Com depoimentos inéditos, Doc Investigação relembra a história de Paulinho Pavesi, vítima de tráfico de órgãos

Divulgação Record

No próximo domingo (18/02), o PlayPlus disponibiliza um novo episódio do Doc Investigação, série  true crime do serviço de streaming da RECORD que reconta os casos policiais mais chocantes do país.  

A produção refaz o passo a passo do caso Paulinho Pavesi. Em abril de 2000, o menino caiu de uma altura de dez metros enquanto brincava na piscina do prédio em que morava, em Poços de Caldas (MG).
 
A criança, então com 10 anos, foi levada, andando e consciente, ao pronto-socorro do hospital que ficava a poucos metros do edifício. Mas, a partir dali, começava um duelo de versões sobre o que realmente teria acontecido com o garoto, que teve seus órgãos retirados para doação, em circunstâncias suspeitas. 

Um pai inconformado

A equipe da série viajou até a Itália para conversar com Paulo Airton Pavesi, pai de Paulinho. Quase 24 anos após o ocorrido, o homem segue indignado com o andamento das investigações, e tenta provar que os médicos retiraram os órgãos de seu filho enquanto o menino ainda estava vivo. ''Esse grupo de médicos... É um grupo de assassinos, psicopatas, que pensam em dinheiro 24
horas do dia, e o único objetivo deles é ficar rico'', dispara Paulo. 

O pai do garoto precisou sair do Brasil anos atrás, pois se sentiu ameaçado após expor as irregularidades na morte do filho. “Denunciar um crime e ser perseguido por isso, ter que abandonar minha terra, meu trabalho, meus bens... Isso é ridículo”, desabafa.
 
Na ocasião do acidente, ao ser informado que Paulinho estava em estado muito grave e talvez não resistisse, Paulo avisou aos médicos que, em caso de morte, iria doar os órgãos do menino. A partir de então, uma série de procedimentos duvidosos, envolvendo pelo menos seis médicos, começaram a ocorrer.  

Laudos forjados e morte provocada 

Após a morte de Paulinho, a situação toda mudou quando o pai do garoto recebeu uma fatura do hospital com cobranças de medicamentos e insumos usados para retirar os órgãos do menino para doação, custos que normalmente são arcados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  

Paulo questionou os valores, cerca de R$ 12 mil, e começou a analisar os prontuários do filho. Com isso, ele logo chegou à conclusão de que os médicos teriam provocado a morte cerebral do menino para
atender a um esquema de tráfico de órgãos que existia na cidade. 

Os médicos que cuidaram de Paulinho dizem que ele já estava com morte encefálica quando os órgãos foram retirados. Mas, de acordo com o Ministério Público, os exames que comprovariam esse quadro foram forjados. 

Máfia de transplantes 

Neste episódio do Doc Investigação são ouvidas várias pessoas envolvidas nas investigações do caso, como o promotor Renato Teixeira, que é enfático ao afirmar: “Era como se eles quisessem, realmente, que aquilo acontecesse, ou seja, a morte encefálica, para remoção dos órgãos do paciente.”
 
Para complicar ainda mais o quadro, não se demorou a descobrir que os órgãos retirados de Paulinho não entraram na fila do SUS e foram diretamente para pacientes de um dos médicos envolvidos no caso, o nefrologista Álvaro Ianhez. Mais tarde, ele foi acusado de gerenciar uma central clandestina de transplantes em Poços de Caldas.  

Durante a reportagem, a repórter Thais Furlan conversa com jornalistas que cobriram o caso; com o tio de Paulinho; e também com as duas filhas de Ianhez, que fazem questão de defender o pai. A equipe da série ainda teve acesso aos depoimentos dos outros médicos condenados pelo crime.

Condenações por tráfico de órgãos 

Seis médicos foram condenados pela morte de Paulinho Pavesi, mas recorreram da decisão e aguardam em liberdade. O único que permanece preso é o nefrologista Álvaro Ianhez.  

O juiz Narciso Alvarenga diz que após a morte de Paulinho - considerado por ele o ''caso zero'' - uma série de investigações e auditorias descobriu outros sete casos de transplantes irregulares em Poços de Caldas. Em 2004, uma CPI trouxe à tona o esquema do tráfico de órgãos na cidade mineira, envolvendo os mesmos médicos que participaram do atendimento a Paulinho. 

''Não tive nem a chance de passar pelo luto, porque eles me roubaram isso também. Eles estão vivos, trabalhando, viajam com suas famílias, passam as férias, riem, se divertem... E eu não...'', afirma Paulo Pavesi, desolado. 

O oitavo episódio do Doc Investigação - A Máfia dos Transplantes (Caso Paulinho Pavesi) estará disponível a partir de domingo (18/02) para todos os assinantes do PlayPlus, que também têm acesso exclusivo aos sete primeiros episódios da série.  

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