis pelos primeiros massacres contra judeus no continente, que foram se repetindo através dos anos.

Os episódios seguintes continuarão essa história e irão narrar a perseguição aos judeus durante momentos como a Inquisição e o nazismo. Também irão mostrar um panorama atual desse ódio, que se dissipa pela internet e se esconde atrás de perfis nas redes sociais. A estreia é na Sexta da Sociedade, 8 de julho, às 22h30.

Em novo episódio de ‘Jazz’, a ascensão de Miles Davis, John Coltrane e Sarah Vaughan

O penúltimo episódio da série “Jazz”, uma exclusividade do Curta! e do Curta!On, é ambientado no contexto social dos Estados Unidos do fim da década 1950 e início da década 1960: a televisão expandia seu alcance e os chamados ‘baby boomers’ — nascidos logo após a Segunda Guerra — chegavam à maioridade e ganhavam o mundo. No panorama do jazz, uma safra de jovens talentos mudava os rumos do gênero.

Enquanto Elvis Presley liderava as paradas de sucesso e o já veterano Duke Ellington lançava o disco que seria o mais vendido de sua carreira, surgiam novas estrelas. Entre elas, a cantora Sarah Vaughan, o saxofonista Sonny Rollins e, em maior destaque, o trompetista Miles Davis — que se tornaria um dos maiores nomes do jazz de todos os tempos. Com a chegada dos anos 1960, mais turbulentos que o período de prosperidade do pós-guerra, surge outro artista que mexeria com as estruturas do gênero musical com seu saxofone: John Coltrane. A estreia do episódio é no sábado, 9 de julho, às 21h.

Segunda da Música (MPB, Jazz, Soul, R&B) – 04/07

22h – “Count Basie: Por ele mesmo” (Documentário)

A biografia contada pelas próprias palavras de Count Basie revela as paixões e ambições que inspiraram o famoso pianista de jazz. Direção: Jeremy Marre. Duração: 60 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 5 de julho, terça-feira, às 2h e às 16h; 6 de julho, quarta-feira, às 10h; 11 de julho, segunda-feira, 1h45.

23h – “Jazz” (Série) – Episódio: “Irresistível”

Uma geração de músicos, diante do gênio avassalador de Charlie Parker, abraça o desafio de ir além de suas inovações. O visionário pianista Thelonious Monk se vale de sua personalidade excêntrica para criar uma música própria, enquanto John Lewis e o extremamente elegante "Modern Jazz Quartet" refinam o equilíbrio do bebop entre improvisação e composição. No entanto, poucas pessoas estão ouvindo bebop. Músicos da Califórnia criam um novo e suave som chamado "cool jazz", e Dave Brubeck mistura jazz com música clássica para produzir o primeiro LP de jazz de um milhão de vendas, “Time Out”. Em 1955, destruído pela heroína, Charlie Parker morre aos 34 anos. Enquanto isso, seu ex-parceiro, Miles Davis, vai além do som que ele inspirou e se posiciona para levar o jazz a uma nova direção. Direção: Ken Burns. Duração: 59 min. Classificação: 10 anos. Horários alternativos: 5 de julho, terça-feira, às 3h e às 17h; 6 de julho, quarta-feira, às 11h.

Terça das Artes (Visuais, Cênicas, Arquitetura e Design) – 5/07

23h – “Em Cena - A Arte da Interpretação” (Série) – Episódio 1

Dividida em quatro episódios, a série conta com depoimentos de grandes nomes das artes cênicas brasileiras: Antônio Fagundes, Lima Duarte, Laura Cardoso, Juca de Oliveira, Caco Ciocler, Beth Goulart, Zé Henrique de Paula, entre outros. Eles falam da história do teatro desde suas origens, mas também tecem seus próprios comentários e opiniões, associam com suas experiências e, sobretudo, refletem sobre suas funções, como atores e diretores. O primeiro episódio aborda os antigos rituais dionisíacos na Grécia Antiga, as origens do teatro e dos primeiros atores, e investiga o processo de criação e de composição dos personagens. Direção: Jun Sakuma. Duração:  41 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 6 de julho, quarta-feira, às 3h e às 17h; 7 de julho, quinta-feira, às 11h; 9 de julho, sábado, às 20h; 10 de julho, segunda-feira, às 13h. 

Quarta de Cinema (Filmes e Documentários de Metacinema) – 6/07

22h30 – " Crítico” (Documentário)

Dirigido por Kleber Mendonça Filho (de “O som ao Redor” e “Bacurau”), este documentário enfoca o trabalho de críticos de cinema e a visão de cineastas — como Walter Salles, João Moreira Salles e Carlos Saura — sobre os profissionais que avaliam filmes. Os depoimentos foram captados no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, entre 1998 e 2007, e revelam uma diversidade de opiniões de cineastas e críticos do mundo inteiro. Direção: Kleber Mendonça Filho. Duração:  76 min. Classificação: 12 anos. Horários alternativos: 7 de julho, quinta-feira, às 2h30 e às 16h30; 8 de julho, sexta-feira, às 10h30; 9 de julho, sábado, às 15h30; 10 de julho, domingo, às 22h30; 11 de julho, segunda-feira, às 4h35.

Quinta do Pensamento (Literatura, Filosofia, Psicologia, Antropologia) – 7/07

21h30 – “José e Pilar” (Documentário)

Relato sobre a vida do grande escritor português José Saramago (1922-2010) e de sua mulher, Pilar del Rio, enquanto ele termina um de seus livros em sua casa na Espanha. O cotidiano simples e amoroso do casal é retratado de forma singela e direta. Direção: Miguel Gonçalves Mendes. Duração:  127 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 8 de julho, sexta-feira, às 1h30 e às 15h30; 10 de julho, domingo, às 14h; 11 de julho, segunda-feira, às 9h30.

Sexta da Sociedade (História Política, Sociologia e Meio Ambiente) – 8/07

22h30 – “Antissemitismo, 2000 Anos de História” (Série) – Episódio: “Origens”

Onde surgiu o antissemitismo? Em que momento? Como ele se desenvolveu? Do primeiro pogrom antijudaico em Alexandria ao tempo das Cruzadas, passando por Roma e Constantinopla, voltamos às origens antigas do fenômeno antes de atravessar o primeiro milênio de nossa era, em que o antissemitismo se enraíza, entre lutas territoriais, antagonismos religiosos e fantasias expiatórias. Direção: Jonathan Hayoun. Duração: 52 min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 9 de julho, sábado, às 2h30; 10 de julho, domingo, às 18h30; 11 de julho, segunda-feira, às 16h30; 12 de julho, terça-feira, às 10h30.

Sábado – 9/07 – ESTREIA DE EPISÓDIO

21h – “Jazz” (Série) – Episódio: “A Aventura”

A prosperidade dos Estados Unidos no pós-guerra continua, mas as mudanças são claras: os subúrbios crescem, a televisão se populariza e os baby boomers chegam à maioridade. No jazz, jovens talentos surgem para levar a música a novos rumos. Em 1956, o primeiro ano em que Elvis lidera as paradas, Duke Ellington tem seu disco mais vendido de todos os tempos. Novos artistas surgem: o colosso do saxofone Sonny Rollins, a diva da voz Sarah Vaughan e a luz principal da época, Miles Davis. Suas gravações exuberantes com o produtor musical Gil Evans expandem o público do jazz, e ele se torna um ícone cultural, cuja personalidade exemplifica a própria essência do "cool". Com a chegada dos turbulentos anos 60, no entanto, dois saxofonistas independentes — John Coltrane e Ornette Coleman — levam o jazz a um terreno desconhecido. Pela primeira vez, até músicos começam a perguntar: ainda é jazz? Direção: Ken Burns. Duração: 59 min. Classificação: 10 anos. Horários alternativos: 10 de julho, domingo, às 10h30; 11 de julho, segunda-feira, às 23h; 12 de julho, terça-feira, às 3h e às 17h; 13 de julho, quarta-feira, às 11h.

Domingo – 10/07

20h – “Operação Pedro Pan” (Documentário)

No início dos anos 1960, mais de 14 mil crianças e adolescentes cubanos embarcaram em um voo sem volta para os EUA. Eles foram confiados à Igreja Católica de Miami por suas famílias, preocupadas com a aproximação entre Cuba e a União Soviética. Essa operação foi orquestrada por forças anticastristas com o apoio do governo norte-americano. A decisão dos pais de mandar os filhos para um lugar considerado seguro durante os tumultuados anos que se seguiram à revolução cubana foi estimulada por boatos de que o novo regime iria suspender o pátrio poder e doutrinar as crianças de acordo com a ideologia comunista. A separação das famílias foi, porém, muito mais longa e dolorosa do que o previsto. Neste filme, vários cubanos enviados aos EUA quando eram crianças descrevem o impacto da Operação Pedro Pan em suas vidas. Além disso, entrevistas com especialistas norte-americanos e cubanos e imagens de arquivo da época traçam o contexto histórico em que ocorreu esse episódio pouco conhecido da Guerra Fria na América Latina. Direção: Mauricio Dias e Kenya Zanatta. Duração: 82 min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 8 de julho, sexta-feira, às 21h; 9 de julho, sábado, às 1h e às 13h; 11 de julho, segunda-feira, às 15h; 12 de julho, terça-feira, às 9h.

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