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'Profissão Repórter' desta terça-feira mostra ainda as dificuldades da manutenção do peso de quem já passou pelo procedimento

Divulgação

Quando a cirurgia bariátrica começou a ser adotada no Brasil, existia o entendimento de que apenas pessoas com obesidade mórbida eram as indicadas para a realização do procedimento. Com o avanço da medicina, hoje a comunidade médica considera que seja realizada também em pacientes que já apresentam outros problemas de saúde em decorrência do excesso de peso, como a hipertensão e o diabetes. Em um ano, o Brasil já chegou à marca de 70 mil bariátricas para tratar a obesidade, entre pessoas que operaram através do Sistema Único de Saúde (SUS) ou pelos planos de saúde. O 'Profissão Repórter' desta terça-feira, dia 14, conta histórias de pacientes que estão na fila para serem operados e a preparação deles para a cirurgia. 

Em Salvador funciona o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), onde cerca de 4 mil pacientes com obesidade são acompanhados pelo SUS. É obrigatório que a pessoa indicada à cirurgia passe por avaliações clínicas e psicológicas antes do procedimento. Na unidade soteropolitana, em torno de 100 pacientes estão neste processo de acompanhamento – 30% sofrem de ansiedade e 40%, de depressão. Os repórteres Guilherme Belarmino e Eduardo de Paula estiveram no Cedeba, considerada de referência e que precisou suspender as cirurgias durante a pandemia. Agora os procedimentos já foram retomados e a expectativa por uma nova vida recomeça: muitos chegam animados, mas nem todos estão cientes do processo completo da operação. A equipe de reportagem ainda acompanhou uma operação no Hospital da Bahia, conveniado ao SUS, para mostrar os primeiros cuidados necessários com o paciente que passa pela cirurgia. 
 
O acompanhamento psicológico antes da bariátrica também é um dos temas abordados no programa. Os médicos explicam que emagrecer começa com a mudança de pensamento, que leva a pessoa a um novo comportamento. Por isso, o processo de perda de peso é trabalhado de forma anterior ao procedimento para que, no pós-operatório o paciente dê continuidade às atividades, sejam elas físicas e mentais. Joyce Costa é um exemplo da necessidade de não se descuidar deste tratamento. Operada há quatro anos, em São Paulo, ela deixou de lado os acompanhamentos psiquiátrico e psicológico seis meses depois da cirurgia. Com o passar dos meses, em vez de comida, ela despejou a compulsão nas compras. Na pandemia, eram os remédios para dormir que consumia. "Eu caí em depressão e me viciei em fármacos. Só queria dormir e esquecer tudo o que acontecia no meu dia”, conta Joyce, que, após passar mal, teve de ser internada em uma clínica psiquiátrica. 

 A situação de Joyce é a mesma de muitos que também estão em tratamento contra dependência química nesta unidade de saúde mental. Estima-se que 30% dos pacientes internados no local passaram pela bariátrica. “O que percebemos é que quando o paciente bariátrico interrompe o tratamento com psiquiatra e psicólogo pós-cirurgia, pode acabar trocando uma compulsão pela outra", diz a psicóloga Dolores Pinheiro Fernandes. Durante três meses, a repórter Nathalia Tavolieri vivenciou a rotina de Joyce e de outras pessoas internadas no local. Camila Belisário pesava 90 quilos e queria ir à praia sem os olhares por ela estar acima do peso. Em 2009, passou pela bariátrica e eliminou cerca de 30 quilos. A repórter Danielle Zampollo reencontrou Camila que, hoje, pesa quase 100kg. Após ser mãe, ela se divide entre a criança pequena, o chocolate e o refrigerante. Mas, deseja encontrar uma maneira para voltar a emagrecer. 

 O ‘Profissão Repórter’ começa depois de ‘No Limite’.

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