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Conheça ''Mar do Sertão'', nova novela das seis da Globo

Divulgação Globo/Ronald Santos Cruz

Será que todo grande amor é capaz de resistir ao tempo e à distância? Em 'Mar do Sertão', a próxima novela das seis, obra criada e escrita por Mario Teixeira e com direção artística de Allan Fiterman , Candoca (Isadora Cruz) e Zé Paulino (Sergio Guizé) são completamente apaixonados um pelo outro, mas são separados por uma manobra do destino: Zé Paulino sofre um acidente e é dado como morto. Depois de 10 anos, quando retorna, Candoca está casada com seu grande rival, Tertulinho (Renato Góes). “É um amor posto à prova pelas circunstâncias da vida. A questão é se eles vão conseguir superar todas as mágoas que guardaram ao longo dos anos”, comenta Mario.

Essa história se desenrola em Canta Pedra, um lugar que, segundo contam, já foi mar e virou sertão. Assim, a profecia de Antonio Conselheiro de que o sertão vai virar mar é uma esperança para os moradores da pequena cidade fictícia da nossa trama: há muito tempo, o povo de Canta Pedra espera pela chuva enfrentando as dificuldades impostas pela seca. É nesse ambiente que nossa fábula contemporânea se passa, num pedaço que é físico, mas que também é parte essencial da personalidade de cada uma das figuras que compõem esse enredo. Vamos acompanhar, além do desenrolar do triângulo amoroso vivido por Candoca, Zé Paulino (Sergio Guizé) e Tertulinho (Renato Góes), a luta por poder, principalmente, se for para ter o bem mais precioso da região: a água. Teremos ainda personagens como o padre que promove a bondade e a fé na pacata Canta Pedra, ainda que com muito humor, e o prefeito e o delegado que pouco ligam para o povo da cidade. A história tem como pano de fundo um sertão colorido e solar – sem esquecer de suas mazelas, mostradas na incansável luta da sua protagonista por justiça e igualdade –, que nos leva ao encontro da beleza natural exuberante do nordeste brasileiro. 

“Nossa novela retrata o sertão como ele é: um lugar alegre e colorido. Nós queremos mostrar o nordeste que vai muito além da aridez do sertão. Queremos resgatar a alegria do forró e a vivacidade da flor do mandacaru”, afirma o autor. “Estamos empenhados em contar uma história leve, romântica e com muita comédia. Espero que o público se divirta e se encante assistindo à novela porque estamos fazendo com muito amor e dedicação”, torce o diretor Allan Fiterman.

Na trama, o sertão é apresentado não apenas por meio da história e das locações, mas também do elenco. São cerca de 20 atores nordestinos representando a região, entre eles os paraibanos Isadora Cruz, Nanego Lira, Suzy Lopes, Thardelly Lima, Everaldo Pontes e Quitéria Kelly, que nasceu em João Pessoa, mas foi criada em Natal (RN), os potiguares Cesar Ferrario, Titina Medeiros e Matteus Cardoso, os pernambucanos Renato Góes e Clarissa Pinheiro, além dos baianos Cyria Coentro e Felipe Velozo. Alguns desses talentos estão estreando nas novelas, como é o caso de Felipe e Matteus que, que assim como os colegas, começaram a carreira no teatro e/ou no cinema. “Acredito que a ambientação da novela ganha um grande diferencial devido ao elenco escalado. Esses atores contribuem, não apenas trazendo representatividade para a trama, mas também com suas vivências que nos inspiram a criar esse sertão nos Estúdios Globo”, afirma o diretor Allan Fiterman.

‘Mar do Sertão’, uma história de amor pra encher o coração, é uma novela criada e escrita por Mario Teixeira com direção artística de Allan Fiterman. A obra é escrita com Marcos Lazarini, Claudia Gomes e Dino Cantelli, com colaboração de Carol Santos. A direção geral é de Pedro Brenelli com Bernardo Sá, Natália Warth e Rogério Sagui. A produção é de Silvana Feu e a direção de gênero de José Luiz Villamarim.

Candoca e Zé Paulino, um amor interrompido pelo destino – e por Tertulinho

No início da trama, Candoca e Zé Paulino estão noivos. Ela traz toda a doçura da juventude, mas também carrega a força do sertão dentro de si. Criada pela mãe, Dodôca (Cyria Coentro), uma costureira viúva, Candoca é professora em Canta Pedra e está sempre atenta ao que acontece na cidade e pronta para defender qualquer injustiça. Zé Paulino, vaqueiro da fazenda Palmeiral, também é conhecido por todos por seu caráter honesto e justo. O rapaz tem como principal exemplo o pai, Daomé (Wilson Rabelo), meeiro da fazenda. Zé Paulino também é muito leal ao patrão, coronel Tertúlio (José de Abreu).

A ansiedade de Candoca e Zé Paulino é grande, já que em breve vão, finalmente, realizar o sonho de casar-se. O problema é que o coronel Tertúlio dá ordem para que Zé Paulino leve um cavalo até uma outra cidade justamente na data em que a cerimônia está marcada. Enquanto isso, Tertulinho (Renato Góes), filho do coronel, retorna a Canta Pedra depois de uma longa temporada na capital. Ao reencontrar Candoca, o encantamento dele é imediato. E, mesmo quando fica sabendo que a jovem é noiva de Zé Paulino, Tertulinho ainda tenta dar suas investidas. É aí que o destino age: o coronel Tertúlio avisa que o filho deve acompanhar Zé Paulino na entrega do cavalo, mas uma forte chuva durante a viagem provoca um acidente. Tertulinho consegue se salvar, enquanto Zé Paulino é dado como morto.

Quando dez anos se passam e Zé Paulino retorna mais vivo do que nunca a Canta Pedra, a vida de todos os moradores da pacata cidade será afetada, principalmente, a de Candoca. Os dois ficam entre o dilema de viver o que sentem ou deixar que a mágoa fale mais alto. Zé Paulino ainda é tomado pela vontade de fazer justiça e mudar a configuração de poder da região.

Timbó e sua alegria de viver

Timbó poderia ser apenas mais um dos sertanejos que tiveram que driblar as consequências da seca para sobreviver no sertão. Mas seu bom humor e até um pouco de malandragem fazem com que ele encare a vida com leveza e criatividade. Apesar de não ter estudado formalmente, sua vivacidade de espírito faz com que ele tenha resposta para tudo. Ao lado de seu fiel companheiro, o burrico Shop Cênti, é figura conhecida por todos de Canta Pedra.

Timbó é casado com Tereza (Clarissa Pinheiro), mulher forte e religiosa, mas que é também uma pessoa sofrida, o que a tornou ressabiada e caladona. Tereza é o pilar da família. Não tem grandes ambições, mas gostaria de ter uma vida com menos dificuldades, por isso é quem incentiva – ou melhor, obriga – Timbó a procurar trabalho. O problema é que ele não é muito chegado a pegar no pesado.

Tereza e Timbó são pais de Mirinho (Lucas Galvino), Rosinha (Manuella Guimarães/Sara Vidal) e Joca (Miguel Venerabile). Mirinho, o mais velho, está sempre envolvido com más companhias e querendo se dar bem, de preferência sem fazer esforço. Esse traço de seu caráter faz com que ele se aproxime de Tertulinho para ajudar o filho do coronel no plano de ter Candoca para ele. Rosinha, assim como os pais, consegue superar as dificuldades em todas as situações por conta da sabedoria empírica que os ensinou a sobreviver no agreste. É aluna de Candoca no início da trama e tem a professora como inspiração. Joca, o caçula dos Timbós, torna-se melhor amigo de Manduca (Enzo Diniz), o filho de Candoca (Isadora Cruz) e Zé Paulino (Sergio Guizé). 

Zé Paulino, aliás, é referência para Timbó. E quando o filho de Daomé (Wilson Rabelo) volta, 10 anos depois, Timbó é um dos que terá a vida transformada com a ajuda do amigo – e com uma dose de sorte.

A Fazenda Palmeiral

No sertão, onde a seca se impõe e o povo está sempre à espera de chuva, ter água é ter poder. Assim, o coronel Tertúlio (José de Abreu) e sua família garantem a influência sobre a região: eles são donos do único açude de Canta Pedra. Pai de Tertulinho (Renato Góes) e marido de Deodora (Debora Bloch), coronel Tertúlio é um dos desbravadores da cidade. Pouco integrado aos novos tempos, ele tem orgulho da posição que conquistou.

Na tentativa de formar um sucessor para seus negócios, o coronel envia Tertulinho para estudar na capital. O jovem, no entanto, é mulherengo e só quer saber de vida boa às custas do pai. No início da trama, ele tem um caso com Xaviera (Giovana Cordeiro), que é comprometida. Quando eles são flagrados pelo noivo dela, Tertulinho vai embora fugido da capital e volta para Canta Pedra. É aí que surge a paixão por Candoca, ao vê-la nadando no açude da fazenda. E, mesmo descobrindo que a jovem está noiva de Zé Paulino, Tertulinho não desiste de tentar conquistá-la, afinal, ele nunca ouviu um “não”. Não seria essa a primeira vez.

Guiando essa família está Deodora, mulher racional e prática, que faz de tudo para proteger Tertulinho e para manter o status da família. Status esse que ela vê ameaçado principalmente pelas ações irresponsáveis do filho. Quando ele se interessa por Candoca, Deodora é a primeira a ser contra. É impensável para ela vê-lo ao lado da filha de uma costureira.

Fiéis à família Tertúlio temos o casal Catão (Déo Garcez) e Ismênia (Ana Miranda). Ele, capataz da fazenda, e a esposa, empregada e faz-tudo na casa. Junto com eles, entre os funcionários da propriedade, temos Joel (Matteus Cardoso), um peão tocador de gado que vive acomodado em seu papel de eterno servidor do coronel, de quem se julga devedor; e Daomé (Wilson Rabelo), pai de Zé Paulino e meeiro do coronel Tertúlio (José de Abreu). 

Canta Pedra

Canta Pedra, apesar de manter as características de interior, com sua igreja onde a população, todos os domingos, vai à missa do padre Zezo (Nanego Lira) e sua pracinha que é ponto de encontro dos jovens, a cidade também acompanha os passos da modernidade. Tecnologia, por exemplo, não falta, como vemos quando Cira (Suzy Lopes), fofoqueira-mor de Canta Pedra, começa a publicar nas redes sociais tudo o que acontece ali.

Mas nem só de mexericos são feitas as notícias que chegam aos moradores. A Gazeta de Canta Pedra, escrita pelo jornalista Eudoro Cidão (Érico Brás), cobre os acontecimentos da região, especialmente os políticos – ou, melhor, enaltece os atos do prefeito Sabá Bodó (Welder Rodrigues). Como a gráfica de Eudoro também edita o Diário Oficial da cidade, ele segue a cartilha para não perder essa vantagem. Falando em Sabá Bodó, o prefeito não apenas é louco por dinheiro e poder, como também tem a ambição de deixar seu nome marcado na história de Canta Pedra. Para isso, ele pretende construir um açude, o que faria coronel Tertúlio perder o domínio total sobre a água da região. Esse projeto, é claro, dá muito o que falar na cidade.

Quem também está sempre por dentro do que acontece, principalmente, no mundo da moda, é Nivalda (Titina Medeiros), primeira-dama de Canta Pedra. Na tentativa de se destacar das outras mulheres da cidade, ela, em alguns momentos, pode chegar a parecer exagerada na forma de se vestir, mas seu objetivo, no entanto, é alcançado: chamar atenção por onde passa. Já a filha de Sabá e Nivalda, Jessilaine (Giovanna Figueiredo), é mais discreta que a mãe e vista pelo prefeito como sua herdeira política. No início da história, ela vive um pouco na sombra dos dois, mas, com o passar do tempo, vai descobrir que pode, sozinha, tomar as rédeas da própria vida – e do comando da prefeitura.

O comércio da cidade também não fica para trás. A loja de Zahym (César Ferrario) vende desde tapetes persas e eletrodomésticos até produtos do dia a dia. A seu lado no negócio está a esposa, Latifa (Quitéria Kelly), que, sob o recatado véu, desperta os sonhos dos homens da cidade. Zahym cria a filha Labibe (Theresa Fonseca) com mão de ferro, pois, segundo ele, a jovem está prometida a um sheik de sua terra natal. Labibe, no entanto, não leva muito a sério essa conversa do pai, duvidando sobre a real existência desse sheik que um dia vai aparecer. Romântica, ela sonha em se casar, mas por amor, mesmo que não seja com um príncipe, como o pai deseja.

Ao caminhar com o progresso, Canta Pedra vira lugar atrativo para aqueles que querem se dar bem, como é o caso de Vespertino (Thardelly Lima). Agiota aproveitador e oportunista, ele veio da capital e mantém uma casa de câmbio na cidade como fachada para seus negócios escusos. Ao seu lado está sempre Pajeú (Caio Blat), seu jagunço que protege o patrão de tudo e de todos.

Da capital, vemos chegar a Canta Pedra a exuberante Xaviera (Giovana Cordeiro). Ela é amante de Tertulinho (Renato Góes) no início da trama, mas, preterida pelo rapaz, se aproxima de Zé Paulino (Sérgio Guizé) quando ele volta para Canta Pedra. Com um passado conturbado, Xaviera é uma sobrevivente, uma mulher disposta a não repetir esse passado, e que defende com unhas e dentes a chance de construir um futuro melhor para si. 

As belezas do sertão

Para registrar as lindas paisagens do interior do nordeste, a equipe de ‘Mar do Serão’ viajou até a região, captando imagens e gravando cenas com parte do elenco. Entre o final de maio e o início de junho, durante duas semanas, um grupo de aproximadamente 60 profissionais esteve em Pernambuco e em Alagoas para cumprir um plano de filmagens lideradas pelo diretor artístico Allan Fiterman e pelo diretor geral Pedro Brenelli. "Aproveitamos ao máximo os dias em que estivemos pelo sertão nordestino para captar as melhores e mais lindas imagens da região. Ao longo da novela, passaremos mais tempo trabalhando nos estúdios e cidades cenográficas dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, então, viajamos com o objetivo de iniciar o projeto completamente mergulhados no ambiente onde a obra se desenrola, e também de captar muitas cenas de stock shot e de paisagens para usarmos ao longo da trama. Estou tentando trazer para a novela poesia na imagem", explica o diretor Allan Fiterman.

A jornada teve início pelo Vale do Catimbau, em Pernambuco. Localizado entre o Agreste e o Sertão pernambucano, é o segundo maior parque arqueológico do Brasil. O vale conta com diversos sítios arqueológicos, grutas, cemitérios pré-históricos e pinturas rupestres com mais de seis mil anos. Por lá, gravaram os atores Isadora Cruz, Sérgio Guizé, Renato Góes, Enrique Diaz, Everaldo Pontes, Pedro Lamin e Lucas Galvino. "Foi mágico e me dá muito orgulho, como paraibano, ver nosso nordeste mostrado na novela", comenta Everaldo. Na trama, ele vai interpretar Adamastor, um pastor de cabras que resgata Zé Paulino (Sérgio Guizé) das águas, após o acidente em que o rapaz é dado como morto.

Os trabalhos seguiram por mais uma semana em Piranhas, Alagoas, com os mesmos atores, onde foram gravadas cenas que mostram a exuberância do Rio São Francisco, assim como as cores e a alegria da cidade de aproximadamente 25 mil habitantes, que teve seu centro histórico como inspiração para a criação de Canta Pedra, a fictícia cidade onde se passa a história de 'Mar do Sertão'.

O Nordeste representado na produção de arte e na cenografia

Um dos desafios das equipes de produção de ‘Mar do Sertão’ é “trazer” para os Estúdios Globo a essência do que foi captado em Pernambuco e em Alagoas. “Absorvemos bastante tudo o que vimos durante a nossa viagem ao Nordeste. Nossa história é uma fábula, o que nos dá certa liberdade de criação, mas não queríamos perder as características da cultura nordestina. Fomos a Recife e a Olinda, em mercados e ateliês, em busca de material e ficamos prestando atenção aos detalhes e aos costumes, em como funciona aquele universo”, conta Flávia Cristófaro, responsável pela produção de arte da novela. “Trouxemos amostras de terra para termos como referência na construção dos nossos cenários”, complementa o cenógrafo Paulo Renato. 

O aprendizado foi colocado em prática na hora de montar e adereçar os cenários e a cidade cenográfica de Canta Pedra. Paulo Renato explica que a fazenda Palmeiral, por exemplo, mesmo estando numa região seca, tem mais verde do que as propriedades no entorno, já que o coronel Tertúlio (José de Abreu) é dono do único açude da cidade. “Foi uma das formas de destacarmos o poder do coronel. A imponência dessa família também está na propriedade da fazenda, que é um casarão assobradado, bem típico do nordeste”, afirma o cenógrafo.

Flávia acrescenta que a casa da família Tertúlio é a única em que o público pode ver flores como orquídeas e bromélias. “Por causa da seca, é uma região em que dificilmente as pessoas têm flores naturais em casa, por isso estamos recorrendo a signos da sorte que são usados nas portas das casas como proteção, como comigo-ninguém-pode, coroa de frade e espada de São Jorge”, enumera a produtora de arte. Outro detalhe trazido para a trama é a forma de adoçar o café: ao invés de açúcar, muitas vezes os personagens utilizam a rapadura, comum na região. Já na cidade cenográfica, além das casas coloridas, há uma feira que estará sempre montada com barracas de todos os tipos: de pele, de carne, de rendas, de panelas, entre outras. Segundo Flávia, essas feiras são típicas das pequenas cidades do nordeste.

A produtora de arte destaca, ainda, o trabalho feito no cenário da família de Timbó (Enrique Diaz). “Nossa intenção é mostrar que, não é porque eles têm menos condições financeiras, que não podem ter as coisas. Eles, na verdade, têm muito: têm tudo o que pegam na natureza e usam com criatividade. Os utensílios são feitos com cabaça, por exemplo. E o Shop Cênti, o burrico do Timbó, se alimenta com palma”, ressalta. Já Paulo Renato conta que uma das curiosidades desse cenário é que, ao invés de a equipe construir uma casa de barro, o que seria lugar-comum, segundo ele, fizeram uma casa de paredes caiadas, erguida com tijolos – estes sim feitos de barro. “Nossa missão é trazer para os nossos cenários no Rio o sertão solar, onde tudo pode ser encarado com otimismo, para assim contarmos a nossa fábula”, pontua Paulo.

Leveza no figurino e na caracterização

No figurino, predominam as rendas, os bordados e o linho. A figurinista Julia Ayres também esteve em lojas e feiras de Recife em busca de roupas e acessórios que ajudassem a contar a história da novela. "Trouxemos muita coisa do nordeste, além de estarmos contando com o trabalho de artesãos da região. Acredito que assim conseguimos retratar o sertão com mais propriedade", diz. O gibão de couro, usado por Zé Paulino (Sergio Guizé) e por Catão (Déo Garcez), é um exemplo de peça que foi produzida especialmente para a trama.

Candoca (Isadora Cruz), na primeira fase da história, antes da suposta morte de Zé Paulino, está sempre com roupas leves. "A personagem tem um ar romântico e usa muitos vestidos em tons claros e terrosos, que é um tom predominante no figurino da novela. Depois, o guarda-roupa de Candoca passa a ter mais calças e camisas de tecidos leves, que combinam com o clima da região", adianta Julia.

Os homens da novela, por sua vez, têm muitas peças de linho em ambas as fases da trama. "Temos sempre que lembrar que estamos contando uma história que se passa no sertão, onde o calor é intenso. O linho é muito usado no nordeste por ser mais fresco", explica a figurinista.

A equipe de caracterização, comandada por Auri Mota, tem a mesma preocupação. "Usamos pouquíssima maquiagem, que é o mais comum na região. Investimos no protetor solar, por causa do calor, mas, no geral, temos apenas um hidratante nos lábios", revela. Uma das poucas personagens com cores intensas nos lábios é Xaviera (Giovana Cordeiro), que não abre mão do batom vermelho.

Para os cabelos, para marcar a passagem de tempo que a história tem, Auri conta que a escolha foi no início da novela mostrar as atrizes com os fios mais alisados, e, depois, aquelas que têm os cabelos ondulados ou crespos, passam a usá-los ao natural, marcando o empoderamento feminino dos últimos anos. Já os homens ganham alguns fios grisalhos quando a história avança. "Os personagens têm mudanças internas que já são bem marcantes, então optamos for fazer alterações mais sutis na caracterização, mostrando o passar dos anos", explica Auri.

Entrevista com o autor Mario Teixeira

Em seus últimos trabalhos, Mario Teixeira assinou a autoria das novelas das onze ‘Liberdade, Liberdade‘ (2016), das sete ‘O Tempo Não Para’ (2018) e ‘I Love Paraisópolis’ (2015), esta última ao lado de Alcides Nogueira. Foi coatuor das novelas ‘Os Ossos do Barão’ (1996), ‘O Cravo e a Rosa’ (2000) e ‘Ciranda de Pedra’ (2008), além de ter colaborado com Silvio de Abreu em ‘Passione’ (2010). Também foi roteirista de séries infanto-juvenis como ‘Sítio do Pica-pau Amarelo’ (2001-2007) e ‘Castelo Rá Tim Bum’ (1994). Tem uma importante carreira literária que já lhe rendeu os Prêmios Jabuti e Fundação Biblioteca Nacional de 2015 com o romance ‘A Linha Negra’. ‘Salvando a Pele’, ‘Alma de fogo’ e ‘O Golem do Bom Retiro’ são outros livros de destaque em sua carreira. É o autor de ‘Passaporte para liberdade’, primeira produção da Globo, em parceria com a Sony Pictures Televison, totalmente falada em inglês, e agora, com 'Mar do Sertão', soma mais uma novela à sua vasta lista de trabalhos na TV Globo.

Fale sobre a trama principal de ‘Mar do Sertão’.

A novela conta a história de amor de Candoca e Zé Paulino. Um amor posto à prova pelas circunstâncias da vida. Depois que sofre um acidente e é dado como morto, Zé Paulino vê Candoca se casar com Tertulinho, seu grande rival. Quando Zé volta para a cidade, 10 anos depois, e Candoca descobre que seu ex-noivo está vivo, apesar do amor imorredouro que existe entre eles, Candoca começa a achar que ele se transformou em outra pessoa. Só que, na verdade, o Zé Paulino que ela conheceu está sempre ali. A questão é se eles vão conseguir superar todas as mágoas que guardaram ao longo dos anos.

Como o nordeste é retratado na novela?

Nossa novela retrata o nordeste como ele é: um lugar alegre e colorido. A geografia da novela é uma mistura do norte e do nordeste do Brasil. Nós temos cânions e temos caatinga. É uma realidade imaginada, já que Canta Pedra é uma cidade fictícia. Nós queremos mostrar o nordeste que vai muito além da aridez do sertão. Queremos resgatar a alegria do forró e a vivacidade da flor do mandacaru. Claro que a realidade da seca vai estar presente, mas é um pano de fundo, não é a história inteira. Canta Pedra é um lugar imaginado do Brasil, um microcosmo político e social do nosso país.

A história tem personagens com nomes curiosos, como a própria protagonista, Candoca. Fale um pouco sobre eles.

Todos eles têm uma etimologia, uma raiz sertaneja que lhes confere identidade. Todos provêm de minha experiência e pesquisas. Candoca, por exemplo, é um apelido amoroso para Maria Cândida. O prefeito Sabá Bodó: Sabá é apelido de Sebastião, enquanto Bodó é o nome de um peixe espinhoso e cascudo da região. Também temos Timbó, que pode ser nome próprio, mas também é o nome de uma planta tóxica utilizada pelos indígenas na pesca. Era jogada aos peixes, que ficavam atordoados, tornando-se assim presas fáceis para os pescadores. Como as pessoas que tentam engambelar o nosso personagem, que acabam perplexas, entontecidas por sua verve e jogo de cintura.

Podemos dizer que existem vilões em ‘Mar do Sertão’?

Nossa novela tem vilões típicos do folhetim, como o prefeito que quer se perpetuar no poder a qualquer preço. É uma história com personagens de moral muito dúbia, mas, ao mesmo tempo, são vilões humanizados pela dureza da realidade da região em que vivem. Importante não esquecer o coronel Tertúlio, que guarda esse título anacrônico, símbolo do poder ancestral dos poderosos latifundiários da região. Mesmo amando a terra que o enriqueceu, ele não hesita em cometer atrocidades para se manter no poder. E sua esposa Deodora, personagem dúbio que se revelará no decorrer da trama.

Para você, o que há de mais bonito nessa história?

Acho que o que tem de mais bonito é o amor entre Zé Paulino e Candoca que atravessa o tempo, e também o amor que Tertulinho sente por Candoca, que a princípio é um amor não correspondido, e tudo isso ambientado em lugar que tem muita luz, com uma natureza absolutamente frondosa, com um sol que vai iluminar o caminho dos nossos personagens. É uma novela absolutamente solar, muito colorida, cheia de brilho, cheia de vivacidade.

O que o público pode esperar?

A novela tem a luz do sol do sertão, mas jamais é uma luz cegante que impede a passagem, e sim uma luz que ilumina o caminho e que aumenta a nossa sensibilidade. Eu espero que o público se divirta e se emocione, mas também aprenda a jamais desistir. Essa novela conta a história de temperamentos absolutamente indômitos, de pessoas que sempre superam as dificuldades que elas vivem, e que sabem usar essas dificuldades como forma de crescimento.

Entrevista com o diretor artístico Allan Fiterman

Nascido em São Paulo (SP), Allan Fiterman começou sua carreira em Los Angeles, nos EUA, trabalhando em vários setores da indústria cinematográfica. Trabalhou em curtas-metragens como fotógrafo, até dirigir seu primeiro longa ‘Living the Dream’ (2006), filmado no exterior e estrelado por Sean Young e Danny Trejo. De volta ao Brasil, fez ‘Embarque Imediato’ (2009), com Marília Pêra e Jonathan Haagensen, e se destacou pela direção de ‘Berenice Procura’ (2017). Na Globo, atuou como diretor do especial ‘Natal do Menino Imperador’ (2008), no remake de ‘O Astro’ (2011), nas novelas ‘Ciranda de Pedra’ (2008), ‘Tudo Novo de Novo’ (2009), ‘Cheias de Charme’ (2012), ‘Geração Brasil’ (2014), ‘Verdades Secretas’ (2015), produção consagrada com o Emmy Internacional de Melhor Novela, ‘A Força do Querer’ (2017), e no seriado ‘Louco por Elas’ (2012); e como diretor geral da série Mister Brau (2015) e da novela ‘Sétimo Guardião’ (2018). ‘Mar do Sertão’ é a segunda obra de Allan Fiterman como diretor artístico, após sua estreia em ‘Quanto Mais Vida, Melhor!’.

Fale um pouco sobre ‘Mar do Sertão’. Que novela é essa?

‘Mar do Sertão’ é uma fábula que tem como trama central a história de amor vivida por Candoca e Zé Paulino. E temos ainda Tertulinho, filho do coronel mais poderoso da cidade. Ele se apaixona por Candoca e vira a terceira ponta desse triângulo. É uma história linda, solar, que também trata, de forma otimista, das dificuldades enfrentadas pelo povo do sertão. Estou trazendo para essa novela referências de trabalhos anteriores, e também pesquisando e estudando muito sobre esse universo que pode parecer tão distante, mas que ao mesmo tempo é tão próximo e faz parte do nosso país.

Como está sendo o desafio de ambientar o sertão nos Estúdios Globo?

No início dos trabalhos, nós viajamos para Pernambuco e Alagoas e gravamos, além de cenas com parte do elenco, imagens de paisagens que serão inseridas, com o auxílio de tecnologia, em sequências gravadas nos Estúdios Globo. Temos ainda, dentro dos Estúdios Globo, a nossa cidade cenográfica de Canta Pedra, inspirada no centro histórico de Piranhas (AL), o casarão da fazenda Palmeiral e a casa de Timbó, construídos respeitando as referências que trouxemos do nordeste. Acredito que essa ambientação também ganha um grande diferencial devido ao elenco escalado. Temos cerca de 20 atores nordestino que contribuem, não apenas trazendo representatividade para a trama, mas também com suas vivências que nos inspiram a criar esse sertão nos Estúdios Globo.

Temos uma trilha sonora predominantemente brasileira, com destaque para ‘Sobradinho’, composição de Sá e Guarabyra, na voz de Chico César. Como foi o processo de escolha dessas músicas?

Chico César interpretando sobradinho foi um sonho que, felizmente, conseguimos realizar. O restante da trilha segue a concepção de que, se estamos contando uma história ambientada no sertão, com personagens tão tipicamente brasileiros, nada mais coerente do que termos na nossa trilha músicas que conversem com esse universo e que ajudem a transmitir o clima e a contar a história da novela. Temos "Xote das Meninas", com o Trio Mana Flor; "Bicho de 7 Cabeças", com Geraldo Azevedo e Elba Ramalho, "Xique Xique" com Tom Zé; e muito mais.

O que mais te atrai nessa história?

A forma como o Mario Teixeira consegue retratar a sociedade com arquétipos tão interessantes. Algo como já vimos em novelas como ‘Roque Santeiro’ e ‘O Bem Amado’. Temos uma cidadezinha - no nosso caso, Canta Pedra - que é um microcosmo do Brasil, com suas figuras emblemáticas: o prefeito que faz de tudo pelo poder, o padre, o delegado, o coronel, entre outros.

O que o público pode esperar?

Estamos empenhados em contar uma história leve, romântica e com muita comédia. Espero que o público se divirta e se encante assistindo à novela porque estamos fazendo com muito amor e dedicação. 

PERFIS DOS PERSONAGENS

Família de Candoca

Candoca (Isadora Cruz) - Forte como a mãe, Dodôca (Cyria Coentro), a jovem luta por aquilo que acredita. É professora em Canta Pedra e sonha tornar-se médica. No início da trama, está noiva de Zé Paulino (Sérgio Guizé), seu grande amor. Quando o rapaz é dado como morto, aproxima-se de Tertulinho (Renato Góes) – após enorme esforço do rapaz. Dona do próprio destino, Candoca enfrenta as dificuldades que a vida lhe impõe com maturidade, mas sem nunca perder a graça e o bom humor. É grande amiga de Lorena (Mariana Sena) e Labibe (Theresa Fonseca).

Dodôca (Cyria Coentro) - Viúva, a costureira criou Candoca (Isadora Cruz) sozinha. Tem a beleza da filha, mas é uma mulher sofrida. Os anos de trabalho duro deixaram marcas que vão minar sua saúde. 

Manduca (Enzo Diniz) - Filho de Candoca (Isadora Cruz) e Zé Paulino (Sérgio Guizé).

Na fazenda Palmeiral

Zé Paulino (Sérgio Guizé) - Vaqueiro da Fazenda Palmeiral, é um rapaz honesto e corajoso, que vive para o trabalho e para Candoca (Isadora Cruz), seu grande amor. Mora com o pai, Daomé, por quem tem adoração. Zé Paulino também é muito leal ao patrão, coronel Tertúlio (José de Abreu), dono da fazenda. Pouco antes do dia do casamento com Candoca, sofre um acidente e é dado como morto.

Tertulinho (Renato Góes) - Filho do coronel Tertúlio (José de Abreu) e de Deodora (Débora Bloch), é mulherengo e só quer saber de boa-vida às custas do pai. No início da história, volta para Canta Pedra após uma temporada na capital, supostamente estudando, e apaixona-se perdidamente por Candoca (Isadora Cruz). A jovem sempre deixa claro que é fiel a Zé Paulino (Sérgio Guizé), mas, quando o vaqueiro é dado como morto, Tertulinho vê a oportunidade de finalmente conquistá-la. Para isso, será capaz de qualquer coisa.

Coronel Tertúlio (José de Abreu) - Pai de Tertulinho (Renato Góes) e marido de Deodora (Débora Bloch), é um coronel à moda antiga, aferrado a velhos princípios de honra. Pouco integrado aos novos tempos, tem orgulho do poder que conquistou: um dos desbravadores de Canta Pedra, é dono do único açude da região. Tem muito apreço por Zé Paulino (Sérgio Guizé).

Deodora (Débora Bloch) - Esposa do coronel Tertúlio (José de Abreu) e mãe de Tertulinho (Renato Góes). É uma mulher bonita, racional e prática. Faz de tudo para proteger o filho e para manter o status da família.

Daomé (Wilson Rabelo) - Pai de Zé Paulino e meeiro do coronel Tertúlio (José de Abreu). É bom e nobre como o filho.

Catão (Déo Garcez) - Capataz da fazenda Palmeiral. Homem fiel ao coronel Tertúlio (José de Abreu).

Ismênia (Ana Miranda) - Esposa de Catão (Déo Garcez), empregada e faz-tudo da fazenda Palmeiral.

Joel Leiteiro (Matteus Cardoso) - Peão tocador de gado, velho amigo de Zé Paulino (Sérgio Guizé). Vive acomodado em seu papel de eterno servidor do coronel, de quem se julga devedor.

Os Timbós 

Timbó (Enrique Diaz) – Timbó é um sobrevivente da seca, da vida agreste a que o povo da região está condenado há gerações. É casado com Tereza (Clarissa Pinheiro) e amigo de Candoca (Isadora Cruz) e de Zé Paulino (Sérgio Guizé), por quem tem grande admiração. Apesar de todas as dificuldades, é esperto, levando a vida com bom humor, criatividade, e até um pouco de malandragem. Analfabeto, mas com grande vivacidade de espírito.

Tereza (Clarissa Pinheiro) - Esposa de Timbó (Enrique Diaz), mãe de Mirinho (Lucas Galvino), Rosinha (Manuella Guimarães/Sara Vidal) e Joca (Miguel Venerabile). Mulher forte e religiosa, é também uma pessoa sofrida, o que a tornou ressabiada e caladona. 

Mirinho (Lucas Galvino) - Filho mais velho dos Timbó, torna-se amigo de Tertulinho (Renato Góes) e tão indolente como o próprio – sem a vantagem da riqueza dele. Sempre envolvido com más companhias e querendo se dar bem, de preferência sem fazer esforço. 

Joca (Miguel Venerabile) - Caçula dos Timbós, é melhor amigo de Manduca (Enzo Diniz).

Rosinha (Manuella Guimarães/Sara Vidal) - Filha de Timbó (Enrique Diaz) e Tereza (Clarissa Pinheiro), assim como os pais, sempre conseguirá dar a volta por cima, por conta da sabedoria empírica que os ensinou a sobreviver no agreste. Professora da escolinha local, sonha formar-se engenheira. 

Na cidade 

Xaviera (Giovana Cordeiro) - Sedutora e ambiciosa, é amante de Tertulinho (Renato Góes) no início da trama. Preterida pelo rapaz, vai se aproximar de Zé Paulino (Sérgio Guizé) quando ele voltar para Canta Pedra. Com um passado conturbado, Xaviera é uma sobrevivente, uma mulher disposta a não repetir esse passado, e que defenderá com unhas e dentes a chance de construir um futuro melhor para si. 

Vespertino (Thardelly Lima) - Agiota de Canta Pedra, é aproveitador e oportunista. Como fachada para seus negócios escusos, mantém uma casa de câmbio na cidade.

Pajeú (Caio Blat) - Jagunço, é o guarda-costas de Vespertino. Sério e ameaçador, é, porém, muito religioso, devoto do Padre Cícero e dos santos do dia.

Quintilha (Ju Colombo) - Dona da pousada Casco de Sol. Viu Canta Pedra crescer e mudar sem conhecer o progresso. É meio cética em relação a tudo, principalmente em relação às pessoas.

Cira (Suzy Lopes) - Arrumadeira da pousada Casco de Ouro. Fofoqueira-mor da cidade, verdadeira fonte de informações da vida de todos os moradores de Canta Pedra. Mantém uma conta muito ativa nas redes sociais, onde inventa notícias e destrói reputações. 

Sabá Bodó (Welder Rodrigues) - Prefeito de Canta Pedra, só pensa em dinheiro e se perpetuar no poder. Para isso usará a própria filha, que, depois de sua prisão, se elegerá prefeita. 

Jessilaine (Giovanna Figueiredo) - Filha de Sabá Bodó (Welder Rodrigues), será herdeira política do pai, no início um fantoche político que não tardará a adquirir consciência própria no devido tempo.

Nivalda (Titina Medeiros) - Esposa de Sabá Bodó (Welder Rodrigues) e mãe de Jessilane (Giovanna Figueiredo). Uma mulher fútil que, como muitas de seu meio, não foi incentivada a estudar.

Floro Borromeu (Leandro Daniel) - Delegado da cidade, é corrupto e oportunista. Bajulador com os fortes e severo com os fracos.

Sargento Venâncio (Hugo Germano) - Sargento na polícia de Canta Pedra.

Eudoro Cidão (Érico Brás) – Jornalista, com caráter duvidoso, que aluga a pena a quem pagar mais. Além de publicar o jornal local, a Gazeta de Canta Pedra, sua gráfica edita o Diário Oficial da cidade, e ele não quer perder essa vantagem.

Savinho (Bruno Dubeux) - Dentista de Canta Pedra, apaixonado por Labibe (Theresa Fonseca).

Tomás Carvalhal (Felipe Velozo) - Gerente do banco local. Cumpridor de seus deveres, mas implacável com os inadimplentes. Apaixonado por Rosinha (Sara Vidal), a quem não tem coragem de se declarar. 

Firmino Queiroz (Odilon Esteves) - Advogado em Canta Pedra, inexperiente no amor e na profissão. É apaixonado por Lorena (Mariana Sena).

Janjão (Cosme dos Santos) - Dono do bar de Canta Pedra. 

Laura (Eli Ferreira) - Assistente de Zé Paulino/José Mendes (Sérgio Guizé). Uma mulher cosmopolita e bem-educada. Apaixonada pelo patrão.

Dagmar Muricy (Heloisa Jorge): pastora protestante que assume o ministério na cidade. A princípio, rival do padre Zezo (Nanego Lira). Depois, pacificados por Candoca (Isadora Cruz) e pelos interesses em comum, vão se entender ecumenicamente.

Adamastor (Everaldo Pontes) - Pastor de cabras, resgata Zé Paulino (Sérgio Guizé) das águas após o acidente em que o rapaz é dado como morto.

Os “turcos” (na verdade, libaneses) – a família de Labibe

Zahym (César Ferrario) - Comerciante de tapetes persas, eletrodomésticos e do que mais aparecer. Cria a filha Labibe (Theresa Fonseca) com mão de ferro, pois ela está prometida a um sheik de sua terra natal. 

Latifa (Quitéria Kelly) - Mulher de Zahym (César Ferrario) e mãe de Labibe (Theresa Fonseca). É uma exímia comerciante, que, sob o recatado véu, desperta os sonhos dos homens da cidade.

Labibe (Theresa Fonseca) - Melhor amiga de Candoca (Isadora Cruz) e de Lorena (Mariana Sena). Aguarda sem muita fé o seu príncipe encantado. Considera o fato de ter sido prometida a um sheik árabe uma esquisitice do pai. 

Maruan (Pedro Lamin) - Sua família vem de uma longa linhagem de milionários do petróleo. É um rapaz bom, mas suas frustações amorosas o tornaram um homem desconfiado. Amigo de Zé Paulino que vai com ele para Canta Pedra na passagem de tempo da trama. Se apaixona por Labibe (Theresa Fonseca).

A família do padre 

Padre Zezo (Nanego Lira) - Padre de Canta Pedra, é engraçado em seu mau-humor perpétuo. Em seus momentos de impaciência, que não são poucos, conversa com a imagem do Cristo no altar da igreja. Tio de Lorena (Mariana Sena), a quem criou como filha. 

Lorena (Mariana Sena) - Melhor amiga de Candoca (Isadora Cruz) e de Labibe (Theresa Fonseca). Sobrinha do padre Zezo (Nanego Lira). Já foi casada e vive sonhando com um novo marido.

Anita (Julia Mendes) - Sacristã da igreja, fofoqueira como a amiga Cira (Suzy Lopes).

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