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Marcelo Tas conversa com Arrigo Barnabé no Provoca

Divulgação/Lara Asano

Nesta terça-feira (2/8), Marcelo Tas conversa no Provoca, da TV Cultura, com o músico e compositor Arrigo Barnabé. Eles falam sobre a serventia da música, que ela nos coloca diante do eterno, e comentam sobre o conservadorismo no mundo atual, entre outros temas. Vai ao ar a partir das 22h.
 
Tas questiona na edição para que serve a música. “A música não tem serventia (...) para que existe a poesia, a arte, ela não tem uma utilidade. Se tem uma utilidade já está se contradizendo”, responde Arrigo Barnabé.
 
Ainda falando sobre música, Arrigo diz: “É uma experiência você escutar sem caixa de som (...) os nuances todos, isso é uma qualidade humana que deve ser tão celebrada. Não consigo entender uma pessoa achar que isso não é necessário. Você está praticamente diante da verdade, do absoluto, diante do eterno".
 
Por fim, Tas comenta que, às vezes, parece que muita gente saiu do armário, se sente livre para fazer barbaridades. “Eu ficava pensando, nesse período democrático que a gente teve e eu espero que continue, tem mais gente conservadora do que isso que está aparecendo. Tas indaga: conservadora ou reacionária? Autoritária? “Autoritária, isso. Onde é que estão essas pessoas que desapareceram? Sumiram? Eu sempre achei que tinha uma briga entre partidos políticos que não eram inimigos. Para que essas brigas? Têm pessoas que convivem democraticamente. Você tem que tentar compor com essas pessoas”, fala Barnabé.

Sobre Arrigo Barnabé
 
Paranaense, fincou raízes em São Paulo desde que veio estudar na USP, nos anos 1970. No início dos anos 1980, o lançamento de “Clara Crocodilo” foi considerado a maior novidade da música brasileira desde a Tropicália. Conhecido por misturar música erudita ao pop e rock de maneira muito particular, trouxe novas formas de composição e estrutura musical. Referência brasileira quando se fala em música dodecafônica.

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