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Persona entrevista Walderez de Barros, que vive dona Maria, a Louca em IndependênciaS

Divulgação/Lara Asano

Neste domingo (4/9), o Persona recebe a atriz Walderez de Barros. Apresentado por Atilio Bari e Chris Maksud, o programa aborda a trajetória da artista no universo teatral, além de sua participação na nova dramaturgia da TV Cultura, a minissérie IndependênciaS, em que dá vida a dona Maria, a Louca. Na tela da Cultura, vai ao ar a partir das 21h.

Com mais de 60 anos de carreira, Walderez conta sobre seu ingresso no teatro e momentos memoráveis durante uma edição carregada de histórias. Das peças e novelas, desta vez, a atriz surge na tela da TV Cultura interpretando dona Maria, a Louca, como era conhecida a rainha de Portugal, na mais recente produção de teledramaturgia da emissora. “É mais que uma releitura. É a verdade dos fatos da nossa história”, diz a artista. Ela conta que se inspirou na avó para interpretar a personagem. Do luxo e riqueza, sua avó veio parar no Brasil em uma colônia de café, após casar-se escondido. “Ficou caduca”, complementa a atriz.
 
A proximidade com a TV Cultura existe desde o início da carreira nos teleteatros. Walderez conta da influência da família em suas escolhas e compartilha a curiosidade de carregar junto dela, em todos os teatros e produções que participa, uma foto da atriz Eleonora Duse como um amuleto. O santinho de camarim carrega uma frase que Walderez relata se identificar muito: “Na arte jamais busquei o sucesso, mas apenas o refúgio”.
 
Durante o programa, a convidada fala sobre sua breve passagem nos lados acadêmicos e como as coisas desaguaram na dramaturgia. “Caí de paraquedas no meio daquilo (...) Eu nunca planejei a minha vida. O imaginário sempre esteve lá à minha disposição pra fazer o que eu quisesse.” Walderez ainda comenta sobre a censura que pairou sobre ela e seu então companheiro Plínio Marcos e outros colegas, e comenta sobre o momento atual do Brasil. “Não é possível que qualquer pessoa que preze a liberdade de expressão, a criação artística, o respeito por outra pessoa, possa concordar com um estado de coisa que ameace proibir. Que é o que nós estamos vivendo”, finaliza.

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