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Tom Zé é o convidado do Provoca desta terça-feira (19/7)

Divulgação/Lara Asano

Nesta terça-feira (19/7), Marcelo Tas recebe o cantor e compositor Tom Zé. Na edição, eles conversam sobre o episódio em que a banda da cidade natal do artista tocou uma música dele, sua infância e diversos outros acontecimentos da carreira artística. No ar às 22h, na TV Cultura.
 
Nascido em Irará, na Bahia, Tom Zé compôs aos 17 anos a música Os Doidos de Irará. E, durante a festa da padroeira na cidade, ouviu a banda tocar sua canção no desfile. O cantor, na época adolescente, demorou para entender que era sua música, escondeu-se no clube e viu a banda passar de longe. "Quando a banda acabou de passar, pra você ver como eu era complexado, eu disse: agora eu posso falar com qualquer pessoa de Irará como se eu fosse igual", conta.
 
E o compositor acrescenta: "Eu dizia que a felicidade dói, porque a pessoa quando está infeliz, ela está toda abaixada como um animal. (...) E eu era um complexado, então quando você vai pegar a ossada que está toda assim (abaixada) e os ossos vão te levantando pra virar homem, aí diz que a humanidade dói".

"Eu devia ter nascido com muito mais otimismo (...) Eu só ouvia falar mal de mim (...) Todo mundo só apontava pra mim como delinquente", conta. E Tas pergunta se Tom Zé se enxerga dessa forma: "De jeito nenhum. O que eu tinha vergonha e até medo de mim mesmo, eu digo: 'ô meu Deus, era isso que eu tinha de bom, era essa minha grande qualidade'", finaliza de forma bem-humorada.
 
Sobre o movimento do artista maldito, que diz respeito a artistas com propostas mais ousadas e rejeitadas entre as décadas de 70 e 80, Tom Zé conta que não gosta dessa "maldição", não a alimenta e procura fazer coisas que sejam viáveis, tentando traduzir a "coisa" de uma maneira racional e aceitável. "Eu fico meio engasgado", completa.

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