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Marcos Oliveira no 'PoliCast': ''Tudo na minha vida aconteceu por ajuda'', declara o ator sobre os trabalhos ao longo da sua carreira

Divulgação Lourival Ribeiro/SBT

O ''PoliCast'' não poderia deixar de trazer a figura de Marcos Oliveira no programa. Ele está fazendo uma participação mais que especial em ''Poliana Moça'', com o papel de Romeu, dono do “Parque Collodi”. Com muito humor, o ator conta sobre sua trajetória profissional, sobre seu personagem na trama e dá aula sobre aproveitar a vida até o último momento. O episódio de Marcos vai ao ar nesta terça-feira (19) às 21h30, no canal da novela do YouTube e nas plataformas de áudio.

Marcos fala que convite em “Poliana Moça” entrou no momento certo e que ficou feliz em fazer, novamente, um trabalho no SBT: “Foi uma maravilha. Eu estava em casa meio deprê, porque é muito difícil ter papel para a melhor idade. Aí teve esse convite, eu aceitei imediatamente, vim para cá. É um prazer, porque conheço o SBT há muitos anos”

“É muito gostoso, o estúdio é muito legal, a equipe é muito boa, a diretora é maravilhosa. Eu estou muito contente, pena que é pouco, também tenho outros compromissos, essas coisas todas. Mas eu gostaria de fazer uma novela de cabo a rabo aqui no SBT”, alega o entrevistado.

Na novela, Romeu é o solitário dono do falido “Parque Collodi”. Por não aceitar a dura realidade da vida, Romeu se fechou para dentro dos portões do Parque, vivendo entre brinquedos e atrações que acumulam poeira. A escolha de ficar preso ao passado parecia ideal para alguém fugindo de ter que encarar seus problemas de frente. Irremediável e de temperamento forte, ele se recusa a assumir os erros que cometeu ao longo de sua trajetória profissional e pessoal. De início, ele aparenta ser apenas um senhor excêntrico, mas sempre que contrariado perde o controle das suas emoções e acaba explodindo. O que ele não sabe é que mesmo com essa braveza toda, o proprietário não deixa de ser uma figura engraçada e até cativante. Romeu vai enxergar a vida de outra maneira com a chegada de Pinóquio [João Pedro Delfino] em sua vida.

“Ele é totalmente bipolar, ele é maluco, também, vive sozinho naquele parque, só pode ser doido mesmo. É um parque abandonado, meio fantasmagórico, mas é maravilhoso, porque tem uma ilusão e uma coisa lúdica, que quando aparece o Pinóquio fica muito mais saudável; é bem legal os conflitos dele. Eu estou amando, amando muito mesmo”, pontua o ator.

“Eu acho muito legal, porque ele [Romeu] dá uma abertura maior para você expressar mais, uma coisa que te dá uma ilusão de você poder fazer mais, exagerar e ao mesmo tempo fazer uma coisa mais meiga, mais triste. Essa coisa do bipolar dá várias ondas e é muito legal”, completa.

Oliveira contracena quase, exclusivamente, com João Pedro Delfino, o jovem que interpreta Pinóquio; o entrevistado rasga elogios sobre o colega: “ O cara ali trabalha legal, bicho. Ele trabalha demais, aquele garoto. É um prazer trabalhar com aquele garoto. Espero que ele vá sempre em frente e batalhe legal”.

O veterano nas artes cênicas dominou os palcos teatrais, fez novelas, séries, e cinema. Ele expõe que assistia muitas peças no circo, inclusive a do Silvio Santos, e que todo esse seu talento começou recitando poesias com sua avó.

“Eu comecei a recitar poesias e quem me ensinava era minha avó [...]. Eu comecei a ir no teatro assistir, eu assisti muito Silvio Santos no circo em “Peru que Fala”, era maravilhoso, e o circo antigamente era uma grande festa, as pessoas trabalhavam e iam para o circo ver as grandes atrações. Assisti muita peça de teatro no circo”.

A participação especial do “PoliCast” afirma que notou a legião de fãs com seu papel Beiçola em “A Grande Família” e conta um pouco da sua trajetória com o personagem: “Notei o carinho dos fãs depois do Beiçola, porque o Beiçola realmente tomou conta, mas era uma personagem que não ia existir. Tudo na minha vida aconteceu por ajuda, porque minha história é meio trágica, aí as pessoas me ajudam e as coisas acontecem”.

“Eu estava fazendo uma peça, ‘Lisbela e o Prisioneiro’, direção de Guel Arraes, no teatro, eu estava com essa minha eterna problemática e me chamaram para fazer o cangaceiro, que o Marcos Nanini fez no cinema e eu fiz no teatro. No projeto de ‘A Grande Família’ era para eu fazer 10 programas, e no terceiro falaram: ‘não, isso tem que ser da casa’. Eu fazia só participação - participação você não pode gravar muito, acho só três vezes por mês, por causa da legislação trabalhista, que acho legal porque defende um pouco a gente. Aí me contrataram, eu fiquei dois anos, depois no segundo ano me contrataram de fato e fiquei 13, 14 anos fazendo o Beiçola”.

Marcos Oliveira se descreve como uma pessoa mais fechada, que adora ficar em casa com seus cachorros. Ele levanta a bandeira de ser ativo na terceira idade e fala que o trabalho é  a única coisa que vamos levar para a vida.

“A única coisa que a gente vai levar da vida é o que você fez, o seu trabalho, é só isso, o resto é só passageiro, agora, o trabalho não, o trabalho é uma coisa concreta, aquilo te prende, porque é muitas horas de dedicação e é um prazer tão grande quando você vê seu trabalho pronto e as pessoas assistem”, diz.

“Eu sempre levei com leveza. Dor física, essas coisas todas, fala: “ai, ai, tá doendo'', mas logo depois faz uma piada em cima e vamos embora, bicho. Você vai passar pela dor, não tem jeito, então, tem que tirar proveito disso e a única maneira é fazer graça com minha situação. Não dá para ficar sofrendo, já pensou? Ficar em uma cama, doente, tomando remédio, a dor não passa. Você acha que vou querer ficar ali de coitadinho? Ou que alguém passe a mão na cabeça? Não, não, não, não, não, não. Olha, reiterativo”, brinca o astro.

O convidado é um artista versátil, ele faz apresentações em seu perfil no Instagram, encenando personagens cômicos de sua própria autoria. Marcos também é cantor, mas teve que parar com os projetos por conta da pandemia, mas tem planos futuros:

“O meu repertório é uma coisa mais específica, é um MPB da década de 60, de 40. Tenho planos de voltar, desde que eu consiga pagar os músicos e me pagar. Eu quero cantar Bossa Nova, o samba, ainda mais com o jazz, o samba-jazz, que é uma delícia”, finaliza.

O podcast “Policast” vai ao ar toda terça e quinta, logo após a exibição da novela, no canal de Poliana Moça no YouTube e nas plataformas de áudio

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