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Lateral do tetra em 1994 e atual dirigente da CBF, Branco é o convidado do 'Grande Círculo' no sportv

Divulgação Globo

O gol mais emblemático do tetra saiu de uma das poucas pernas esquerdas no mundo capazes de desferir chutes acima dos 100 quilômetros por hora. Talvez o herói mais improvável daquela conquista da Copa de 1994. O dono desta potente munição começou no banco naquela campanha e só foi ganhar a chance de atuar a partir das quartas de final, por conta da expulsão do então titular Leonardo, na fase anterior. Antes daquele jogo contra a Holanda, Branco era visto com desconfiança, como boa parte daquela geração que trazia na bagagem experiências negativas em outras Copas do Mundo. As dúvidas sobre as condições físicas para encarar um jogo daquele porte eram muitas. Mas o gaúcho nascido em Bagé, no interior do Rio Grande do Sul, fez o jogo de sua vida. A seleção abriu 2 a 0 no segundo tempo, mas sofreu o empate rapidamente. Quando o meia-atacante Overmars se meteu no caminho, tal como o fantasma de 24 anos sem títulos mundiais que assombrava o Brasil naquele momento, o camisa 6 fez um “leve afago” em seu rosto e seguiu caminho, até ser parado para sofrer a falta que mudaria para sempre sua biografia. Aos 35 minutos da etapa final, o narrador Galvão Bueno pediu na transmissão da Globo: ''Capricha, Branco! Partiu, bateu...'' Exatos 28 anos após àquele jogo inesquecível, o protagonista daquela classificação à semifinal entrou no estúdio do 'Grande Círculo' para ser o entrevistado do programa neste mês de julho, que será exibido de forma inédita no sportv, no início da madrugada deste sábado para domingo, a partir de 0h30.  
 
“Copa do Mundo é um negócio espetacular e diferente. Eu joguei três, perdi um jogo e só ganhei uma. O número não fecha. Aquela (1994) era a minha última, como a de outros. A gente se fechou e só pensávamos em ganhar para marcar história. A minha particularidade é que eu tive problema no ciático, não conseguia andar. Se o finado (médico) Lídio Toledo e o Parreira (técnico) não confiassem em mim, eu não teria feito a Copa”, recorda o atual coordenador das categorias de base da CBF durante a entrevista, na qual estiveram ao lado de Milton Leite o narrador Cleber Machado, o comentarista Maurício Noriega e os apresentadores Felipe Andreoli, Karine Alves, Luiz Teixeira e Joanna de Assis. 
 
A Copa do Mundo foi a maior conquista da carreira de Branco como jogador, mas na vida, a grande vitória veio em abril do ano passado. O dirigente venceu a covid, após ficar 18 dias internado em um hospital na Zona Sul do Rio de Janeiro, chegando a ser intubado. Recebeu alta com 20 quilos a menos. Alguns meses depois, estava no Japão liderando a delegação brasileira no bicampeonato olímpico do futebol masculino nos Jogos de Tóquio. “Eu peguei a covid justamente na Seleção. Eu e mais nove da comissão, lá em Recife. Eu não sentia literalmente nada. Descobri pelo oxímetro que estava com 69%, 70% de oxigenação. Eu ia morrer sozinho dentro do meu apartamento, porque me isolei. A minha mulher me pegou e me levou para o hospital. Eu senti que iria morrer na ambulância. O Paulo Gustavo (ator) estava no mesmo hospital. A gente chegou junto praticamente. Eu fiquei, como tantos ficaram. Ele foi, como tantos foram”, relembra o dirigente. 
 
Com  experiência de quem já ganhou uma Copa do Mundo e disputou outras duas, Branco vê a seleção brasileira entrando com boas chances na busca pelo hexa no Catar, a partir de 21 de novembro: “Acho que nós vamos bem mais fortes do que na última. O Tite já tem experiência de Copa, já disputou uma. Nós temos um grupo muito qualificado. Acredito que a geração olímpica, que ganhou o ouro em Tóquio, deu uma oxigenada muito grande na seleção principal. Não só de qualidade, mas de muita força e velocidade. O Brasil vem forte”.
 
O ‘Grande Círculo’ começa logo depois do ‘Troca de Passes’, com reprise no domingo, a partir das 9h, no sportv. 

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