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''Escrever é voltar para a infância'', diz Aline Bei no Provoca desta terça (16/8)

Divulgação/Julia Rugai

Nesta terça-feira (16/8), Marcelo Tas conversa, no Provoca, com a jovem poeta e escritora Aline Bei, autora dos livros O Peso do Pássaro Morto e Pequena Coreografia do Adeus. Na entrevista, ela fala sobre suas obras, a relação de seu amadurecimento com o teatro, empreendedorismo na internet e muito mais. Vai ao ar na TV Cultura, a partir das 22h.
 
Na edição, ela relata a experiência que deu origem a seu primeiro livro, O Peso do Pássaro Morto. “Ali ficou com uma memória de infância, uma dor, como qualquer outra coisa que a gente fere, ou nos machuca. Um pouco como é a infância, esse grande acontecimento de corpo com pouca linguagem para dar conta disso. Então depois a gente cresce para olhar para essa infância (...) escrever é voltar para a infância”, diz Aline.
 
Em outro momento do programa, Tas diz que Aline escreve sobre sofrimento. “Eu acho que passa bastante por esse lugar porque é um corpo na vida, com presença, acho que é impossível a gente não pensar nessa dor que nos atravessa, porque viver é perder, no sentido do próprio tempo que a gente vai perdendo e das coisas que a gente tem que deixar para trás, se despedir”, comenta.
 
Sobre Julia, personagem do livro Pequena Coreografia do Adeus, Tas diz que ela não acredita no amor. E indaga na edição, e vc? “Eu acredito, mas eu acho que ela também acredita (...) eu acho que ela diz o avesso muitas vezes. Mas ela está nesse estado de tanta dor, sofrimento e violência que ela sofre que ela fala raivas. E Tas continua: você acredita em qual profundidade do amor? “Eu acho que o amor é o único modo para mim de estar viva, não há outro pacto possível que não seja com afeto. E o amor está no lugar do trabalho, das amizades, do romance, do mundo entorno”, fala Bei.

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