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Caminhos da Reportagem revela curiosidades sobre a Guiana

Divulgação

Nação da América do Sul que faz fronteira com o Brasil nos estados de Roraima e Pará, a Guiana compartilha o clima tropical e a Floresta Amazônica, mas há muitas diferenças entre os dois países. A edição inédita do Caminhos da Reportagem desvenda aspectos do território vizinho pouco conhecido por aqui. A TV Brasil exibe a produção jornalística neste domingo (18), às 22h. O conteúdo fica disponível no app TV Brasil Play.

Para mostrar aspectos deste povo alegre, com oportunidades e expectativas de crescimento, a equipe do Caminhos da Reportagem viajou até a Guiana para conhecer pessoas com histórias bem inusitadas. Os entrevistados revelam seus sonhos e apresentam um comportamento acolhedor com os brasileiros.

Durante a matéria especial, a jornalista Manuela Castro percorre pontos turísticos locais e prova a comida indiana, uma das tradições da culinária do país sul-americano. Ela também conhece Steven Ramphal, astro da 'chutney music'. Entre os costumes, mais percepções surpreendentes: o críquete é o esporte nacional da Guiana e as feiras são um verdadeiro ponto de encontro entre culturas e sabores diversos.

Localizada na parte norte do continente, a Guiana é limitada pelo Oceano Atlântico. Além do Brasil, faz fronteira com Venezuela e Suriname. O país é o terceiro menor estado soberano da América do Sul, depois do Uruguai e do próprio Suriname, que também é o único com população menor que a Guiana.

Perspectivas de crescimento econômico

O programa jornalístico da emissora pública indica que a descoberta de petróleo em águas profundas deu à Guiana um novo fôlego para o futuro. Após a exploração começar, o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 43,5%, em 2020 - um dos maiores crescimentos do mundo, segundo os dados do Banco Mundial.

O brasileiro Alex Matte, engenheiro de petróleo, decidiu ir para o país em 2018, no início das perfurações, e desde então viu as mudanças acontecerem. "Para você ter uma ideia, a Guiana é o maior projeto de perfuração de petróleo em todo mundo, os investimentos nesse país são gigantescos", afirma.

A vinda de estrangeiros para o país por causa do petróleo movimenta outros setores da economia. Na capital, Georgetown, o empresário brasileiro Lucas Matos abriu a segunda unidade de sua academia. "Agora, é o momento de se investir, para pegar esse embalo do petróleo", explica. A melhoria de vida dos guianenses e também a presença de mais estrangeiros no país, aumentou a demanda pelo mercado fitness.

No futebol, um outro brasileiro também fez da Guiana seu lar. Wilson Toledo é diretor de Instrução de Treinadores da Federação de Futebol do país. Ele pontua que ali, o esporte ainda engatinha, mas muito trabalho tem sido feito para avançar e converter esse cenário.

De acordo com o entrevistado, a União das Federações Europeias de Futebol (Uefa) tem sido uma parceira para a Guiana. "Eles vão ajudar em todos os setores e eu acredito que esse desenvolvimento pode demorar um tempo, mas vai acontecer", diz esperançoso.

Projeções positivas para os negócios

A atração jornalística da TV Brasil também acompanha a rotina de quem chegou há bastante tempo à Guiana. A reportagem de Manuela Castro destaca a visão de quem se mudou para o país. Para o joalheiro Ismael Sanchez de Lima, que mora lá há 21 anos, as transformações que estão ocorrendo são visíveis.

Na visão do brasileiro, porém, ainda há ramos da estrutura social em que é preciso se aprimorar bem mais. O entrevistado ressalta especificamente o ramo de saúde. "Médico, dentista, aqui é muito difícil, se há algum investidor nessa área, há oportunidade, a saúde aqui é um tanto quanto precária", avalia.

O casal Nice Santos e Valdinei Magalhães chegou na Guiana há duas décadas. Eles declaram que têm uma vida melhor do que antes e conseguiram construir um patrimônio mais estável. Os dois vieram para trabalhar em um restaurante e hoje são donos de um estabelecimento no mesmo segmento econômico.

"Eu via muita impossibilidade no meu país, mas hoje até meus filhos tiveram muitas oportunidades de trabalho aqui, o que eu não tinha lá", analisa Nice. O negócio do casal tem dado certo e Valdinei expandiu: comprou um sítio e começou a criar tambaqui, uma espécie de peixe pouco conhecida na Guiana. Já vende cerca de 4 mil quilos por mês. 

Segundo estimativa do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, há 15.800 brasileiros vivendo na Guiana, o que representa 2% da população do país, que é de 786.559 habitantes. A curiosidade sobre o vizinho desperta o interesse em aprender o português, num local em que a língua oficial é o inglês.

No Centro Cultural Brasil-Guiana, em Georgetown, oficinas, eventos e cursos são realizados para mostrar o Brasil. Teresinha Marques, diretora do espaço, comemora que muita gente procura o lugar para conhecer um pouco mais sobre nós. "São alunos que trabalham ou universitários que têm interesses em aprender o português como ferramenta de trabalho", esclarece.

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